Como a integração entre neuropsicologia e psicanálise pode favorecer o planejamento terapêutico de p

Como a integração entre neuropsicologia e psicanálise pode favorecer o planejamento terapêutico de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

6 respostas


No Transtorno de Personalidade Borderline, a integração entre neuropsicologia e psicanálise favorece o planejamento terapêutico ao articular, de um lado, a compreensão das funções cognitivas e executivas como controle inibitório, atenção e flexibilidade cognitiva, e de outro, a escuta da dinâmica psíquica, dos vínculos e das formas de lidar com a angústia, permitindo intervenções mais ajustadas ao funcionamento global do sujeito; essa combinação possibilita tanto estratégias de estabilização e organização do comportamento quanto um trabalho de elaboração emocional e simbolização, ampliando a efetividade do cuidado e a singularidade do tratamento, e se você quiser compreender como isso pode ser pensado de forma mais específica no seu caso, isso pode ser desenvolvido em acompanhamento clínico.

Anthony Souza

Anthony Souza

Psicólogo

Mogi Guaçu

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Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A neuropsicologia oferece dados objetivos sobre funções executivas e cognição social. A psicanálise interpreta conflitos internos e padrões relacionais. Integrar ambas permite planejar intervenções que considerem tanto vulnerabilidades cognitivas quanto dinâmicas afetivas, fortalecendo estabilidade emocional e vínculos seguros. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços


Prezado(a), o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) impõe um sofrimento psíquico intenso, marcado por uma forte instabilidade e pelo medo avassalador do abandono. Na clínica psicanalítica, compreendemos que esse sujeito opera predominantemente pelo mecanismo da clivagem, dividindo a si e aos outros entre o "totalmente bom" e o "totalmente mau". Por essa razão, recorrer a múltiplas abordagens ao mesmo tempo nem sempre é a melhor indicação. Em pacientes com TPB, uma preocupação central é justamente a fragmentação da transferência; o paciente pode facilmente projetar e dividir aspectos de si entre dois terapeutas, estabelecer alianças distintas ou reproduzir esses mesmos mecanismos de cisão entre os profissionais, o que acaba dificultando e paralisando o processo terapêutico. Para que a análise tenha eficácia, o manejo exige que o terapeuta sustente uma função de forte continência no aqui-e-agora da sessão, ajudando o paciente a suportar e simbolizar seus afetos sem recorrer à urgência das atuações. Portanto, quando houver uma real indicação para um trabalho concomitante com outra especialidade, torna-se fundamental que cada profissional tenha funções claramente definidas e que o tratamento seja muito bem articulado, garantindo que a dinâmica de divisão do paciente não comprometa o processo e que o percurso seja conduzido sempre em benefício do seu amadurecimento e integração psíquica. Caso queira compreender melhor as especificidades desse manejo ou dar início ao processo terapêutico, coloco-me à total disposição para esclarecer dúvidas e para acolhê-lo(a) em atendimento.


A integração entre neuropsicologia e psicanálise pode favorecer o planejamento terapêutico de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ao unir a compreensão dos aspectos cognitivos, emocionais e subjetivos do funcionamento do paciente. A neuropsicologia contribui com dados sobre funções como controle inibitório, flexibilidade cognitiva, impulsividade e regulação emocional, enquanto a psicanálise amplia a compreensão dos conflitos inconscientes, mecanismos de defesa, vínculos interpessoais e experiências emocionais. Essa integração permite uma visão mais ampla do paciente, auxiliando na escolha de estratégias terapêuticas individualizadas e na compreensão dos fatores que influenciam seus comportamentos e relações


Oi, que bom encontrar a sua pergunta por aqui. Essa é uma reflexão intrigante, mas vale fazermos uma pequena precisão conceitual logo de início. No manejo do Transtorno de Personalidade Borderline, as evidências científicas contemporâneas mostram que a integração mais robusta e recomendada ocorre entre a avaliação neuropsicológica e as abordagens comportamentais e cognitivas de terceira onda. Embora a psicanálise histórica tenha trazido contribuições para a compreensão da mente, hoje sabemos que a estrutura do acompanhamento para o TPB exige um foco muito mais focado no treino de regulação emocional, tolerância ao mal-estar e modificação de esquemas comportamentais consolidados, algo em que as terapias baseadas em evidências se destacam. Quando conectamos o mapeamento das funções executivas e do controle inibitório com essas intervenções focadas no presente, o planejamento terapêutico ganha uma precisão cirúrgica. É fascinante perceber como o cérebro, diante da sensação de vulnerabilidade ou ameaça, pode ter suas respostas de autorregulação temporariamente sobrecarregadas, fazendo com que as emoções ganhem uma intensidade avassaladora. Ao compreender esse funcionamento orgânico e mental, conseguimos desenhar estratégias personalizadas para que a pessoa aprenda a reconhecer seus gatilhos, pausar diante do impulso e construir relações interpessoais muito mais estáveis e seguras. Como você tem percebido esses momentos de intensidade emocional no seu cotidiano? De que forma entender melhor o funcionamento do seu próprio cérebro e dos seus padrões emocionais poderia te ajudar a lidar com os desafios relacionais do dia a dia? Explorar essas nuances em um ambiente terapêutico estruturado e seguro costuma ser um divisor de águas nesse processo de reconstrução. Caso precise, estou à disposição.

Helio Martins

Helio Martins

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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A integração entre neuropsicologia e psicanálise permite olhar para o paciente de forma mais ampla, considerando tanto seu funcionamento cognitivo e emocional quanto sua história, conflitos e formas de se relacionar. Essa compreensão conjunta pode ajudar a identificar vulnerabilidades e recursos, favorecendo um planejamento terapêutico mais individualizado, cuidadoso e sensível à singularidade de cada paciente. Agenda aberta!

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.