Como o modelo biossocial explica comportamentos que parecem dissimulação no Transtorno de Personalid

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Como o modelo biossocial explica comportamentos que parecem dissimulação no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
Oi, é um prazer te ter por aqui.


O modelo biossocial do TPB explica que comportamentos que podem parecer dissimulação, como insistência, explosões emocionais ou atitudes interpretadas como manipulação, na verdade surgem de uma ativação emocional intensa combinada com a falta de ferramentas internas para regular essas emoções. Essas reações tendem a ser impulsivas e não refletem intenção de controlar o outro, mas sim uma tentativa imediata de aliviar o sofrimento emocional.
Além disso, em alguns ambientes, esses comportamentos podem ter funcionado de forma inconsistente para obter atenção, cuidado ou simplesmente evitar abandono. Com o tempo, isso pode gerar um aprendizado implícito de que determinadas respostas aumentam a chance de ser percebido ou acolhido. O que parece estratégia, portanto, é na prática um padrão aprendido de sobrevivência emocional, não um comportamento calculado.


Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
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 Renata  Tinôco
Psicólogo
Cabo de Santo Agostinho
O referido modelo aponta que as condições ambientais, ou seja, o meio em que a pessoa se desenvolveu a influenciou bastante na sua maneira de agir, constituindo marcas profundas que geram reações/comportamentos que podem ser confundidos, parecendo dissimulação referente ao transtorno, se entendi bem a pergunta.
No Transtorno de Personalidade Borderline, o modelo biossocial explica esses comportamentos como resultado da interação entre vulnerabilidade biológica à alta reatividade emocional e ambientes invalidantes, levando a estratégias de expressão intensa ou indireta dos afetos para conseguir regulação e resposta do outro, o que pode parecer dissimulação, mas na verdade reflete tentativas aprendidas e muitas vezes não conscientes de lidar com emoções difíceis de regular internamente.

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