Como o modelo biossocial explica comportamentos que parecem dissimulação no Transtorno de Personalid
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Como o modelo biossocial explica comportamentos que parecem dissimulação no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
Oi, essa é uma excelente pergunta, porque o modelo biossocial ajuda justamente a tirar o comportamento do campo do julgamento e colocá-lo no campo da compreensão.
De forma geral, esse modelo propõe que o Transtorno de Personalidade Borderline surge da combinação entre uma alta sensibilidade emocional de base biológica e um ambiente invalidante ao longo do desenvolvimento. Ou seja, a pessoa já tende a sentir tudo com mais intensidade e rapidez, e, ao mesmo tempo, cresce em contextos onde essas emoções não são compreendidas, são minimizadas ou até punidas.
Quando essas duas coisas se encontram, a pessoa não aprende a regular bem o que sente. Então, diante de emoções muito intensas, ela recorre a estratégias que estão disponíveis naquele momento, muitas vezes de forma impulsiva. Isso pode incluir insistência, mudança na forma de se comunicar, aumento da intensidade emocional ou até comportamentos que tentam garantir resposta do outro.
Para quem observa de fora, esses comportamentos podem parecer dissimulação ou tentativa de manipulação, porque eles acabam influenciando o ambiente. Mas, pelo modelo biossocial, o foco não está na intenção de controlar, e sim na tentativa de lidar com uma ativação emocional muito alta, somada à falta de ferramentas internas para se regular.
Outro ponto importante é que, ao longo da vida, alguns desses comportamentos podem ter funcionado para obter atenção, validação ou cuidado, mesmo que de forma inconsistente. Isso não significa que a pessoa planeja conscientemente repetir isso, mas que o sistema aprende, de forma implícita, que certas respostas aumentam a chance de não ser ignorado ou abandonado.
Fico curioso em como você enxerga isso. Quando você observa comportamentos intensos em situações emocionais, eles parecem mais uma tentativa de controle ou de aliviar algo interno? E quando você está emocionalmente sobrecarregado, suas reações parecem organizadas ou mais automáticas? Existe a sensação de que você teve espaço, ao longo da vida, para aprender a lidar com emoções intensas?
Essas perguntas ajudam a aproximar o olhar da experiência real da pessoa. Caso precise, estou à disposição.
De forma geral, esse modelo propõe que o Transtorno de Personalidade Borderline surge da combinação entre uma alta sensibilidade emocional de base biológica e um ambiente invalidante ao longo do desenvolvimento. Ou seja, a pessoa já tende a sentir tudo com mais intensidade e rapidez, e, ao mesmo tempo, cresce em contextos onde essas emoções não são compreendidas, são minimizadas ou até punidas.
Quando essas duas coisas se encontram, a pessoa não aprende a regular bem o que sente. Então, diante de emoções muito intensas, ela recorre a estratégias que estão disponíveis naquele momento, muitas vezes de forma impulsiva. Isso pode incluir insistência, mudança na forma de se comunicar, aumento da intensidade emocional ou até comportamentos que tentam garantir resposta do outro.
Para quem observa de fora, esses comportamentos podem parecer dissimulação ou tentativa de manipulação, porque eles acabam influenciando o ambiente. Mas, pelo modelo biossocial, o foco não está na intenção de controlar, e sim na tentativa de lidar com uma ativação emocional muito alta, somada à falta de ferramentas internas para se regular.
Outro ponto importante é que, ao longo da vida, alguns desses comportamentos podem ter funcionado para obter atenção, validação ou cuidado, mesmo que de forma inconsistente. Isso não significa que a pessoa planeja conscientemente repetir isso, mas que o sistema aprende, de forma implícita, que certas respostas aumentam a chance de não ser ignorado ou abandonado.
Fico curioso em como você enxerga isso. Quando você observa comportamentos intensos em situações emocionais, eles parecem mais uma tentativa de controle ou de aliviar algo interno? E quando você está emocionalmente sobrecarregado, suas reações parecem organizadas ou mais automáticas? Existe a sensação de que você teve espaço, ao longo da vida, para aprender a lidar com emoções intensas?
Essas perguntas ajudam a aproximar o olhar da experiência real da pessoa. Caso precise, estou à disposição.
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Oi, é um prazer te ter por aqui.
O modelo biossocial do TPB explica que comportamentos que podem parecer dissimulação, como insistência, explosões emocionais ou atitudes interpretadas como manipulação, na verdade surgem de uma ativação emocional intensa combinada com a falta de ferramentas internas para regular essas emoções. Essas reações tendem a ser impulsivas e não refletem intenção de controlar o outro, mas sim uma tentativa imediata de aliviar o sofrimento emocional.
Além disso, em alguns ambientes, esses comportamentos podem ter funcionado de forma inconsistente para obter atenção, cuidado ou simplesmente evitar abandono. Com o tempo, isso pode gerar um aprendizado implícito de que determinadas respostas aumentam a chance de ser percebido ou acolhido. O que parece estratégia, portanto, é na prática um padrão aprendido de sobrevivência emocional, não um comportamento calculado.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços
O modelo biossocial do TPB explica que comportamentos que podem parecer dissimulação, como insistência, explosões emocionais ou atitudes interpretadas como manipulação, na verdade surgem de uma ativação emocional intensa combinada com a falta de ferramentas internas para regular essas emoções. Essas reações tendem a ser impulsivas e não refletem intenção de controlar o outro, mas sim uma tentativa imediata de aliviar o sofrimento emocional.
Além disso, em alguns ambientes, esses comportamentos podem ter funcionado de forma inconsistente para obter atenção, cuidado ou simplesmente evitar abandono. Com o tempo, isso pode gerar um aprendizado implícito de que determinadas respostas aumentam a chance de ser percebido ou acolhido. O que parece estratégia, portanto, é na prática um padrão aprendido de sobrevivência emocional, não um comportamento calculado.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços
O referido modelo aponta que as condições ambientais, ou seja, o meio em que a pessoa se desenvolveu a influenciou bastante na sua maneira de agir, constituindo marcas profundas que geram reações/comportamentos que podem ser confundidos, parecendo dissimulação referente ao transtorno, se entendi bem a pergunta.
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