Como diferenciar projeção patológica de uma percepção verdadeira?
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Como diferenciar projeção patológica de uma percepção verdadeira?
Nem sempre é fácil. Às vezes, o que achamos que o outro está sentindo ou pensando diz mais sobre nós mesmos do que sobre ele. Isso é o que chamamos de projeção — quando, sem perceber, colocamos para fora sentimentos nossos que ainda não conseguimos reconhecer internamente.
Por exemplo: sentir que alguém está bravo com você, quando na verdade você está bravo e não se deu conta disso. Ou achar que foi rejeitado, quando na verdade está com medo de ser.
Já uma percepção mais real costuma vir com menos certeza absoluta e mais espaço para dúvida. A gente consegue pensar: “será que é isso mesmo?” ou “será que estou interpretando dessa forma por algo meu?”
A psicoterapia ajuda justamente nisso: a separar o que vem de dentro do que está fora, e a entender por que certas situações nos afetam tanto. Com o tempo, vamos ganhando mais clareza sobre nós mesmos — e mais liberdade nas relações.
Por exemplo: sentir que alguém está bravo com você, quando na verdade você está bravo e não se deu conta disso. Ou achar que foi rejeitado, quando na verdade está com medo de ser.
Já uma percepção mais real costuma vir com menos certeza absoluta e mais espaço para dúvida. A gente consegue pensar: “será que é isso mesmo?” ou “será que estou interpretando dessa forma por algo meu?”
A psicoterapia ajuda justamente nisso: a separar o que vem de dentro do que está fora, e a entender por que certas situações nos afetam tanto. Com o tempo, vamos ganhando mais clareza sobre nós mesmos — e mais liberdade nas relações.
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Essa dúvida é mais comum do que parece. A projeção é um mecanismo inconsciente, ou seja, a pessoa não faz de propósito. Ela acaba atribuindo ao outro sentimentos, intenções ou pensamentos que na verdade são seus, mas que ela não consegue reconhecer ou lidar no momento. Por exemplo: alguém que sente muita insegurança pode acabar vendo o outro como ameaçador, mesmo sem motivo claro.
Já uma percepção mais verdadeira costuma vir de forma mais tranquila e está mais conectada com o que realmente está acontecendo. Ela não vem carregada de tanta ansiedade ou emoção intensa. Além disso, dá para observar com o tempo se aquela impressão se confirma ou se foi só uma interpretação influenciada pelas emoções do momento.
Mas é importante lembrar que nem sempre é fácil perceber isso sozinho. Por isso, o trabalho analítico pode ajudar muito. A escuta do psicanalista oferece um espaço seguro para refletir sobre essas situações e ir entendendo melhor o que é projeção, o que é realidade e como nossos sentimentos influenciam nosso olhar para o mundo e para os outros.
Já uma percepção mais verdadeira costuma vir de forma mais tranquila e está mais conectada com o que realmente está acontecendo. Ela não vem carregada de tanta ansiedade ou emoção intensa. Além disso, dá para observar com o tempo se aquela impressão se confirma ou se foi só uma interpretação influenciada pelas emoções do momento.
Mas é importante lembrar que nem sempre é fácil perceber isso sozinho. Por isso, o trabalho analítico pode ajudar muito. A escuta do psicanalista oferece um espaço seguro para refletir sobre essas situações e ir entendendo melhor o que é projeção, o que é realidade e como nossos sentimentos influenciam nosso olhar para o mundo e para os outros.
Olá, ela é patológica quando se torna uma obsessão paranóica , como teor de certeza. Na percepção há espaço pra dúvida .
Essa é uma pergunta bastante complexa. Quando falamos em “projeção patológica” e em “percepção verdadeira”, é necessário cuidado para não cairmos na ideia de que há necessariamente uma verdade objetiva e única, completamente separada do sujeito que a percebe. Toda percepção é uma construção situada, que se dá no mundo vivido da pessoa, e não fora dele. O que chamamos de “projeção” por vezes diz respeito a uma maneira de perceber que está atravessada por conteúdos internos, por vivências passadas não elaboradas, que se impõem sobre o presente. Mas mesmo a projeção é, em si, uma experiência válida.
Portanto, não falamos de uma “verdade absoluta”, mas de uma verdade situada, que emerge na relação, no modo como o outro me afeta e no que eu faço com esse afeto. O trabalho terapêutico, nesse caso, não é identificar o que é “real” e o que é “projeção” de forma objetiva, mas ajudar a pessoa a compreender como ela se relaciona com o que percebe e como isso afeta sua forma de existir. O que está em jogo, mais do que distinguir o que é “fato” e o que é “fantasia”, é perceber o sentido que isso tem para quem vive e como essa experiência pode ser compreendida, ressignificada e integrada em direção a uma existência mais autêntica.
Portanto, não falamos de uma “verdade absoluta”, mas de uma verdade situada, que emerge na relação, no modo como o outro me afeta e no que eu faço com esse afeto. O trabalho terapêutico, nesse caso, não é identificar o que é “real” e o que é “projeção” de forma objetiva, mas ajudar a pessoa a compreender como ela se relaciona com o que percebe e como isso afeta sua forma de existir. O que está em jogo, mais do que distinguir o que é “fato” e o que é “fantasia”, é perceber o sentido que isso tem para quem vive e como essa experiência pode ser compreendida, ressignificada e integrada em direção a uma existência mais autêntica.
Essa é uma questão muito importante! A projeção patológica nos da ideia do mundo interno que quem está projetando, ou seja, se você está projetanto algo em uma pessoa, essa projeção vai poder ser usada para pensar em você, nas suas emoções e na sua experiência de vida. A partir dai, podemos trabalhar para que essa projeção seja mais adaptada com o que realmente pode acontecer.
A percepção é poder notar algo que está acontecendo realmente.
A diferença é que a projeção é sobre uma emoção muito intensa de que está sentindo e a percepção é sobre o que se enxerga no outro.
A percepção é poder notar algo que está acontecendo realmente.
A diferença é que a projeção é sobre uma emoção muito intensa de que está sentindo e a percepção é sobre o que se enxerga no outro.
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