Como as fake news nascem e que interesses há por trás dela?
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Como as fake news nascem e que interesses há por trás dela?
Fake news não surgem do nada. Elas são construídas. Nascem de medos, de desconfianças, mas também de interesses muito concretos: políticos, econômicos, ideológicos. Circulam porque tocam afetos profundos, muitas vezes em contextos de incerteza e desigualdade. Por isso, mais do que julgar quem acredita, é preciso entender o terreno em que elas se espalham e cuidar dele com escuta, diálogo e compromisso ético com a verdade.
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Olá! Nascem das mais diversas formas e também possui os mais diversos interesses. Entretanto, é importante pensar que por trás das fakes news pode ter alguma ligação a controle, poder, entre outras questões. De forma que o interesse pode ser esconder algo do público, difamar algo ou alguém, de forma que perca "valor", de certa forma, controlar reações, moldar pensamentos, entre outros. Ou seja, talvez o interesse por trás irá depender do propósito da própria fake news, podendo ser de cunho político, social, entre outros.
Há diversos interesses que podem estar associados a criação de uma fake news. Pode ser uma despretenciosa crença de uma pessoa que se espalha devido a conexão com as crenças de outras pessoas. Pode ser também no intuito de prejudicar alguém ou alguma instituição, de forma que outra se beneficie. E muito mais do que se imagina, no mundo de hoje, onde curtidas e compartilhamentos ditam as redes sociais, fake news podem ser simplesmente uma forma de conseguir esses artefatos digitais.
Para a psicanálise, o sucesso das fake news não se explica apenas pela tecnologia, mas por um mecanismo fundamental da nossa psique: o desejo. Muitas vezes, não buscamos a verdade dos fatos, mas sim a confirmação daquilo que já desejamos ou tememos que seja verdade.
Aqui estão os pontos centrais para entender esse fenômeno sob o olhar clínico:
1. A negação da realidade (Verleugnung)
A realidade é, por natureza, complexa, ambivalente e muitas vezes frustrante. As fake news oferecem um atalho: elas criam uma narrativa que "encaixa" perfeitamente no que queremos acreditar. É o que Freud chamava de Negação. O sujeito sabe que a informação é suspeita, mas escolhe acreditar nela porque ela sustenta uma visão de mundo que o protege da angústia da incerteza.
2. A projeção e o inimigo comum
As fake news geralmente se alimentam de um sentimento de perseguição. Elas permitem que o sujeito projete todas as suas frustrações e ódios em um "outro" (um grupo, um político, uma instituição). Ao criar um vilão simplista, a mentira digital oferece um alívio momentâneo para as tensões internas: "O problema não sou eu, é aquele inimigo que a notícia revelou".
3. O pertencimento e a horda digital
As notícias falsas nascem e crescem em comunidades. Seguir e compartilhar uma fake news é, no fundo, um pedido de pertencimento. O interesse por trás delas é manter o grupo coeso através do afeto — especialmente o afeto do medo e do ódio compartilhado. Para muitas pessoas, é preferível estar "errado junto com o grupo" do que "certo e sozinho".
Quais interesses há por trás delas?
Além dos interesses óbvios (políticos e econômicos de manipulação de massas), existe um interesse psíquico: manter o sujeito em um estado de excitação constante. As fake news operam na lógica do clique, do choque e da indignação. Elas "sequestram" a atenção e impedem a reflexão, pois o pensamento crítico exige pausa, enquanto a fake news exige reação imediata.
Como lidar com isso?
O antídoto para a fake news não é apenas o "fact-checking" (checagem de fatos), mas o autoconhecimento. Precisamos nos perguntar: "Por que eu quero tanto que essa notícia seja verdade?".
A psicanálise nos ajuda a perceber que, quando paramos de questionar o que consumimos, estamos abrindo mão da nossa própria subjetividade para nos tornarmos apenas massa de manobra de narrativas alheias.
Aqui estão os pontos centrais para entender esse fenômeno sob o olhar clínico:
1. A negação da realidade (Verleugnung)
A realidade é, por natureza, complexa, ambivalente e muitas vezes frustrante. As fake news oferecem um atalho: elas criam uma narrativa que "encaixa" perfeitamente no que queremos acreditar. É o que Freud chamava de Negação. O sujeito sabe que a informação é suspeita, mas escolhe acreditar nela porque ela sustenta uma visão de mundo que o protege da angústia da incerteza.
2. A projeção e o inimigo comum
As fake news geralmente se alimentam de um sentimento de perseguição. Elas permitem que o sujeito projete todas as suas frustrações e ódios em um "outro" (um grupo, um político, uma instituição). Ao criar um vilão simplista, a mentira digital oferece um alívio momentâneo para as tensões internas: "O problema não sou eu, é aquele inimigo que a notícia revelou".
3. O pertencimento e a horda digital
As notícias falsas nascem e crescem em comunidades. Seguir e compartilhar uma fake news é, no fundo, um pedido de pertencimento. O interesse por trás delas é manter o grupo coeso através do afeto — especialmente o afeto do medo e do ódio compartilhado. Para muitas pessoas, é preferível estar "errado junto com o grupo" do que "certo e sozinho".
Quais interesses há por trás delas?
Além dos interesses óbvios (políticos e econômicos de manipulação de massas), existe um interesse psíquico: manter o sujeito em um estado de excitação constante. As fake news operam na lógica do clique, do choque e da indignação. Elas "sequestram" a atenção e impedem a reflexão, pois o pensamento crítico exige pausa, enquanto a fake news exige reação imediata.
Como lidar com isso?
O antídoto para a fake news não é apenas o "fact-checking" (checagem de fatos), mas o autoconhecimento. Precisamos nos perguntar: "Por que eu quero tanto que essa notícia seja verdade?".
A psicanálise nos ajuda a perceber que, quando paramos de questionar o que consumimos, estamos abrindo mão da nossa própria subjetividade para nos tornarmos apenas massa de manobra de narrativas alheias.
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