Como o hiperfoco pode ser uma fuga para quem tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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Como o hiperfoco pode ser uma fuga para quem tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Oi, tudo bem? Essa pergunta toca num ponto muito interessante — e, ao mesmo tempo, bastante sensível. O hiperfoco, quando aparece em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), pode funcionar como uma forma de fuga emocional, uma tentativa inconsciente de aliviar dores internas que parecem difíceis de suportar.
É como se a mente dissesse: “se eu mergulhar completamente nisso, não vou precisar sentir o resto”. Esse mergulho pode acontecer em pessoas, hobbies, estudos, séries, ou até causas. Por um tempo, a intensidade traz uma sensação de controle, de propósito, e até de alívio. Mas, quando o foco se rompe ou o estímulo perde o brilho, o vazio volta — às vezes até mais forte. Nesse momento, o cérebro, ainda em busca de regulação, tenta encontrar outro ponto de ancoragem, e o ciclo se repete.
A neurociência ajuda a entender esse processo: o sistema de recompensa do cérebro (principalmente dopamina) se ativa fortemente durante o hiperfoco, trazendo prazer e sentido imediato. Já as áreas ligadas à regulação emocional — que no TPB costumam ser mais sensíveis — entram em pausa temporária, como se o hiperfoco “silenciasse” o sofrimento. Por isso, ele pode virar uma espécie de anestesia emocional.
Você percebe esse padrão em si ou em alguém próximo? Quando está muito concentrado em algo, sente que é uma forma de aliviar o que está doendo por dentro? E o que costuma acontecer quando essa fase passa? Essas perguntas ajudam a entender se o foco está sendo uma ferramenta de crescimento ou um refúgio que mascara a dor. Quando essa dinâmica é trabalhada em terapia, é possível transformar o hiperfoco em algo saudável — não como fuga, mas como forma de presença. Caso precise, estou à disposição.
É como se a mente dissesse: “se eu mergulhar completamente nisso, não vou precisar sentir o resto”. Esse mergulho pode acontecer em pessoas, hobbies, estudos, séries, ou até causas. Por um tempo, a intensidade traz uma sensação de controle, de propósito, e até de alívio. Mas, quando o foco se rompe ou o estímulo perde o brilho, o vazio volta — às vezes até mais forte. Nesse momento, o cérebro, ainda em busca de regulação, tenta encontrar outro ponto de ancoragem, e o ciclo se repete.
A neurociência ajuda a entender esse processo: o sistema de recompensa do cérebro (principalmente dopamina) se ativa fortemente durante o hiperfoco, trazendo prazer e sentido imediato. Já as áreas ligadas à regulação emocional — que no TPB costumam ser mais sensíveis — entram em pausa temporária, como se o hiperfoco “silenciasse” o sofrimento. Por isso, ele pode virar uma espécie de anestesia emocional.
Você percebe esse padrão em si ou em alguém próximo? Quando está muito concentrado em algo, sente que é uma forma de aliviar o que está doendo por dentro? E o que costuma acontecer quando essa fase passa? Essas perguntas ajudam a entender se o foco está sendo uma ferramenta de crescimento ou um refúgio que mascara a dor. Quando essa dinâmica é trabalhada em terapia, é possível transformar o hiperfoco em algo saudável — não como fuga, mas como forma de presença. Caso precise, estou à disposição.
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No Transtorno de Personalidade Borderline, o hiperfoco ou fixação intensa pode funcionar como uma forma de fuga emocional, permitindo que a pessoa se concentre em alguém, em uma ideia ou em uma situação específica para escapar de sentimentos de vazio, ansiedade, rejeição ou medo de abandono. Essa atenção intensa oferece uma sensação temporária de controle e segurança, mascarando emoções desconfortáveis ou conflitos internos. No entanto, embora possa trazer alívio momentâneo, essa “fuga” também pode reforçar padrões de dependência emocional, idealização e dificuldade de autorregulação, tornando importante o acompanhamento terapêutico para desenvolver estratégias saudáveis de enfrentamento e equilíbrio emocional.
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