como o psicólogo sabe que o paciente está pronto para deixar a terapia?
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como o psicólogo sabe que o paciente está pronto para deixar a terapia?
Olá! Em geral avaliamos com cautela se seus objetivos terapêuticos foram atingidos e também observamos se o paciente conseguiu se tornar seu próprio terapeuta, ou seja, consegue resolver suas questões sem nossa ajuda. Se sim, consideramos espaçar as sessões para "testar" se realmente nossa hipótese se aplica, isso te dá mais autonomia e segurança quanto a seguir sem auxílio. Espero ter ajudado!
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Olá! Basicamente dependerá das possibilidades que podem ser desenvolvidas em processo terapêutico. O paciente é livre, isso deve ficar claro. Dependendo da abordagem, ter um espaço para ajudar no processamento da vida que sempre oferece demandas, uma vez que quem interpreta a vida é a mente, basicamente isso pode significar de tempos em tempos uma interpretação diferente sobre o processo terapêutico. Isso também é um assunto que pode ser levado para a sua terapia. Tudo de melhor!
Esta pergunta é respondida juntamente com o cliente/paciente. Ambos avaliam juntos o término da terapia, e como esse processo de encerramento pode acontecer. Cada pessoa se ajusta de uma determinada forma, pode ser encerrando abruptamente as sessões ou espaçando os atendimentos para que o cliente se sinta seguro para deixar o processo. Não existe uma regra para este momento da terapia, inclusive existe pessoas que gostam de permanecer com os atendimentos como forma de um autocuidado constante.
Oi! O psicólogo não sabe. Acredito que a percepção de ainda precisar (ou não) da psicoterapia faz parte do processo de cada paciente. Faz parte de sua autonomia, em relação aos seus próprios assuntos, o que é um dos objetivos da psicoterapia. O paciente pode interromper a terapia quando quiser, seja qual for o motivo. Logo, se o paciente perceber que já encontrou o que veio buscar na terapia, e sinalizar o fim do processo, esta decisão cabe a ele. O psicólogo pode pontuar e tecer considerações com seu olhar profissional, mas não creio que seja ele que decida o momento do fim da terapia.
Acho que os colegas já responderam o mais importante E preciso salientar que o processo e do cliente e este e quê deveria dar os indícios de que está se sentindo capaz de caminhar sozinho A questão e discutida com o cliente que deve se sentir confiante
É uma pergunta muito ampla. A alta varia para cada caso e depende das variáveis clínicas. Recomendo que essa questão seja dialogada diretamente com o profissional em questão ao qual te gerou essa dúvida.
Chegamos a essa conclusão depois de avaliar se os objetivos de terapia foram atingidos. Já no início da psicoterapia, o paciente fala para o profissional quais tem sido suas dificuldades e quais são os seus objetivos e o próprio psicólogo também identifica possíveis dificuldades do paciente e também traça objetivos terapêuticos para serem trabalhados. A cada sessão vamos constantemente avaliando como está o desenvolvimento do paciente de acordo com estes objetivos e se novas dificuldades foram aparecendo ao longo do processo. Então, quando observamos que os objetivos foram atingidos e que o cliente está conseguindo lidar com as situações de sua vida de maneira mais eficiente e sem tanto sofrimento, sugerimos o espaçamento das sessões, inicialmente para sessões quinzenais, depois mensais e então damos alta a este paciente. Importante dizer que apesar do profissional entender que o paciente está de alta, o próprio paciente pode sinalizar se já se sente pronto para deixar a terapia ou se por alguma razão gostaria de continuar. Outra possível situação é o cliente ter alta, porém querer retornar para terapia posteriormente ao vivenciar alguma situação que esteja sendo realmente desafiadora para ele e que ele esteja tendo dificuldades para enfrentar sozinho.
Olá! Todo tratamento tem começo, meio, e é bom ter um fim! O que deve confundir algumas cabeças, é que em geral, são longos atendimentos. Mas não é algo que se adivinha. Eu costumo negociar a alta do serviço com o paciente, de acordo com a demanda emocional do momento. Se precisar voltar, as portas estão sempre abertas. Pode ser um "adeus", mas não exclui um "até breve"!
A relação terapêutica, ou seja o diálogo entre o profissional e o paciente, deve ter clareza. E a alta acontece de forma natural, quando o paciente se sente responsável por suas escolhas e consegue caminhar sozinho. Isso é avaliado em conjunto. Existem casos e casos. Costumo dizer que quando a sessão se torna "um diário da semana" está na hora de avaliar a alta.
Olá, boa noite. A alta na terapia acontece quando o paciente conseguiu desenvolver recursos internos o suficiente para lidar sozinho com as novas adversidades que venham a aparecer. As emoções não vão deixar de aparecer, mas o paciente vai saber administrá-las. Os gatilhos emocionais estarão bem trabalhados dentro de si, não fazendo com que venham crises ou paralisias. Espero ter conseguido te responder, fico à disposição.
Eaí! Tudo bem contigo? Essa é uma pergunta bem interessante. Basicamente a metodologia de fazer uma alta é algo bem particular de cada psico, porém acredito que de maneira geral a demanda (ou demandas) iniciais do paciente precisam estar bem resolvidas. Dentro da vertente da TCC falamos sobre isso com o paciente de maneira mais direta e objetiva. Se passado alguns meses e o paciente segue realizando bom manejo do que antes se queixava ou tinha dificuldades é considerada a alta terapêutica. Ressalto porém que cabe ao paciente decidir se quer trabalhar outras demandas de terapia ou permanecer por um tempo a mais até se sentir seguro :). O tempo varia de caso para caso... existem pacientes que irão resolver suas demandas em 6 meses, alguns outros podem levar vários anos. Espero ter respondido tua dúvida, abraço!
A decisão de encerrar um processo terapêutico sempre será do cliente, e deve ocorrer quando a terapia não exerce mais uma função fundamental em sua vida e ele sente que atingiu todo o desenvolvimento e aprendizado que aquela relação com aquele profissional tinha para oferecer. O psicólogo deve estar atento para promover a reflexão sobre o papel que a terapia está tendo na vida dos clientes sempre que achar pertinente, para evitar tanto o desenvolvimento de uma dependência quanto a continuação desnecessária e infrutífera do processo, seja porque o cliente está apegado ao profissional, seja porque ainda não se questionou sobre a real necessidade de continuar com a terapia.
"Estar pronto" é uma situação que pode ser percebida pelo paciente, pelo profissional ou por ambos. O fim tem a ver com o início e o meio: quais metas terapêuticas foram estabelecidas para o processo? Foram atingidas? Como o paciente se sente acerca de seu desligamento. Existem outras questões a tratar? A melhor decisão é aquela refletida com profundidade e leveza pelos dois agentes de transformação envolvidos.
Olá, acredito que dependa também da abordagem do terapeuta, assim como desejo do paciente em prosseguir mergulhando em suas questões ou como esteja se sentindo, seguro para uma alta ou sem novas demandas a serem trabalhadas.
Vai depender do vinculo criado entre psicólogo e paciente. Se foi trabalhada a queixa e a demanda do tratamento. Depende mais do paciente decidir se, com aquele profissional, o tratamento fechou um ciclo. Não existe cura total. Existe muito desenvolvimento psicológico que promove mais funcionalidade na vida. A única pista, se for o caso é o paciente querer alta em 4 consultas, por exemplo. Nem tratou. Dai sim é importante o profissional se posicionar e verificar se não houve vínculo terapêutico e que o paciente deve continuar com outro profissional. Ou seja, quem se dá alta é geralmente o paciente validado pelo profissional que reconhece ali um percurso de transformação. No caso da sua pergunta, pergunte se a si mesma (o), porque quer a alta e em que momento esta.
Muito obrigado pela sua pergunta! O psicólogo avalia o progresso do paciente ao longo do tratamento com base em vários fatores, como a melhora nos sintomas, o desenvolvimento de habilidades de enfrentamento e a capacidade do paciente de lidar com desafios de forma mais adaptativa. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por exemplo, visa resultados específicos, como a mudança de padrões de pensamento disfuncionais. Além disso, a autoavaliação do paciente sobre seu bem-estar e a satisfação com os resultados também são indicativos. Jamais recorra à automedicação. Estou à disposição para ajudá-lo a entender melhor o processo terapêutico. Abraços!
no inicio do processo psicoterápico eu faço anmenese para colher o maximo de dados da vida da pessoa bem como a queixa principal.e
no decorrer do processo terapeutico utilizo vários instrumentos de aferição dependendo da demanda da pessoa e trabalhamos tudo que precisa ser melhorado ou ressignificado.
Quando a pessoa vai melhorando é perceptivel tanto para mim quanto para ela e vou fazendo um check list para comprovar que todas as queixas foram sanadas e caminho para alta, o que é altamente gratificante tanto para o paciente quanto para minha sensação de dever cumprido em promover maior qualidade de vida para quem veio em busca de ajuda psicólogica.
no decorrer do processo terapeutico utilizo vários instrumentos de aferição dependendo da demanda da pessoa e trabalhamos tudo que precisa ser melhorado ou ressignificado.
Quando a pessoa vai melhorando é perceptivel tanto para mim quanto para ela e vou fazendo um check list para comprovar que todas as queixas foram sanadas e caminho para alta, o que é altamente gratificante tanto para o paciente quanto para minha sensação de dever cumprido em promover maior qualidade de vida para quem veio em busca de ajuda psicólogica.
O psicólogo avalia ao longo do processo terapêutico diversos fatores para entender se o paciente está pronto para encerrar a terapia. Isso geralmente envolve observar o progresso no tratamento, como a redução ou remissão de sintomas, o fortalecimento da capacidade de lidar com questões emocionais e comportamentais de maneira autônoma, e a aquisição de estratégias eficazes de enfrentamento.
Além disso, o psicólogo considera o nível de autoconhecimento do paciente, sua capacidade de aplicar o que aprendeu na terapia em sua vida cotidiana e se ele sente que atingiu seus objetivos terapêuticos. O paciente também deve estar mais capacitado para lidar com desafios e estresses sem a necessidade de suporte constante.
É importante que esse processo de decisão seja dialogado entre o psicólogo e o paciente. O encerramento da terapia deve ser algo consciente e acordado por ambas as partes, levando em conta o momento emocional e as necessidades do paciente. Se necessário, o psicólogo pode sugerir sessões de manutenção ou reavaliações periódicas após o fim do tratamento, caso surjam novos desafios.
Além disso, o psicólogo considera o nível de autoconhecimento do paciente, sua capacidade de aplicar o que aprendeu na terapia em sua vida cotidiana e se ele sente que atingiu seus objetivos terapêuticos. O paciente também deve estar mais capacitado para lidar com desafios e estresses sem a necessidade de suporte constante.
É importante que esse processo de decisão seja dialogado entre o psicólogo e o paciente. O encerramento da terapia deve ser algo consciente e acordado por ambas as partes, levando em conta o momento emocional e as necessidades do paciente. Se necessário, o psicólogo pode sugerir sessões de manutenção ou reavaliações periódicas após o fim do tratamento, caso surjam novos desafios.
Quando todas as metas da terapia foram alcançadas e ele conseguiu resolver o que venho buscar na terapia
O psicólogo avalia os objetivos terapêuticos iniciais e as demais demandas que foram surgindo durante o tratamento. Caso as demandas tenham sido sanadas a ponto de o paciente conseguir reproduzir comportamentos aprendidos em terapia para o seu dia a dia, o psicólogo começa a avaliar a possibilidade de alta.
Olá, tudo bem?
Essa é uma pergunta que revela sensibilidade e maturidade emocional, sabia? Porque no fundo, ela toca num ponto muito importante da jornada terapêutica: o encerramento como parte do processo de crescimento, e não como sinal de ausência de problemas. Encerrar a terapia não é simplesmente “não ter mais o que falar”, mas sim ter construído recursos internos para lidar com os desafios da vida com mais autonomia, clareza e autorregulação.
O psicólogo não decide isso sozinho — é algo construído junto com o paciente, numa espécie de dança sutil entre percepção clínica e escuta genuína. Ao longo do processo, sinais como a redução de sintomas, o fortalecimento da autoestima, a capacidade de identificar e regular emoções, mudanças nos relacionamentos e o uso espontâneo das estratégias terapêuticas no dia a dia vão mostrando que o paciente está desenvolvendo uma nova forma de se posicionar no mundo. E, talvez, o mais bonito: ele começa a se escutar de um jeito diferente, com menos crítica e mais compaixão.
Do ponto de vista da neurociência, a consolidação de novas conexões neuronais (o que chamamos de neuroplasticidade) leva tempo, repetição e experiências emocionalmente significativas. Quando o cérebro começa a responder de maneira diferente a velhos gatilhos, quando a reatividade diminui e a flexibilidade cognitiva aumenta, temos indícios biológicos de que algo interno se reconfigurou. E isso pode ser percebido tanto nas pequenas decisões do dia a dia quanto na forma como o paciente lida com recaídas ou frustrações.
Fico curioso: você sente que algo em você já está diferente de quando começou a terapia? Tem conseguido se escutar com mais profundidade? E quando os desafios aparecem, percebe que lida com eles de um jeito mais consciente?
Essas são perguntas importantes de se fazer — e mais ainda, de se conversar com o psicólogo que te acompanha. A alta terapêutica, quando acontece no tempo certo, costuma ser mais um rito de passagem do que um ponto final. Caso precise, estou à disposição.
Essa é uma pergunta que revela sensibilidade e maturidade emocional, sabia? Porque no fundo, ela toca num ponto muito importante da jornada terapêutica: o encerramento como parte do processo de crescimento, e não como sinal de ausência de problemas. Encerrar a terapia não é simplesmente “não ter mais o que falar”, mas sim ter construído recursos internos para lidar com os desafios da vida com mais autonomia, clareza e autorregulação.
O psicólogo não decide isso sozinho — é algo construído junto com o paciente, numa espécie de dança sutil entre percepção clínica e escuta genuína. Ao longo do processo, sinais como a redução de sintomas, o fortalecimento da autoestima, a capacidade de identificar e regular emoções, mudanças nos relacionamentos e o uso espontâneo das estratégias terapêuticas no dia a dia vão mostrando que o paciente está desenvolvendo uma nova forma de se posicionar no mundo. E, talvez, o mais bonito: ele começa a se escutar de um jeito diferente, com menos crítica e mais compaixão.
Do ponto de vista da neurociência, a consolidação de novas conexões neuronais (o que chamamos de neuroplasticidade) leva tempo, repetição e experiências emocionalmente significativas. Quando o cérebro começa a responder de maneira diferente a velhos gatilhos, quando a reatividade diminui e a flexibilidade cognitiva aumenta, temos indícios biológicos de que algo interno se reconfigurou. E isso pode ser percebido tanto nas pequenas decisões do dia a dia quanto na forma como o paciente lida com recaídas ou frustrações.
Fico curioso: você sente que algo em você já está diferente de quando começou a terapia? Tem conseguido se escutar com mais profundidade? E quando os desafios aparecem, percebe que lida com eles de um jeito mais consciente?
Essas são perguntas importantes de se fazer — e mais ainda, de se conversar com o psicólogo que te acompanha. A alta terapêutica, quando acontece no tempo certo, costuma ser mais um rito de passagem do que um ponto final. Caso precise, estou à disposição.
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