Como é a dor do abandono no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

2 respostas
Como é a dor do abandono no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Olá. É devastadora.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta que toca em uma das experiências mais profundas e difíceis do TPB, e só de você formular isso já mostra muita coragem emocional. A dor do abandono, no TPB, não é uma tristeza comum nem uma insegurança passageira. Ela costuma vir como um impacto imediato, quase físico, como se algo dentro do corpo se rompesse de repente. Para muitas pessoas, é uma mistura de medo intenso, desorganização interna e a sensação de perder o próprio eixo emocional em questão de segundos.

No TPB, o cérebro reage ao abandono — real ou imaginado — como se estivesse diante de uma ameaça enorme. A amígdala aciona tudo ao mesmo tempo, e a pessoa sente como se estivesse sendo deixada sozinha em um espaço emocional enorme e sem paredes. Às vezes, um atraso, uma mudança de tom de voz, uma mensagem não respondida ou qualquer sinal mínimo pode ativar esse sistema de alarme. O corpo interpreta isso como perigo imediato, não porque a pessoa “exagera”, mas porque o sistema nervoso está acostumado a viver em hiperalerta quando se trata de vínculos. É uma dor que mistura desespero, confusão e, ao mesmo tempo, uma vontade enorme de se conectar para não desaparecer.

Fico imaginando como isso aparece na sua história. Em quais momentos você sente que essa dor chega sem que você consiga controlar? Quais situações despertam esse medo como se tirassem sua capacidade de pensar? E quando você tenta descrever essa sensação para alguém, o que parece mais difícil de colocar em palavras?

Se quiser, posso te ajudar a olhar para essa dor com mais cuidado, sensibilidade e compreensão, para que ela deixe de ser um monstro silencioso e possa ser trabalhada aos poucos. Caso precise, estou à disposição.

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