Como a visão de túnel se relaciona com o medo de tomar decisões erradas?
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Como a visão de túnel se relaciona com o medo de tomar decisões erradas?
Olá, como vai? A visão de túnel pode intensificar o medo de errar, pois a pessoa passa a enxergar apenas um cenário possível, geralmente catastrófico, e se sente paralisada para decidir. Essa fixação reduz a flexibilidade e impede que a pessoa considere outras alternativas mais realistas. Na psicanálise, essa dificuldade pode ser vista como marcada por um supereu rígido, que cobra perfeição e não tolera falhas. Ter um espaço de escuta pode ajudar a ressignificar essa angústia, e o CAPS oferece cuidado gratuito pelo SUS. Espero ter ajudado, fico à disposição!
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Olá, tudo bem? Essa pergunta toca num ponto bem sensível da experiência humana — a dificuldade de decidir quando o medo de errar toma conta. A visão de túnel e o medo de tomar decisões erradas estão profundamente ligados, porque ambos nascem da tentativa do cérebro de evitar a dor ou o arrependimento.
Quando estamos diante de uma escolha importante, o cérebro ativa regiões relacionadas à avaliação de risco e à previsão de consequências. Em pessoas com altos níveis de ansiedade ou perfeccionismo, esse sistema pode entrar em hiperatividade. A mente começa a filtrar a realidade de forma estreita, focando apenas nas possíveis perdas, falhas ou julgamentos — e esse estreitamento é justamente a visão de túnel. A pessoa vê apenas o que pode dar errado, não o todo.
Esse processo costuma vir acompanhado de ruminações (“e se eu escolher errado?”, “e se depois me arrepender?”) e de uma sensação corporal de tensão ou paralisia. O cérebro, tentando proteger, reduz a capacidade de ver nuances. É como se dissesse: “vamos esperar até ter certeza absoluta”, só que essa certeza nunca vem — e a decisão fica travada.
Você já percebeu se, quando precisa escolher, seu corpo reage como se estivesse diante de um perigo real? Ou se, mesmo sabendo que não existe escolha perfeita, algo dentro de você insiste que “errar” seria imperdoável? E o que aconteceria se, por um instante, você se permitisse considerar que errar também faz parte do caminho de aprender?
Essas reflexões ajudam a entender que o medo de errar não é sinal de fraqueza, mas um pedido do cérebro por segurança. Em terapia, é possível aprender a ampliar o olhar, restaurar a confiança nas próprias escolhas e perceber que, muitas vezes, o risco que mais paralisa é o de não viver plenamente. Caso precise, estou à disposição.
Quando estamos diante de uma escolha importante, o cérebro ativa regiões relacionadas à avaliação de risco e à previsão de consequências. Em pessoas com altos níveis de ansiedade ou perfeccionismo, esse sistema pode entrar em hiperatividade. A mente começa a filtrar a realidade de forma estreita, focando apenas nas possíveis perdas, falhas ou julgamentos — e esse estreitamento é justamente a visão de túnel. A pessoa vê apenas o que pode dar errado, não o todo.
Esse processo costuma vir acompanhado de ruminações (“e se eu escolher errado?”, “e se depois me arrepender?”) e de uma sensação corporal de tensão ou paralisia. O cérebro, tentando proteger, reduz a capacidade de ver nuances. É como se dissesse: “vamos esperar até ter certeza absoluta”, só que essa certeza nunca vem — e a decisão fica travada.
Você já percebeu se, quando precisa escolher, seu corpo reage como se estivesse diante de um perigo real? Ou se, mesmo sabendo que não existe escolha perfeita, algo dentro de você insiste que “errar” seria imperdoável? E o que aconteceria se, por um instante, você se permitisse considerar que errar também faz parte do caminho de aprender?
Essas reflexões ajudam a entender que o medo de errar não é sinal de fraqueza, mas um pedido do cérebro por segurança. Em terapia, é possível aprender a ampliar o olhar, restaurar a confiança nas próprias escolhas e perceber que, muitas vezes, o risco que mais paralisa é o de não viver plenamente. Caso precise, estou à disposição.
A visão de túnel está muito ligada ao medo de tomar decisões erradas porque, quando a ansiedade ou a carga emocional estão altas, a mente passa a funcionar de forma mais restrita. A pessoa fica focada quase exclusivamente no risco, no erro possível ou na consequência negativa, como se aquele fosse o único desfecho possível. Outras alternativas, nuances e até experiências passadas em que deu certo ficam fora do campo de visão.
Nesse estado, decidir deixa de ser um processo de escolha e passa a ser vivido como uma ameaça. O medo de errar paralisa, porque qualquer decisão parece definitiva, catastrófica ou irreversível. Isso aumenta a insegurança, gera procrastinação ou dependência excessiva da opinião dos outros, já que confiar no próprio julgamento se torna difícil. Quanto mais a pessoa tenta evitar o erro, mais estreita fica essa visão, criando um ciclo em que a ansiedade limita a clareza e a clareza limitada reforça o medo de decidir.
Nesse estado, decidir deixa de ser um processo de escolha e passa a ser vivido como uma ameaça. O medo de errar paralisa, porque qualquer decisão parece definitiva, catastrófica ou irreversível. Isso aumenta a insegurança, gera procrastinação ou dependência excessiva da opinião dos outros, já que confiar no próprio julgamento se torna difícil. Quanto mais a pessoa tenta evitar o erro, mais estreita fica essa visão, criando um ciclo em que a ansiedade limita a clareza e a clareza limitada reforça o medo de decidir.
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