Como lidar com a tendência de idealização/desvalorização nos relacionamentos interpessoais?
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Como lidar com a tendência de idealização/desvalorização nos relacionamentos interpessoais?
Na Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), a oscilação entre idealização (ver o outro como perfeito) e desvalorização (vê-lo como terrível) é compreendida como um reflexo da incongruência interna.
Pessoas que idealizam ou desvalorizam costumam colocar o seu valor nas mãos do outro. A terapia foca em trazer esse centro de avaliação para dentro. Quando você começa a confiar nos seus próprios sentimentos e valores, a necessidade de que o outro seja "perfeito" para que você se sinta seguro diminui.
A desvalorização geralmente é uma defesa contra uma ameaça percebida (medo de rejeição ou abandono). Em um ambiente de Aceitação Positiva Incondicional, você aprende que não precisa atacar ou descartar o outro para se proteger. Ao se sentir seguro e aceito pelo terapeuta, você expande sua capacidade de aceitar as falhas dos outros sem que isso destrua sua própria integridade.
Carl Rogers dizia que o indivíduo saudável não é um estado estático, mas um processo fluido. A idealização tenta "congelar" o outro em uma imagem perfeita. A ACP ajuda você a perceber o outro (e a si mesmo) como um ser humano em constante mudança, com luzes e sombras. Isso transforma o relacionamento de uma "fantasia" para uma relação eu-tu real.
Na psicoterapia ACP o foco não é em "mudar o comportamento" de idealizar, mas em fortalecer a sua autoaceitação. Quando você para de se desvalorizar internamente, a necessidade de projetar extremos nos outros perde a força.
Observe se essa mudança de percepção sobre o outro costuma acontecer de forma súbita, disparada por algum gesto de desaprovação/crítica.
Pessoas que idealizam ou desvalorizam costumam colocar o seu valor nas mãos do outro. A terapia foca em trazer esse centro de avaliação para dentro. Quando você começa a confiar nos seus próprios sentimentos e valores, a necessidade de que o outro seja "perfeito" para que você se sinta seguro diminui.
A desvalorização geralmente é uma defesa contra uma ameaça percebida (medo de rejeição ou abandono). Em um ambiente de Aceitação Positiva Incondicional, você aprende que não precisa atacar ou descartar o outro para se proteger. Ao se sentir seguro e aceito pelo terapeuta, você expande sua capacidade de aceitar as falhas dos outros sem que isso destrua sua própria integridade.
Carl Rogers dizia que o indivíduo saudável não é um estado estático, mas um processo fluido. A idealização tenta "congelar" o outro em uma imagem perfeita. A ACP ajuda você a perceber o outro (e a si mesmo) como um ser humano em constante mudança, com luzes e sombras. Isso transforma o relacionamento de uma "fantasia" para uma relação eu-tu real.
Na psicoterapia ACP o foco não é em "mudar o comportamento" de idealizar, mas em fortalecer a sua autoaceitação. Quando você para de se desvalorizar internamente, a necessidade de projetar extremos nos outros perde a força.
Observe se essa mudança de percepção sobre o outro costuma acontecer de forma súbita, disparada por algum gesto de desaprovação/crítica.
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Para lidar com a tendência de idealização e desvalorização em relacionamentos interpessoais, é importante manter escuta acolhedora, consistência e limites claros, sem reforçar extremos emocionais. Na perspectiva psicanalítica, essas flutuações refletem transferências de experiências passadas e medos de abandono, e trabalhar essas dinâmicas na terapia permite que o paciente reconheça padrões de projeção, compreenda suas próprias expectativas e desenvolva formas mais equilibradas de perceber e se relacionar com os outros.
Oi, tudo bem?
A tendência de idealizar e depois desvalorizar nas relações costuma ser bastante intensa em alguns momentos, e geralmente não acontece por escolha consciente. É como se o sistema emocional alternasse entre dois extremos na tentativa de se proteger: primeiro coloca o outro em um lugar muito alto, quase perfeito, e depois, diante de alguma frustração ou insegurança, esse mesmo outro passa a ser visto de forma muito negativa. Essa mudança rápida costuma estar mais ligada ao medo de se machucar do que propriamente à realidade da relação.
Na terapia, o trabalho vai no sentido de ajudar o paciente a perceber esses movimentos enquanto eles estão acontecendo. Não para julgar ou corrigir de imediato, mas para compreender o que foi sentido naquele ponto de virada. Muitas vezes, pequenas situações, como uma mudança de tom, um atraso ou uma resposta diferente do esperado, já são suficientes para ativar sentimentos de rejeição ou abandono, e isso altera a forma como o outro é percebido.
Ao longo do processo, o terapeuta ajuda a construir uma visão mais integrada das pessoas, onde alguém pode ter qualidades e limitações ao mesmo tempo, sem precisar ser totalmente bom ou totalmente ruim. Isso também costuma aparecer dentro da própria relação terapêutica, e quando é trabalhado com cuidado, oferece uma experiência nova de vínculo, onde a oscilação pode ser compreendida sem que a relação se rompa.
Talvez valha refletir: o que costuma acontecer dentro de você no momento em que a percepção sobre alguém muda tão rapidamente? Existe alguma sensação de decepção, medo ou insegurança antes disso? O quanto essas mudanças já aconteceram em outras relações? E como você costuma se sentir depois que essa oscilação acontece?
Com o tempo, essa compreensão permite que as relações deixem de ser vividas nos extremos e passem a ter mais continuidade e estabilidade. Isso não elimina as emoções intensas, mas amplia a capacidade de lidar com elas sem precisar transformar completamente a imagem do outro.
Caso precise, estou à disposição.
A tendência de idealizar e depois desvalorizar nas relações costuma ser bastante intensa em alguns momentos, e geralmente não acontece por escolha consciente. É como se o sistema emocional alternasse entre dois extremos na tentativa de se proteger: primeiro coloca o outro em um lugar muito alto, quase perfeito, e depois, diante de alguma frustração ou insegurança, esse mesmo outro passa a ser visto de forma muito negativa. Essa mudança rápida costuma estar mais ligada ao medo de se machucar do que propriamente à realidade da relação.
Na terapia, o trabalho vai no sentido de ajudar o paciente a perceber esses movimentos enquanto eles estão acontecendo. Não para julgar ou corrigir de imediato, mas para compreender o que foi sentido naquele ponto de virada. Muitas vezes, pequenas situações, como uma mudança de tom, um atraso ou uma resposta diferente do esperado, já são suficientes para ativar sentimentos de rejeição ou abandono, e isso altera a forma como o outro é percebido.
Ao longo do processo, o terapeuta ajuda a construir uma visão mais integrada das pessoas, onde alguém pode ter qualidades e limitações ao mesmo tempo, sem precisar ser totalmente bom ou totalmente ruim. Isso também costuma aparecer dentro da própria relação terapêutica, e quando é trabalhado com cuidado, oferece uma experiência nova de vínculo, onde a oscilação pode ser compreendida sem que a relação se rompa.
Talvez valha refletir: o que costuma acontecer dentro de você no momento em que a percepção sobre alguém muda tão rapidamente? Existe alguma sensação de decepção, medo ou insegurança antes disso? O quanto essas mudanças já aconteceram em outras relações? E como você costuma se sentir depois que essa oscilação acontece?
Com o tempo, essa compreensão permite que as relações deixem de ser vividas nos extremos e passem a ter mais continuidade e estabilidade. Isso não elimina as emoções intensas, mas amplia a capacidade de lidar com elas sem precisar transformar completamente a imagem do outro.
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