Como lidar com o comportamento de busca por validação constante em pacientes com Transtorno de Perso
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Como lidar com o comportamento de busca por validação constante em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Inicialmente é importante entender o que essa busca por validação representa na vida desse paciente, temos a tendencia a já acreditar que algumas características só fazem parte da composição do paciente em razão da patologia, muitas vezes isso não é verdade, somos seres subjetivos. A partir de que isso já foi avaliado, uma das ferramentas é não validar em contexto terapêutico, e construir em conjunto com o pacientes ferramentas de autovalidação.
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Fico feliz que tenha trazido essa questão, porque a busca por validação constante costuma ser uma das expressões mais sensíveis do sofrimento no Transtorno de Personalidade Borderline.
Geralmente, esse comportamento não é apenas “necessidade de atenção”, mas uma tentativa de regular emoções muito intensas e de lidar com inseguranças profundas sobre o próprio valor. Em muitos casos, o sistema emocional funciona como se precisasse de confirmações externas frequentes para manter uma sensação mínima de estabilidade. Quando essa validação não vem, o vazio, a dúvida ou o medo de rejeição podem aumentar rapidamente.
Na prática terapêutica, o caminho não é simplesmente reduzir essa busca, mas compreender o que ela está tentando resolver. Ao invés de reforçar ou cortar a validação de forma brusca, o trabalho vai na direção de ajudar o paciente a reconhecer o que sente antes de buscar essa confirmação. Aos poucos, ele começa a diferenciar a emoção, o pensamento e a necessidade por trás desse movimento.
Também é importante construir fontes internas de validação. Isso não acontece por imposição, mas por experiências repetidas em que a pessoa consegue nomear o que sente, legitimar suas próprias emoções e perceber que elas fazem sentido dentro da sua história. Com o tempo, a validação externa deixa de ser a única forma de regulação.
Algumas perguntas que ajudam nesse processo são: o que você sente exatamente antes de precisar que o outro te confirme algo?, o que você teme que aconteça se essa validação não vier?, como você costuma se enxergar nesses momentos?, e existe alguma forma de você reconhecer isso em si, mesmo que parcialmente? Essas reflexões ajudam a deslocar o foco do outro para a própria experiência.
Quando esse trabalho é bem conduzido, a busca por validação não desaparece completamente, mas se torna menos urgente e menos determinante. A pessoa passa a se relacionar com o outro por escolha e não apenas por necessidade emocional intensa.
Caso precise, estou à disposição.
Geralmente, esse comportamento não é apenas “necessidade de atenção”, mas uma tentativa de regular emoções muito intensas e de lidar com inseguranças profundas sobre o próprio valor. Em muitos casos, o sistema emocional funciona como se precisasse de confirmações externas frequentes para manter uma sensação mínima de estabilidade. Quando essa validação não vem, o vazio, a dúvida ou o medo de rejeição podem aumentar rapidamente.
Na prática terapêutica, o caminho não é simplesmente reduzir essa busca, mas compreender o que ela está tentando resolver. Ao invés de reforçar ou cortar a validação de forma brusca, o trabalho vai na direção de ajudar o paciente a reconhecer o que sente antes de buscar essa confirmação. Aos poucos, ele começa a diferenciar a emoção, o pensamento e a necessidade por trás desse movimento.
Também é importante construir fontes internas de validação. Isso não acontece por imposição, mas por experiências repetidas em que a pessoa consegue nomear o que sente, legitimar suas próprias emoções e perceber que elas fazem sentido dentro da sua história. Com o tempo, a validação externa deixa de ser a única forma de regulação.
Algumas perguntas que ajudam nesse processo são: o que você sente exatamente antes de precisar que o outro te confirme algo?, o que você teme que aconteça se essa validação não vier?, como você costuma se enxergar nesses momentos?, e existe alguma forma de você reconhecer isso em si, mesmo que parcialmente? Essas reflexões ajudam a deslocar o foco do outro para a própria experiência.
Quando esse trabalho é bem conduzido, a busca por validação não desaparece completamente, mas se torna menos urgente e menos determinante. A pessoa passa a se relacionar com o outro por escolha e não apenas por necessidade emocional intensa.
Caso precise, estou à disposição.
A busca constante por validação costuma estar ligada a uma necessidade profunda de se sentir visto e aceito. Em vez de invalidar isso, é importante acolher essa necessidade e, ao mesmo tempo, fortalecer aos poucos a capacidade do paciente de se validar internamente, reduzindo a dependência do olhar do outro.
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