Como o neuropsicologo interpreta a relação entre dor crônica e memória na Fibromialgia? .

Como o neuropsicologo interpreta a relação entre dor crônica e memória na Fibromialgia? .

3 respostas


Oi, é um prazer te ter por aqui. O neuropsicólogo interpreta a relação entre dor crônica e memória na Fibromialgia considerando a interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais. A dor crônica, como a Fibromialgia, pode causar comprometimentos cognitivos leves, como dificuldades de memória e concentração, que são conhecidos cientificamente como "comprometimentos cognitivos leves". Esses problemas de memória e concentração são frequentemente associados a um maior sofrimento emocional e interferência nas atividades diárias. A dor crônica envolve mudanças significativas no sistema nervoso, incluindo o hipocampo, que também é envolvido na memória. A dor crônica pode ser classificada em três tipos principais: dor nociceptiva, inflamatória e neuropática, e cada tipo pode ter efeitos diferentes na memória e na qualidade de vida dos pacientes. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo Fernadosegundo.com Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES Abraços

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O neuropsicólogo entende que, na Fibromialgia, a dor crônica compete por recursos atencionais e sobrecarrega redes fronto-parietais e límbicas, o que prejudica a codificação e a recuperação da memória, sobretudo memória de trabalho e episódica; além disso, fadiga, sono não reparador e humor deprimido modulam o desempenho nos testes, de modo que as falhas de memória refletem mais interferência funcional da dor persistente do que um déficit neurodegenerativo estrutural.


Para um neuropsicólogo, a relação entre a dor crônica e a memória na fibromialgia não é apenas uma coincidência de sintomas, mas sim um fenômeno de competição de recursos cerebrais. Quando imaginamos que o nosso cérebro tem uma quantidade limitada de energia ou processamento disponível a cada momento. Essa dinâmica é interpretada clinicamente da seguinte forma: A dor crônica é um estímulo sensorial e emocional extremamente barulhento. O neuropsicólogo interpreta que o cérebro da pessoa com fibromialgia está em um estado de hipervigilância, o sistema nervoso prioriza a dor por considerá-la um sinal de ameaça. Se o cérebro gasta 70% da sua capacidade processando sinais de dor, sobram apenas 30% para codificar uma nova memória ou focar em uma leitura. Assim, a falha de memória é, na verdade, uma falha de atenção secundária à dor.

Rosani Isobe

Rosani Isobe

Psicólogo

São Paulo

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