Como é o tratamento para o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) de memória autobiográfica?
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Como é o tratamento para o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) de memória autobiográfica?
O tratamento do TOC de memória autobiográfica geralmente combina psicoterapia e, em alguns casos, medicação. A abordagem mais eficaz costuma ser a terapia cognitivo-comportamental (TCC), especialmente a técnica de exposição com prevenção de resposta, para reduzir rituais mentais e obsessões. Além disso, técnicas de reestruturação cognitiva ajudam a lidar com pensamentos intrusivos sobre lembranças passadas. Medicamentos como inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) podem ser indicados quando os sintomas são intensos e impactam o dia a dia.
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Muitas pessoas lidam com a experiência perturbadora de revisitar constantemente momentos da própria vida, questionando-se sobre o que fizeram, disseram ou sentiram. O TOC de memória autobiográfica caracteriza-se por um padrão em que a pessoa fica presa a dúvidas sobre eventos de sua história. "Realmente aconteceu assim?"; "Onde eu estava com a cabeça?"; "Isso diz que sou isso ou aquilo?" Não é simplesmente lembrar, é como se a mente ficasse em um loop de verificação e reanálise.
A análise nos ajuda a pensar que essas obsessões frequentemente tratam de ansiedade relacionada à identidade. A busca por certeza absoluta sobre quem se é alimenta, a dúvida obsessiva. A memória é sempre uma construção que muda conforme a vida passa e fazemos analise ou não.
Um processo de análise envolve compreender a função mais profunda dessa obsessão, qual medo ou culpa ela protege. Depois, trabalha-se a tolerância à incerteza, a vida segue mesmo sem respostas definitivas.
Durante a terapia, com a escuta clínica, colocar em palavras aquilo que fica em loop mental, narrar sua história sem pressão de dar a resposta certa, pode ajudar muito. Afinal, você não está provando nada, está tentando se conhecer melhor e entender como tudo isso funciona para você.
Uma dica, reflita sobre por que você revisita certos momentos e qual sensação antecipa essas ruminações, isso pode ser um primeiro passo. A psicoterapia oferece o espaço para explorar sem pressa e sem julgamento esse tipo de angustia.
Espero ter ajudado um pouquinho.
Sua pergunta é bem interessante. Vou tentar ajudar um pouquinho.
Muitas pessoas lidam com a experiência perturbadora de revisitar constantemente momentos da própria vida, questionando-se sobre o que fizeram, disseram ou sentiram. O TOC de memória autobiográfica caracteriza-se por um padrão em que a pessoa fica presa a dúvidas sobre eventos de sua história. "Realmente aconteceu assim?"; "Onde eu estava com a cabeça?"; "Isso diz que sou isso ou aquilo?" Não é simplesmente lembrar, é como se a mente ficasse em um loop de verificação e reanálise.
A análise nos ajuda a pensar que essas obsessões frequentemente tratam de ansiedade relacionada à identidade. A busca por certeza absoluta sobre quem se é alimenta, a dúvida obsessiva. A memória é sempre uma construção que muda conforme a vida passa e fazemos analise ou não.
Um processo de análise envolve compreender a função mais profunda dessa obsessão, qual medo ou culpa ela protege. Depois, trabalha-se a tolerância à incerteza, a vida segue mesmo sem respostas definitivas.
Durante a terapia, com a escuta clínica, colocar em palavras aquilo que fica em loop mental, narrar sua história sem pressão de dar a resposta certa, pode ajudar muito. Afinal, você não está provando nada, está tentando se conhecer melhor e entender como tudo isso funciona para você.
Uma dica, reflita sobre por que você revisita certos momentos e qual sensação antecipa essas ruminações, isso pode ser um primeiro passo. A psicoterapia oferece o espaço para explorar sem pressa e sem julgamento esse tipo de angustia.
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