Como o neuropsicologo interpreta a relação entre dor crônica e memória na Fibromialgia? .

Como o neuropsicologo interpreta a relação entre dor crônica e memória na Fibromialgia? .

4 respostas


Oi, é um prazer te ter por aqui. O neuropsicólogo interpreta a relação entre dor crônica e memória na Fibromialgia considerando a interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais. A dor crônica, como a Fibromialgia, pode causar comprometimentos cognitivos leves, como dificuldades de memória e concentração, que são conhecidos cientificamente como "comprometimentos cognitivos leves". Esses problemas de memória e concentração são frequentemente associados a um maior sofrimento emocional e interferência nas atividades diárias. A dor crônica envolve mudanças significativas no sistema nervoso, incluindo o hipocampo, que também é envolvido na memória. A dor crônica pode ser classificada em três tipos principais: dor nociceptiva, inflamatória e neuropática, e cada tipo pode ter efeitos diferentes na memória e na qualidade de vida dos pacientes. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo Fernadosegundo.com Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES Abraços

Obtenha respostas com a consulta online

Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.


O neuropsicólogo entende que, na Fibromialgia, a dor crônica compete por recursos atencionais e sobrecarrega redes fronto-parietais e límbicas, o que prejudica a codificação e a recuperação da memória, sobretudo memória de trabalho e episódica; além disso, fadiga, sono não reparador e humor deprimido modulam o desempenho nos testes, de modo que as falhas de memória refletem mais interferência funcional da dor persistente do que um déficit neurodegenerativo estrutural.

Anthony Souza

Anthony Souza

Psicólogo

Mogi Guaçu

Agendar consulta

Para um neuropsicólogo, a relação entre a dor crônica e a memória na fibromialgia não é apenas uma coincidência de sintomas, mas sim um fenômeno de competição de recursos cerebrais. Quando imaginamos que o nosso cérebro tem uma quantidade limitada de energia ou processamento disponível a cada momento. Essa dinâmica é interpretada clinicamente da seguinte forma: A dor crônica é um estímulo sensorial e emocional extremamente barulhento. O neuropsicólogo interpreta que o cérebro da pessoa com fibromialgia está em um estado de hipervigilância, o sistema nervoso prioriza a dor por considerá-la um sinal de ameaça. Se o cérebro gasta 70% da sua capacidade processando sinais de dor, sobram apenas 30% para codificar uma nova memória ou focar em uma leitura. Assim, a falha de memória é, na verdade, uma falha de atenção secundária à dor.

Rosani Isobe

Rosani Isobe

Psicólogo

São Paulo

Agendar consulta

Existe uma associação, mas não é linear nem exclusiva. Estudos mostram relação entre dor e algumas alterações de memória de trabalho e memória episódica, mas fadiga, sono, ansiedade, depressão, medicamentos e outros fatores também podem influenciar muito o desempenho cognitivo.

Dr. Matheus  Carvalho

Dr. Matheus Carvalho

Fisioterapeuta

Belo Horizonte

Agendar consulta

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.