Como a negação do diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode afetar as relaçõe

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Como a negação do diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode afetar as relações familiares? O que pode ser feito para ajudar a educar as famílias sobre o transtorno e reduzir a resistência dentro do contexto familiar?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Quando há negação do diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline, isso pode impactar bastante as relações familiares, principalmente porque os comportamentos e reações continuam acontecendo, mas sem uma compreensão compartilhada do que está por trás deles. A família pode interpretar as oscilações emocionais, impulsividade ou conflitos como “falta de esforço”, “exagero” ou até desinteresse, enquanto a pessoa sente que não está sendo compreendida. Esse desencontro costuma aumentar a tensão e o desgaste nas relações.

Além disso, a negação pode dificultar a busca por ajuda ou a continuidade do tratamento, o que mantém os padrões emocionais e relacionais mais intensos. Do lado da família, também pode surgir resistência, seja por desconhecimento, medo do rótulo ou dificuldade em lidar com o impacto do diagnóstico. É como se cada lado estivesse tentando dar sentido à situação com as ferramentas que tem, mas sem uma base comum de entendimento.

O trabalho terapêutico pode ajudar muito nesse ponto, especialmente ao incluir a psicoeducação de forma cuidadosa e acessível. Explicar como funciona a sensibilidade emocional, a intensidade das reações e os padrões de vínculo ajuda a família a sair de interpretações mais moralizantes e a desenvolver uma visão mais compreensiva. Isso não significa justificar comportamentos, mas entender o contexto em que eles surgem.

Também é importante trabalhar a comunicação dentro da família. Muitas vezes, pequenas mudanças na forma de responder, validar emoções ou colocar limites já reduzem bastante os conflitos. Quando a família passa a entender melhor o que está acontecendo, tende a reagir de forma menos reativa, o que impacta diretamente na dinâmica relacional.

Talvez faça sentido você refletir: como a família costuma interpretar esses comportamentos? Existe mais julgamento ou tentativa de compreensão? A pessoa se sente vista no que está vivendo ou mais criticada? E o quanto todos estão abertos a construir uma forma diferente de lidar com isso?

Essas perguntas ajudam a abrir espaço para um trabalho mais colaborativo. Quando há mais entendimento, o ambiente familiar pode deixar de ser um fator de intensificação do sofrimento e passar a ser um recurso importante no processo de mudança.

Caso precise, estou à disposição.

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