Como diferenciar a "falta de vínculo" de uma "crise de desvalorização" no Transtorno de Personalidad
3
respostas
Como diferenciar a "falta de vínculo" de uma "crise de desvalorização" no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
No Transtorno de Personalidade Borderline, diferenciar uma “falta de vínculo” de uma “crise de desvalorização” passa menos pelo que é dito e mais pela função que isso ocupa na relação: na crise de desvalorização há vínculo, mas ele aparece invertido, marcado por afeto intenso, reatividade, comparações e ataques que ainda endereçam o terapeuta como Outro significativo; já na falta de vínculo, observa-se um esvaziamento maior, pouca implicação, indiferença, ausências recorrentes ou uma fala mais desvitalizada, como se o laço não estivesse investido; em termos transferenciais, a desvalorização é uma forma de manter o Outro presente, ainda que negativamente, enquanto a falta de vínculo indica uma dificuldade mais radical de inscrição do laço; a escuta do terapeuta, então, se orienta por sustentar e interpretar na primeira situação, e por construir condições mínimas de investimento na segunda, sem forçar uma ligação que ainda não pôde se constituir.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
A “falta de vínculo” costuma ser algo mais constante, uma dificuldade em se conectar ou manter proximidade emocional. Já a “crise de desvalorização” no TPB tende a ser mais intensa e pontual, geralmente desencadeada por alguma situação que a pessoa percebe como rejeição, levando a uma mudança brusca na forma como vê o outro.
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
A falta de vínculo é contínua, marcada por distância emocional e pouca abertura. Já a desvalorização é súbita, reativa e ocorre após frustração ou medo de abandono. Na crise, o paciente oscila entre proximidade e rejeição. O terapeuta deve observar o padrão temporal e explorar o gatilho emocional envolvido.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
fernandosegundo.com
Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
Abraços
A falta de vínculo é contínua, marcada por distância emocional e pouca abertura. Já a desvalorização é súbita, reativa e ocorre após frustração ou medo de abandono. Na crise, o paciente oscila entre proximidade e rejeição. O terapeuta deve observar o padrão temporal e explorar o gatilho emocional envolvido.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
fernandosegundo.com
Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
Abraços
Especialistas
Perguntas relacionadas
- “Quais funções emocionais e psicopatológicas estão associadas aos comportamentos autoagressivos?”
- Como ocorre o manejo clínico de comportamentos suicidas e autolesivos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
- Qual é a relação entre Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e neuropsicologia?
- Quais funções cognitivas costumam estar alteradas no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
- Como a impulsividade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é explicada neuropsicologicamente?
- O que são funções executivas e como elas aparecem no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
- Como o trauma infantil influencia o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) do ponto de vista neuropsicológico?
- Existe prejuízo de memória em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
- A neuropsicologia pode auxiliar no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
- Como explicar o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) para familiares que não compreendem o transtorno?
Você quer enviar sua pergunta?
Nossos especialistas responderam a 5132 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
Seu caso é parecido? Esses profissionais podem te ajudar.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.