. Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar c
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. Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com a sensação de vazio emocional?
O transtorno borderline é bastante desafiador na clínica e por isso achei sua pergunta muito pertinente. Penso que manter a regularidade das sessões — no mesmo dia e horário, de forma previsível — pode oferecer ao paciente um espaço seguro e favorecer o desenvolvimento de maior segurança emocional.
É comum que o paciente vivencie suas experiências com muita intensidade, mas apresente dificuldade em simbolizá-las e colocá-las em palavras. O que eu fa;o, muitas vezes [e “emprestar” palavras ao paciente, funcionando como um apoio inicial para que ele possa começar a nomear suas próprias angústias e questões, sempre com cuidado, ética e a partir de uma relação transferencial já estabelecida.
Além disso, trabalhar a idealização das relações é algo fundamental na clínica com pacientes borderline, uma vez que esse aspecto pode contribuir para o sentimento de vazio. Relações marcadas por extremos, como amor e ódio, presença e ausência, são frequentes. A partir da transferência eu busco realizar intervenções que possibilitem ao paciente, gradualmente, construir relações mais integradas e menos idealizadas. Assim, o paciente pode começar a compreender que sentimentos opostos podem coexistir: amor e ódio, presença e ausência. Inclusive, o próprio sentimento de vazio pode passar a ser reconhecido como parte da experiência relacional, e não apenas como algo a ser evitado. Espero ter contribuído. Ab;
É comum que o paciente vivencie suas experiências com muita intensidade, mas apresente dificuldade em simbolizá-las e colocá-las em palavras. O que eu fa;o, muitas vezes [e “emprestar” palavras ao paciente, funcionando como um apoio inicial para que ele possa começar a nomear suas próprias angústias e questões, sempre com cuidado, ética e a partir de uma relação transferencial já estabelecida.
Além disso, trabalhar a idealização das relações é algo fundamental na clínica com pacientes borderline, uma vez que esse aspecto pode contribuir para o sentimento de vazio. Relações marcadas por extremos, como amor e ódio, presença e ausência, são frequentes. A partir da transferência eu busco realizar intervenções que possibilitem ao paciente, gradualmente, construir relações mais integradas e menos idealizadas. Assim, o paciente pode começar a compreender que sentimentos opostos podem coexistir: amor e ódio, presença e ausência. Inclusive, o próprio sentimento de vazio pode passar a ser reconhecido como parte da experiência relacional, e não apenas como algo a ser evitado. Espero ter contribuído. Ab;
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Olá, tudo bem?
A sensação de vazio emocional no Transtorno de Personalidade Borderline costuma ser uma das experiências mais difíceis de descrever e, ao mesmo tempo, uma das mais dolorosas. Não é simplesmente “falta de emoção”, mas muitas vezes uma desconexão profunda de si mesmo, como se algo essencial estivesse ausente ou inacessível. Em termos mais sutis, é como se o sistema emocional tivesse dificuldade de sustentar um senso contínuo de identidade e significado.
No processo terapêutico, o caminho não é preencher esse vazio com atividades ou distrações, mas ajudar o paciente a se reconectar com suas próprias experiências internas. Isso envolve explorar emoções, memórias, necessidades e até pequenas sensações do dia a dia que muitas vezes passam despercebidas. Aos poucos, o paciente começa a construir uma presença interna mais estável, em vez de depender apenas de estímulos externos ou de outras pessoas para se sentir “existindo”.
A relação terapêutica tem um papel central aqui. Quando o paciente se sente visto, compreendido e emocionalmente alcançado dentro da sessão, isso cria experiências que vão sendo internalizadas. Com o tempo, essa vivência começa a ocupar o espaço do vazio, não como algo imposto, mas como algo construído. O cérebro, que antes operava em um modo de desconexão, vai aprendendo novas formas de se organizar emocionalmente.
Talvez seja interessante observar: em que momentos esse vazio aparece com mais intensidade? Ele surge quando a pessoa está sozinha, após conflitos ou até mesmo em momentos de calma? O que ela tenta fazer para lidar com essa sensação? E, dentro da sessão, como ela reage quando entra em contato com esse vazio, evita, se angustia ou consegue nomear um pouco mais?
Esse é um processo que exige tempo e delicadeza, porque mexe com camadas muito profundas da experiência emocional. Mas, quando bem trabalhado, o vazio começa a dar lugar a uma sensação mais contínua de si mesmo, de presença e de significado. Caso precise, estou à disposição.
A sensação de vazio emocional no Transtorno de Personalidade Borderline costuma ser uma das experiências mais difíceis de descrever e, ao mesmo tempo, uma das mais dolorosas. Não é simplesmente “falta de emoção”, mas muitas vezes uma desconexão profunda de si mesmo, como se algo essencial estivesse ausente ou inacessível. Em termos mais sutis, é como se o sistema emocional tivesse dificuldade de sustentar um senso contínuo de identidade e significado.
No processo terapêutico, o caminho não é preencher esse vazio com atividades ou distrações, mas ajudar o paciente a se reconectar com suas próprias experiências internas. Isso envolve explorar emoções, memórias, necessidades e até pequenas sensações do dia a dia que muitas vezes passam despercebidas. Aos poucos, o paciente começa a construir uma presença interna mais estável, em vez de depender apenas de estímulos externos ou de outras pessoas para se sentir “existindo”.
A relação terapêutica tem um papel central aqui. Quando o paciente se sente visto, compreendido e emocionalmente alcançado dentro da sessão, isso cria experiências que vão sendo internalizadas. Com o tempo, essa vivência começa a ocupar o espaço do vazio, não como algo imposto, mas como algo construído. O cérebro, que antes operava em um modo de desconexão, vai aprendendo novas formas de se organizar emocionalmente.
Talvez seja interessante observar: em que momentos esse vazio aparece com mais intensidade? Ele surge quando a pessoa está sozinha, após conflitos ou até mesmo em momentos de calma? O que ela tenta fazer para lidar com essa sensação? E, dentro da sessão, como ela reage quando entra em contato com esse vazio, evita, se angustia ou consegue nomear um pouco mais?
Esse é um processo que exige tempo e delicadeza, porque mexe com camadas muito profundas da experiência emocional. Mas, quando bem trabalhado, o vazio começa a dar lugar a uma sensação mais contínua de si mesmo, de presença e de significado. Caso precise, estou à disposição.
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
O terapeuta valida o vazio, explora sua função e trabalha construção de sentido. Pequenas rotinas, autocuidado, identificação de valores e atividades prazerosas ajudam a preencher o espaço interno. O vínculo terapêutico oferece referência emocional estável, reduzindo sensação de desamparo e fortalecendo continuidade interna.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
fernandosegundo.com
Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
Abraços
O terapeuta valida o vazio, explora sua função e trabalha construção de sentido. Pequenas rotinas, autocuidado, identificação de valores e atividades prazerosas ajudam a preencher o espaço interno. O vínculo terapêutico oferece referência emocional estável, reduzindo sensação de desamparo e fortalecendo continuidade interna.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
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