Como as fake news afetam a área da saúde? .
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Como as fake news afetam a área da saúde? .
As fake news podem causar muita confusão e insegurança nas pessoas. Na área da saúde, isso se torna ainda mais delicado, porque estamos lidando com o corpo, com a mente, com o sofrimento humano. Quando alguém recebe uma informação errada, pode tomar decisões prejudiciais para si ou para quem ama.
Na psicanálise, entendemos que o medo, a ansiedade e a angústia são muito influenciados por aquilo que escutamos e acreditamos. Então, quando algo falso circula como verdade, isso pode mexer profundamente com o emocional das pessoas. Muitas vezes, a dúvida ou a culpa gerada por essas notícias leva alguém a se fechar, evitar cuidados ou até se sentir perdido em relação ao que está sentindo.
Buscar escuta e acolhimento num espaço terapêutico pode ajudar a dar sentido a esses afetos, organizar os pensamentos e se proteger melhor desses ruídos externos.
Na psicanálise, entendemos que o medo, a ansiedade e a angústia são muito influenciados por aquilo que escutamos e acreditamos. Então, quando algo falso circula como verdade, isso pode mexer profundamente com o emocional das pessoas. Muitas vezes, a dúvida ou a culpa gerada por essas notícias leva alguém a se fechar, evitar cuidados ou até se sentir perdido em relação ao que está sentindo.
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As fake news afetam profundamente a área da saúde, e os impactos não são apenas informativos são também sociais, subjetivos e clínicos. Quando uma notícia falsa circula, ela não só desinforma, mas também pode colocar vidas em risco, gerar medo, desconfiança e afetar diretamente o cuidado, a prevenção e o tratamento das pessoas.
Na área da saúde, onde a confiança entre paciente, profissional e ciência é essencial, a proliferação de conteúdos enganosos desestabiliza vínculos importantes. Informações falsas sobre vacinas, medicamentos, diagnósticos ou tratamentos criam confusão, atrasam cuidados necessários e alimentam teorias que colocam o saber técnico e a ética profissional em xeque. O resultado disso, muitas vezes, é o adoecimento psíquico e físico porque o sujeito fica entregue ao medo, à dúvida, à culpa e à insegurança.
Além disso, em contextos de crise sanitária, como vimos na pandemia, as fake news servem como mecanismos de controle, manipulação e negação da realidade. Elas anestesiam o pensamento crítico e se alimentam do desespero coletivo. É nesse ponto que a clínica também é convocada: para escutar o sujeito que está imerso nesse excesso de informação e, ao mesmo tempo, desamparado de sentido.
Por essa razão, mais do que combater as fake news com outras verdades, é necessário criar espaços de escuta, de elaboração e de responsabilização subjetiva. Não basta corrigir o que é falso é preciso entender o que leva tantas pessoas a acreditarem e se identificarem com essas versões distorcidas da realidade. É nesse ponto que a saúde, enquanto prática ética e humana, se encontra com a escuta clínica e com o compromisso de construir sentidos que sustentem a vida.
Na área da saúde, onde a confiança entre paciente, profissional e ciência é essencial, a proliferação de conteúdos enganosos desestabiliza vínculos importantes. Informações falsas sobre vacinas, medicamentos, diagnósticos ou tratamentos criam confusão, atrasam cuidados necessários e alimentam teorias que colocam o saber técnico e a ética profissional em xeque. O resultado disso, muitas vezes, é o adoecimento psíquico e físico porque o sujeito fica entregue ao medo, à dúvida, à culpa e à insegurança.
Além disso, em contextos de crise sanitária, como vimos na pandemia, as fake news servem como mecanismos de controle, manipulação e negação da realidade. Elas anestesiam o pensamento crítico e se alimentam do desespero coletivo. É nesse ponto que a clínica também é convocada: para escutar o sujeito que está imerso nesse excesso de informação e, ao mesmo tempo, desamparado de sentido.
Por essa razão, mais do que combater as fake news com outras verdades, é necessário criar espaços de escuta, de elaboração e de responsabilização subjetiva. Não basta corrigir o que é falso é preciso entender o que leva tantas pessoas a acreditarem e se identificarem com essas versões distorcidas da realidade. É nesse ponto que a saúde, enquanto prática ética e humana, se encontra com a escuta clínica e com o compromisso de construir sentidos que sustentem a vida.
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