Como o bullying pode ser abordado a partir da análise existencial?

Como o bullying pode ser abordado a partir da análise existencial?

3 respostas


Na análise existencial, o bullying é compreendido como uma ruptura na relação autêntica entre as pessoas. O agressor, ao negar o valor do outro, busca afirmar a própria existência de forma distorcida, enquanto a vítima experimenta sentimentos de desamparo, vergonha e perda de sentido. A abordagem terapêutica foca em resgatar a liberdade e a responsabilidade de ambos — o agressor, para reconhecer suas escolhas e reconstruir vínculos saudáveis; e a vítima, para reencontrar significado e fortalecer sua identidade. O diálogo e a reflexão sobre o sentido do sofrimento são fundamentais nesse processo.

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Na Análise Existencial, o bullying é compreendido pelo impacto que tem na experiência e no sentido de vida da pessoa. O trabalho terapêutico busca acolher o sofrimento, ajudar a reconhecer como essas experiências afetam valores, escolhas e identidade, e apoiar o desenvolvimento de atitudes que promovam resiliência, autonomia e sentido, mesmo diante da dificuldade.


Olá! Como estás? Vejo tal pergunta como um fato recorrente em nosso cotidiano, o qual temos que dar uma atenção especial na luta para diminuí-lo na presença social, pois se trata de uma situação abusiva e com necessidade de combatê-la. Na análise existencial, o bullying é compreendido como um fenômeno relacional que expressa modos distorcidos de estar-no-mundo, como o envolvimento de questões de identidade, pertencimento, liberdade e sentido. Não se trata apenas de um comportamento agressivo isolado, mas de uma configuração existencial que envolve agressor, vítima e contexto. É válido, assim, analisarmos como pode ser uma compreensão clínica do agressor, em que, na perspectiva existencial, a agressividade pode emergir como resposta compensatória a sentimentos de vazio, insegurança ontológica ou ameaça à identidade. Aqui, o bullying pode funcionar como tentativa de afirmação de poder diante de vivências de impotência, defesa contra angústias existenciais não elaboradas e busca de pertencimento por meio da dominação. Trago também, o diálogo com a psicologia analítica de Carl Gustav Jung, em que há a frequente exposição e projeção do mecanismo da sombra, isto é, conteúdos psíquicos rejeitados, recalcados pelo sujeito e que são projetados no outro, especialmente quando o outro encarna características que evocam fragilidades inconscientes. Com essa descrição, temos um básico do comportamento clínico do agressor e, agora, uma possível compreensão clínica da vítima. A vítima de bullying pode apresentar características como o comprometimento do sentimento de pertencimento, a fragilização da autoimagem e da identidade, vivências de vergonha, humilhação e isolamento, ansiedade social e retraimento existencial. Buscaremos, com essas manifestações, ações para oferecer um espaço de validação da dor, da história do agredido e reconstrução do sentido, com intervenções que buscarão diferenciar a identidade da pessoa das agressões sofridas, fortalecer a autonomia existencial e ressignificar a experiência traumática como parte, mas não totalidade, de sua história. Trouxe aqui uma pincelada sobre o tema tão em evidência e, para futuras dúvidas, entre em contato comigo no meu perfil do Doctoralia. Será um prazer estar contigo na sua caminhada e evolução.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.