Como a terapia existencial aborda a liberdade e a responsabilidade em relação à impulsividade?
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Como a terapia existencial aborda a liberdade e a responsabilidade em relação à impulsividade?
Na terapia existencial, a impulsividade costuma ser vista como um desafio ligado ao exercício da liberdade e da responsabilidade: a pessoa é livre para escolher, mas também responde pelas consequências de seus atos.
Na Gestalt-terapia, tratamos isso de forma semelhante, mas com ênfase no aqui-e-agora. Entendemos que, quando alguém age de modo impulsivo, muitas vezes está pouco consciente do que sente, do que precisa ou do impacto que terá em si e nos outros. Nosso trabalho é ajudar o cliente a perceber seus estados internos no momento em que surgem, ampliar sua consciência das escolhas possíveis e assumir-se como autor do que faz.
Assim, a liberdade não é apenas “poder fazer o que quiser”, mas sim ter clareza para escolher de forma mais autêntica; e a responsabilidade não é castigo, mas a capacidade de se reconhecer como parte ativa de suas próprias decisões. Esse processo fortalece a autorregulação, diminuindo a impulsividade e promovendo ações mais coerentes com os valores e necessidades reais da pessoa.
Na Gestalt-terapia, tratamos isso de forma semelhante, mas com ênfase no aqui-e-agora. Entendemos que, quando alguém age de modo impulsivo, muitas vezes está pouco consciente do que sente, do que precisa ou do impacto que terá em si e nos outros. Nosso trabalho é ajudar o cliente a perceber seus estados internos no momento em que surgem, ampliar sua consciência das escolhas possíveis e assumir-se como autor do que faz.
Assim, a liberdade não é apenas “poder fazer o que quiser”, mas sim ter clareza para escolher de forma mais autêntica; e a responsabilidade não é castigo, mas a capacidade de se reconhecer como parte ativa de suas próprias decisões. Esse processo fortalece a autorregulação, diminuindo a impulsividade e promovendo ações mais coerentes com os valores e necessidades reais da pessoa.
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Oi, tudo bem? É interessante que você retorne a esse tema, porque liberdade, responsabilidade e impulsividade formam um trio que merece sempre ser revisitado com calma — especialmente pela lente existencial, que não trata esses conceitos como regras, mas como experiências vividas.
Na terapia existencial, a impulsividade não é vista como “falta de responsabilidade”, e muito menos como um defeito moral. Ela é entendida como um movimento rápido diante de uma angústia que parece grande demais para ser sustentada no momento. É como se, por alguns segundos, a urgência interna fosse mais forte do que a capacidade de escolher conscientemente. A liberdade, nessa perspectiva, não está no ato rápido, mas no espaço interno que permite perceber o que você sente antes de agir. E é justamente esse espaço que a terapia tenta ampliar.
O trabalho costuma caminhar por perguntas que iluminam o instante anterior ao impulso. O que você estava tentando resolver dentro de si quando agiu? Em que momento a emoção ficou tão intensa que a ação pareceu inevitável? Você sente que, nesses episódios, está escolhendo algo ou apenas respondendo a uma pressão que veio de dentro? Quando essas camadas ganham nome e sentido, a responsabilidade deixa de ser peso e passa a virar escolha — não no sentido moral, mas no sentido de sentir que suas ações pertencem a você, e não à urgência do momento.
Aos poucos, a pessoa vai percebendo que agir com autenticidade não é agir rápido, mas agir consciente. A impulsividade continua aparecendo, claro, mas com menos domínio. O que muda não é a emoção em si, e sim a relação que você constrói com ela. E quando esse espaço interno se fortalece, a liberdade deixa de ser uma promessa abstrata e passa a ser vivida, de fato, nas pequenas decisões do dia a dia.
Se você quiser explorar como isso se manifesta na sua história, posso te acompanhar nesse caminho com calma. Caso precise, estou à disposição.
Na terapia existencial, a impulsividade não é vista como “falta de responsabilidade”, e muito menos como um defeito moral. Ela é entendida como um movimento rápido diante de uma angústia que parece grande demais para ser sustentada no momento. É como se, por alguns segundos, a urgência interna fosse mais forte do que a capacidade de escolher conscientemente. A liberdade, nessa perspectiva, não está no ato rápido, mas no espaço interno que permite perceber o que você sente antes de agir. E é justamente esse espaço que a terapia tenta ampliar.
O trabalho costuma caminhar por perguntas que iluminam o instante anterior ao impulso. O que você estava tentando resolver dentro de si quando agiu? Em que momento a emoção ficou tão intensa que a ação pareceu inevitável? Você sente que, nesses episódios, está escolhendo algo ou apenas respondendo a uma pressão que veio de dentro? Quando essas camadas ganham nome e sentido, a responsabilidade deixa de ser peso e passa a virar escolha — não no sentido moral, mas no sentido de sentir que suas ações pertencem a você, e não à urgência do momento.
Aos poucos, a pessoa vai percebendo que agir com autenticidade não é agir rápido, mas agir consciente. A impulsividade continua aparecendo, claro, mas com menos domínio. O que muda não é a emoção em si, e sim a relação que você constrói com ela. E quando esse espaço interno se fortalece, a liberdade deixa de ser uma promessa abstrata e passa a ser vivida, de fato, nas pequenas decisões do dia a dia.
Se você quiser explorar como isso se manifesta na sua história, posso te acompanhar nesse caminho com calma. Caso precise, estou à disposição.
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