Como a insegurança sobre o próprio valor e a desconfiança no tratamento podem influenciar a negação

3 respostas
Como a insegurança sobre o próprio valor e a desconfiança no tratamento podem influenciar a negação do diagnóstico em pacientes como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ? Como podemos aumentar a motivação para que o paciente se engaje mais efetivamente no tratamento?"
Eu penso um pouco diferente sobre essa proposta de MOTIVAÇÃO para o paciente se engajar no tratamento. Esse termo associa que deve vir um estímulo de fora e não dele mesmo.
Entendo que independente do diagnóstico, de problemas de saúde mental e emocional, o mais importante é que o paciente SOFRE, ele tem uma dor emocional. É NATURAL, como na dor física, o paciente querer o ALÍVIO. Eu considero esse um bom caminho, mostrar ao paciente como o tratamento psicológico e psiquiátrico pode ajudá-lo a se sentir BEM.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

A insegurança sobre o próprio valor e a desconfiança no tratamento têm um impacto direto na forma como o paciente se relaciona com o diagnóstico. Em muitos casos, aceitar um diagnóstico como o Transtorno de Personalidade Borderline pode ser sentido, internamente, como confirmar uma ideia dolorosa de “tem algo errado comigo”. Para um sistema emocional já sensível à vergonha e à rejeição, negar o diagnóstico pode funcionar como uma tentativa de proteção, quase como se a mente dissesse: “se eu não reconheço isso, talvez eu não precise lidar com essa dor”.

Além disso, a desconfiança no tratamento costuma estar ligada a experiências anteriores de frustração ou relações instáveis. O cérebro pode interpretar o vínculo terapêutico com cautela, testando constantemente se aquele espaço é seguro ou se, em algum momento, também vai falhar. Isso pode levar a uma postura ambivalente: ao mesmo tempo em que a pessoa busca ajuda, ela também se afasta, duvida ou minimiza o que está sendo trabalhado.

Nesse contexto, aumentar a motivação não costuma acontecer por convencimento direto, mas pela construção de sentido. Quando o paciente começa a perceber padrões na própria experiência, como intensidade emocional, medo de abandono ou impulsividade, o foco deixa de ser “aceitar um rótulo” e passa a ser “entender o que acontece comigo”. A partir daí, o engajamento cresce de dentro para fora.

A relação terapêutica tem um papel central nisso. Um vínculo consistente, previsível e validante ajuda a reduzir a desconfiança e cria espaço para que o paciente experimente algo diferente do que viveu anteriormente. Aos poucos, ele pode começar a testar novas formas de se relacionar, inclusive com o próprio processo terapêutico, sem precisar se defender tanto.

Talvez valha refletir: o que esse diagnóstico pode estar significando emocionalmente para o paciente? Ele é vivido como explicação, rótulo ou ameaça? Em quais momentos a confiança no processo aumenta ou diminui? O que ajuda o paciente a se aproximar e o que o faz recuar?

Quando o foco sai da imposição do diagnóstico e se volta para a construção de compreensão e segurança, a motivação tende a crescer de forma mais sólida. O paciente passa a se engajar não porque foi convencido, mas porque começa a reconhecer que aquele espaço pode realmente ajudá-lo a entender e transformar o que sente. Caso precise, estou à disposição.
Oi, é um prazer te ter por aqui.

A insegurança sobre o próprio valor e a desconfiança no tratamento podem influenciar a negação do diagnóstico em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) de várias maneiras. Esses pacientes podem ter dificuldades em reconhecer ou acreditar em seu valor, o que pode levar a uma visão negativa de si mesmo e a uma busca constante por validação externa. Isso pode resultar em uma negação do diagnóstico, pois eles podem não perceber a necessidade de tratamento ou não se reconhecerem como pessoas com um transtorno. Para aumentar a motivação para que o paciente se engaje mais efetivamente no tratamento, é importante que o profissional de saúde utilize abordagens terapêuticas que desafiem pensamentos negativos, reconstruam a autoimagem e desenvolvam habilidades emocionais. Além disso, a terapia pode ajudar a cultivar a resiliência emocional, permitindo que o paciente aprenda a enfrentar adversidades e a valorizar seu potencial.


Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços

Especialistas

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Psicólogo

Rio de Janeiro

Claudia Matias Santos

Claudia Matias Santos

Psicólogo

Rio de Janeiro

Anabelle Condé

Anabelle Condé

Psicólogo

Rio de Janeiro

Paloma Santos Lemos

Paloma Santos Lemos

Psicólogo

Belo Horizonte

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 3818 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.

Seu caso é parecido? Esses profissionais podem te ajudar.

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.