Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com

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Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com a sensação de que as emoções são "incontroláveis"?
 Giulliana Mattioli
Psicólogo
Poços de Caldas
É importante que você assimile que o diagnóstico de TPB não deve ser o eixo de sua existência e sim um norte para que possa levar uma vida com menor sofrimento psíquico. A psicoterapia psicanalítica te auxiliará na compreensão das raízes de suas angústias e medos, pois sabemos que vivências traumáticas na infância como separação ou abandono dos pais, bem como abuso sexual contribuem para a constituição da personalidade ,além, claro, dos componentes genéticos. Na vida adulta podem ser desenvolvidas compulsões de toda ordem para aplacar o vazio experenciado, tais como: uso de substâncias, alcoolismo, direção perigosa, exposição a relações sexuais sem proteção, ou seja, o sujeito caminha para a autodestruição. Tenho larga experiência no tratamento de pacientes com TPB. Estou aqui, caso faça sentido iniciar essa jornada de descobertas, dores e superações. Abraços!

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A sensação de que as emoções são “incontroláveis” no Transtorno de Personalidade Borderline costuma ser muito real para quem vive isso. E, de certa forma, faz sentido: quando a intensidade emocional sobe muito rápido, o cérebro entra em um modo mais reativo, reduzindo o acesso às áreas responsáveis por planejamento e regulação. Ou seja, não é falta de esforço, é um sistema emocional funcionando em alta potência.

O trabalho do terapeuta começa justamente por mudar a forma como o paciente entende essa experiência. Em vez de “eu preciso controlar completamente minhas emoções”, a proposta passa a ser “eu posso aprender a atravessar essas emoções sem ser dominado por elas”. Essa diferença parece sutil, mas muda completamente a relação com o que se sente.

Outro ponto importante é ajudar o paciente a identificar que as emoções seguem um ciclo. Elas aumentam, atingem um pico e depois diminuem. Quando a pessoa vive apenas o auge da emoção, parece que aquilo nunca vai passar. Mas, ao desenvolver a capacidade de observar esse movimento ao longo do tempo, o paciente começa a perceber que, mesmo intensas, as emoções não são permanentes.

O terapeuta também auxilia na ampliação da consciência dos sinais iniciais. Antes da emoção atingir o pico, existem pequenas mudanças no corpo, nos pensamentos e no ambiente. Reconhecer esses sinais precoces aumenta a sensação de escolha, porque permite que o paciente intervenha antes de estar completamente tomado pela emoção.

Talvez algumas perguntas ajudem a aprofundar isso: o que acontece no seu corpo segundos antes da emoção ficar muito intensa? Existe algum momento em que você percebe que a emoção começou a diminuir, mesmo que ainda estivesse forte? O que muda quando você tenta observar a emoção, em vez de lutar contra ela?

Com o tempo, o paciente não deixa de sentir intensamente, mas desenvolve uma relação diferente com essas emoções. Elas deixam de ser vistas como algo totalmente fora de controle e passam a ser experiências intensas, mas transitórias e possíveis de serem manejadas.

Caso precise, estou à disposição.
A sensação de que as emoções são “incontroláveis” pode ser muito assustadora. Nesse caso, é importante ajudar o paciente a desenvolver recursos de regulação emocional, mostrando que, embora intensas, as emoções podem ser compreendidas e manejadas com o tempo.
No Transtorno de Personalidade Borderline, as emoções podem ser muito intensas, gerando a sensação de perda de controle. O terapeuta ajuda validando essa experiência e ensinando que, embora não possamos escolher o que sentimos, podemos aprender a escolher como reagir.
Na terapia, especialmente na DBT, o paciente desenvolve habilidades de regulação emocional, identificação das emoções e tolerância ao estresse. Com prática, ele aprende a pausar antes de agir e a lidar com as emoções de forma mais segura.
Com o tempo, isso fortalece a percepção de controle e reduz a impulsividade diante das emoções.

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