Como lidar com uma Crise do transtorno de personalidade borderline (TPB) com Dissociação?
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Como lidar com uma Crise do transtorno de personalidade borderline (TPB) com Dissociação?
Na crise com dissociação, primeiro é preciso sustentar o sujeito no presente, oferecendo continência, para só depois retomar o trabalho de elaboração.
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Olá! Durante uma crise de TPB acompanhada de dissociação, é importante buscar estratégias que ajudem a “ancorar” você no presente. Técnicas de grounding podem ser úteis, como:
Focar nos cinco sentidos (notar o que está vendo, ouvindo, tocando, cheirando e saboreando naquele momento).
Respirar de forma lenta e profunda, contando os ciclos respiratórios.
Segurar um objeto com textura diferente ou colocar os pés firmemente no chão para sentir o contato.
Também é fundamental identificar gatilhos e trabalhar formas de preveni-los nas sessões de terapia, além de manter o acompanhamento com um psiquiatra para avaliar a necessidade de suporte medicamentoso.
Se a crise for intensa ou vier acompanhada de risco para você ou para outros, procure atendimento de emergência.
Focar nos cinco sentidos (notar o que está vendo, ouvindo, tocando, cheirando e saboreando naquele momento).
Respirar de forma lenta e profunda, contando os ciclos respiratórios.
Segurar um objeto com textura diferente ou colocar os pés firmemente no chão para sentir o contato.
Também é fundamental identificar gatilhos e trabalhar formas de preveni-los nas sessões de terapia, além de manter o acompanhamento com um psiquiatra para avaliar a necessidade de suporte medicamentoso.
Se a crise for intensa ou vier acompanhada de risco para você ou para outros, procure atendimento de emergência.
Olá, tudo bem?
Quando uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) entra em uma crise acompanhada de dissociação, geralmente significa que o nível de sobrecarga emocional ficou muito elevado naquele momento. A dissociação costuma surgir como uma tentativa do próprio sistema psicológico de reduzir o impacto de emoções intensas, criando uma sensação de distanciamento da realidade, do próprio corpo ou das emoções. Muitas pessoas descrevem como se estivessem em “piloto automático” ou como se estivessem observando a situação de fora.
Nessas situações, o mais importante costuma ser ajudar a pessoa a recuperar gradualmente a sensação de contato com o presente. Ambientes mais calmos, estímulos simples do ambiente e a presença de alguém que fale de forma tranquila podem ajudar o cérebro a sair desse estado de desconexão. Em psicoterapia, frequentemente trabalhamos recursos que ajudam a pessoa a perceber novamente o corpo, a respiração e o ambiente ao redor, fortalecendo o que chamamos de reconexão com o momento presente.
Também costuma ser útil compreender em que contextos essas crises aparecem. Em muitas pessoas com TPB, episódios de dissociação podem surgir após conflitos emocionais intensos, sensação de rejeição, medo de abandono ou situações que ativam emoções muito fortes. Identificar esses gatilhos é um passo importante para que a pessoa possa reconhecer sinais precoces de sobrecarga emocional antes que a crise se intensifique.
Talvez seja interessante refletir sobre alguns aspectos da experiência: existem situações específicas que costumam anteceder essas crises? Há sinais no corpo ou nas emoções que aparecem antes da sensação de desconexão? E quando a dissociação começa, o que costuma ajudar a pessoa a se sentir novamente presente?
Essas observações podem trazer pistas importantes sobre o funcionamento dessas crises. Em psicoterapia, o trabalho muitas vezes envolve fortalecer a regulação emocional, compreender os gatilhos dessas experiências e desenvolver formas mais seguras de lidar com emoções intensas quando elas surgem. Caso precise, estou à disposição.
Quando uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) entra em uma crise acompanhada de dissociação, geralmente significa que o nível de sobrecarga emocional ficou muito elevado naquele momento. A dissociação costuma surgir como uma tentativa do próprio sistema psicológico de reduzir o impacto de emoções intensas, criando uma sensação de distanciamento da realidade, do próprio corpo ou das emoções. Muitas pessoas descrevem como se estivessem em “piloto automático” ou como se estivessem observando a situação de fora.
Nessas situações, o mais importante costuma ser ajudar a pessoa a recuperar gradualmente a sensação de contato com o presente. Ambientes mais calmos, estímulos simples do ambiente e a presença de alguém que fale de forma tranquila podem ajudar o cérebro a sair desse estado de desconexão. Em psicoterapia, frequentemente trabalhamos recursos que ajudam a pessoa a perceber novamente o corpo, a respiração e o ambiente ao redor, fortalecendo o que chamamos de reconexão com o momento presente.
Também costuma ser útil compreender em que contextos essas crises aparecem. Em muitas pessoas com TPB, episódios de dissociação podem surgir após conflitos emocionais intensos, sensação de rejeição, medo de abandono ou situações que ativam emoções muito fortes. Identificar esses gatilhos é um passo importante para que a pessoa possa reconhecer sinais precoces de sobrecarga emocional antes que a crise se intensifique.
Talvez seja interessante refletir sobre alguns aspectos da experiência: existem situações específicas que costumam anteceder essas crises? Há sinais no corpo ou nas emoções que aparecem antes da sensação de desconexão? E quando a dissociação começa, o que costuma ajudar a pessoa a se sentir novamente presente?
Essas observações podem trazer pistas importantes sobre o funcionamento dessas crises. Em psicoterapia, o trabalho muitas vezes envolve fortalecer a regulação emocional, compreender os gatilhos dessas experiências e desenvolver formas mais seguras de lidar com emoções intensas quando elas surgem. Caso precise, estou à disposição.
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