Como lidar com alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e Ansiedade ?
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Como lidar com alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e Ansiedade ?
Olá. Olha a convicência pode ser muito difícil. Eu sugiro, honestamente, que você fortaleça sua consciência por meio de autoconhecimento para entender quando a pessoa que tem o transtorno está passando de algum limite seu e para aprender a estabelecer uma convicência mais saudável possível. Eu digo saudável, pq ceder aos desejos angústias de quem sofre com o TBP é muito prejudicial para quem tem o transtorno quanto para as pessoas que convivem com ela.
Fico a disposição para conversarmos se precisar.
Abraços.
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Oi, tudo bem? A sua pergunta é muito importante, porque quando alguém vive TPB junto com ansiedade, o mundo interno fica ainda mais sensível. Quem convive com essa pessoa muitas vezes sente vontade de ajudar, mas não sabe por onde começar — e isso gera um desgaste emocional grande para todos.
Quando o TPB se mistura com ansiedade, o corpo e o cérebro funcionam como se estivessem sempre em alerta. Pequenas mudanças no tom de voz, atrasos, silêncios, conversas difíceis ou gestos neutros podem ser interpretados como sinais de rejeição, perigo ou abandono. A neurociência mostra que, nesses momentos, o sistema emocional dispara antes da razão, e a pessoa reage a uma sensação interna — não necessariamente ao que está realmente acontecendo. Por isso, quem tenta ajudar precisa olhar primeiro para a dor que está por trás do comportamento, e não apenas para a reação em si.
Talvez valha observar como essa relação tem funcionado aí. Quando essa pessoa fica ansiosa, ela busca aproximação imediata ou se afasta para não incomodar? Você sente que tenta resolver tudo rapidamente, com medo de piorar a crise? Ou às vezes sente que está pisando em ovos, com receio de causar mais ansiedade? E quando você tenta acolher, percebe que ela interpreta a sua intenção de forma diferente? Essas perguntas ajudam a enxergar que o desafio não está na ansiedade em si, mas na forma como ela ativa medos antigos que fazem parte do TPB.
O caminho costuma passar por presença calma, validação e limites amorosos. Não é necessário “salvar” ou resolver tudo, mas mostrar que você está ali, sem julgamento. Validar o sentimento (“eu entendo que isso te deixou inseguro”) ajuda a reduzir o alarme interno. Ao mesmo tempo, manter limites claros com tranquilidade ajuda a diminuir a sensação de caos. Em muitos casos, participar da terapia — seja entendendo o processo ou apenas apoiando — faz muita diferença, porque ensinar a regular emoções não é responsabilidade exclusiva da família, mas de um trabalho terapêutico consistente.
Se isso já faz parte da sua vida e você tem acompanhamento psicológico, leve esse tema ao profissional que te acompanha, porque ele pode te orientar a partir da dinâmica específica da relação. E se ainda não tiver esse suporte, posso te ajudar a pensar em como construir um caminho mais leve e seguro para você e para essa pessoa. Caso precise, estou à disposição.
Quando o TPB se mistura com ansiedade, o corpo e o cérebro funcionam como se estivessem sempre em alerta. Pequenas mudanças no tom de voz, atrasos, silêncios, conversas difíceis ou gestos neutros podem ser interpretados como sinais de rejeição, perigo ou abandono. A neurociência mostra que, nesses momentos, o sistema emocional dispara antes da razão, e a pessoa reage a uma sensação interna — não necessariamente ao que está realmente acontecendo. Por isso, quem tenta ajudar precisa olhar primeiro para a dor que está por trás do comportamento, e não apenas para a reação em si.
Talvez valha observar como essa relação tem funcionado aí. Quando essa pessoa fica ansiosa, ela busca aproximação imediata ou se afasta para não incomodar? Você sente que tenta resolver tudo rapidamente, com medo de piorar a crise? Ou às vezes sente que está pisando em ovos, com receio de causar mais ansiedade? E quando você tenta acolher, percebe que ela interpreta a sua intenção de forma diferente? Essas perguntas ajudam a enxergar que o desafio não está na ansiedade em si, mas na forma como ela ativa medos antigos que fazem parte do TPB.
O caminho costuma passar por presença calma, validação e limites amorosos. Não é necessário “salvar” ou resolver tudo, mas mostrar que você está ali, sem julgamento. Validar o sentimento (“eu entendo que isso te deixou inseguro”) ajuda a reduzir o alarme interno. Ao mesmo tempo, manter limites claros com tranquilidade ajuda a diminuir a sensação de caos. Em muitos casos, participar da terapia — seja entendendo o processo ou apenas apoiando — faz muita diferença, porque ensinar a regular emoções não é responsabilidade exclusiva da família, mas de um trabalho terapêutico consistente.
Se isso já faz parte da sua vida e você tem acompanhamento psicológico, leve esse tema ao profissional que te acompanha, porque ele pode te orientar a partir da dinâmica específica da relação. E se ainda não tiver esse suporte, posso te ajudar a pensar em como construir um caminho mais leve e seguro para você e para essa pessoa. Caso precise, estou à disposição.
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