Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com

Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com a sensação de que as emoções são "incontroláveis"?

5 respostas


É importante que você assimile que o diagnóstico de TPB não deve ser o eixo de sua existência e sim um norte para que possa levar uma vida com menor sofrimento psíquico. A psicoterapia psicanalítica te auxiliará na compreensão das raízes de suas angústias e medos, pois sabemos que vivências traumáticas na infância como separação ou abandono dos pais, bem como abuso sexual contribuem para a constituição da personalidade ,além, claro, dos componentes genéticos. Na vida adulta podem ser desenvolvidas compulsões de toda ordem para aplacar o vazio experenciado, tais como: uso de substâncias, alcoolismo, direção perigosa, exposição a relações sexuais sem proteção, ou seja, o sujeito caminha para a autodestruição. Tenho larga experiência no tratamento de pacientes com TPB. Estou aqui, caso faça sentido iniciar essa jornada de descobertas, dores e superações. Abraços!

Giulliana Mattioli

Giulliana Mattioli

Psicólogo

Poços de Caldas

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Olá, tudo bem? A sensação de que as emoções são “incontroláveis” no Transtorno de Personalidade Borderline costuma ser muito real para quem vive isso. E, de certa forma, faz sentido: quando a intensidade emocional sobe muito rápido, o cérebro entra em um modo mais reativo, reduzindo o acesso às áreas responsáveis por planejamento e regulação. Ou seja, não é falta de esforço, é um sistema emocional funcionando em alta potência. O trabalho do terapeuta começa justamente por mudar a forma como o paciente entende essa experiência. Em vez de “eu preciso controlar completamente minhas emoções”, a proposta passa a ser “eu posso aprender a atravessar essas emoções sem ser dominado por elas”. Essa diferença parece sutil, mas muda completamente a relação com o que se sente. Outro ponto importante é ajudar o paciente a identificar que as emoções seguem um ciclo. Elas aumentam, atingem um pico e depois diminuem. Quando a pessoa vive apenas o auge da emoção, parece que aquilo nunca vai passar. Mas, ao desenvolver a capacidade de observar esse movimento ao longo do tempo, o paciente começa a perceber que, mesmo intensas, as emoções não são permanentes. O terapeuta também auxilia na ampliação da consciência dos sinais iniciais. Antes da emoção atingir o pico, existem pequenas mudanças no corpo, nos pensamentos e no ambiente. Reconhecer esses sinais precoces aumenta a sensação de escolha, porque permite que o paciente intervenha antes de estar completamente tomado pela emoção. Talvez algumas perguntas ajudem a aprofundar isso: o que acontece no seu corpo segundos antes da emoção ficar muito intensa? Existe algum momento em que você percebe que a emoção começou a diminuir, mesmo que ainda estivesse forte? O que muda quando você tenta observar a emoção, em vez de lutar contra ela? Com o tempo, o paciente não deixa de sentir intensamente, mas desenvolve uma relação diferente com essas emoções. Elas deixam de ser vistas como algo totalmente fora de controle e passam a ser experiências intensas, mas transitórias e possíveis de serem manejadas. Caso precise, estou à disposição.


A sensação de que as emoções são “incontroláveis” pode ser muito assustadora. Nesse caso, é importante ajudar o paciente a desenvolver recursos de regulação emocional, mostrando que, embora intensas, as emoções podem ser compreendidas e manejadas com o tempo.


No Transtorno de Personalidade Borderline, as emoções podem ser muito intensas, gerando a sensação de perda de controle. O terapeuta ajuda validando essa experiência e ensinando que, embora não possamos escolher o que sentimos, podemos aprender a escolher como reagir. Na terapia, especialmente na DBT, o paciente desenvolve habilidades de regulação emocional, identificação das emoções e tolerância ao estresse. Com prática, ele aprende a pausar antes de agir e a lidar com as emoções de forma mais segura. Com o tempo, isso fortalece a percepção de controle e reduz a impulsividade diante das emoções.


Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. O terapeuta deve ajudar o paciente a compreender que emoções intensas não são perigosas, apenas difíceis de manejar. Psicoeducação sobre funcionamento emocional, técnicas de grounding, respiração e nomeação das emoções ajudam a reduzir a sensação de descontrole. Validar a intensidade emocional é essencial, pois diminui vergonha e aumenta compreensão interna. O vínculo terapêutico funciona como espaço seguro para experimentar emoções fortes sem punição ou abandono. Com prática, o paciente aprende que pode tolerar emoções sem precisar fugir, explodir ou se autolesionar, desenvolvendo maior confiança na própria capacidade de regulação. Atenciosamente, Fernando Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.