Como o terapeuta pode evitar a "fusão" com o paciente, onde ele se torna excessivamente envolvido em
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Como o terapeuta pode evitar a "fusão" com o paciente, onde ele se torna excessivamente envolvido emocionalmente?
Penso que um passo importante em qualquer relação terapêutica é conseguir estabelecer alguns limites. Podem parecer simples, mas fazem muita diferença. Evitar encontros presenciais ou contatos fora do horário da sessão, caso o paciente não esteja em uma situação de urgência subjetiva ou de crise, e evitar trocas pessoais excessivas. Uma relação terapêutica se estabelece quando há um sujeito e o analista ou terapeuta, e não dois sujeitos. Além disso, sustentar espaços de supervisão para discutir os desafios do caso e pensar no manejo da técnica de acordo com o diagnóstico. Por fim, outro pilar importantíssimo é a análise pessoal do terapeuta. Esse é um pilar muito sustentado pela psicanálise. É em nossa própria análise que conseguimos entender por que alguns pacientes nos afetam mais do que outros, de acordo com a nossa história. Espero ter ajudado
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Através de estabelecer limites claros, consciência da contratransferência e postura consistente.
Supervisão clínica regular e adesão ao enquadre técnico ajudam a preservar a neutralidade e evitar envolvimento excessivo.
Supervisão clínica regular e adesão ao enquadre técnico ajudam a preservar a neutralidade e evitar envolvimento excessivo.
Olá, tudo bem?
Evitar a “fusão” com o paciente no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline é um dos desafios mais delicados da prática clínica, justamente porque o vínculo tende a ser intenso e emocionalmente mobilizador. Em alguns momentos, o terapeuta pode sentir vontade de proteger, resgatar ou até resolver rapidamente o sofrimento do paciente. O problema é que, quando esse envolvimento ultrapassa certos limites, a relação perde sua função terapêutica e passa a girar mais em torno da emoção do terapeuta do que do processo do paciente.
Um ponto central é a capacidade de manter uma presença emocional engajada, mas com diferenciação. Ou seja, o terapeuta se conecta com o que o paciente sente, mas não se confunde com isso. Isso exige uma atenção constante às próprias reações internas. Perguntas como “isso que estou sentindo é meu ou foi ativado pela relação?” ajudam a criar esse espaço de reflexão antes de agir.
Também é fundamental sustentar limites claros e consistentes. A fusão muitas vezes começa de forma sutil, quando o terapeuta flexibiliza demais horários, assume responsabilidades que não são suas ou responde de forma impulsiva a demandas emocionais intensas. Manter o enquadre não é frieza, é justamente o que protege o vínculo e permite que ele continue sendo um espaço seguro e estruturado.
Outro aspecto importante é o uso de supervisão e, quando necessário, do próprio processo terapêutico do profissional. Trabalhar com TPB pode ativar aspectos pessoais do terapeuta, e ter um espaço para elaborar isso evita que essas reações sejam descarregadas na relação com o paciente.
Faz sentido se perguntar: em quais momentos você percebe maior envolvimento emocional com seus pacientes? Existe alguma situação em que você sente dificuldade de manter limites? O que acontece internamente quando o paciente está em sofrimento intenso? E como você costuma lidar com isso fora da sessão?
Com o tempo, essa capacidade de se manter próximo sem se perder no outro se fortalece. E é justamente essa posição mais estável do terapeuta que permite ao paciente vivenciar um vínculo diferente, mais seguro e transformador.
Caso precise, estou à disposição.
Evitar a “fusão” com o paciente no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline é um dos desafios mais delicados da prática clínica, justamente porque o vínculo tende a ser intenso e emocionalmente mobilizador. Em alguns momentos, o terapeuta pode sentir vontade de proteger, resgatar ou até resolver rapidamente o sofrimento do paciente. O problema é que, quando esse envolvimento ultrapassa certos limites, a relação perde sua função terapêutica e passa a girar mais em torno da emoção do terapeuta do que do processo do paciente.
Um ponto central é a capacidade de manter uma presença emocional engajada, mas com diferenciação. Ou seja, o terapeuta se conecta com o que o paciente sente, mas não se confunde com isso. Isso exige uma atenção constante às próprias reações internas. Perguntas como “isso que estou sentindo é meu ou foi ativado pela relação?” ajudam a criar esse espaço de reflexão antes de agir.
Também é fundamental sustentar limites claros e consistentes. A fusão muitas vezes começa de forma sutil, quando o terapeuta flexibiliza demais horários, assume responsabilidades que não são suas ou responde de forma impulsiva a demandas emocionais intensas. Manter o enquadre não é frieza, é justamente o que protege o vínculo e permite que ele continue sendo um espaço seguro e estruturado.
Outro aspecto importante é o uso de supervisão e, quando necessário, do próprio processo terapêutico do profissional. Trabalhar com TPB pode ativar aspectos pessoais do terapeuta, e ter um espaço para elaborar isso evita que essas reações sejam descarregadas na relação com o paciente.
Faz sentido se perguntar: em quais momentos você percebe maior envolvimento emocional com seus pacientes? Existe alguma situação em que você sente dificuldade de manter limites? O que acontece internamente quando o paciente está em sofrimento intenso? E como você costuma lidar com isso fora da sessão?
Com o tempo, essa capacidade de se manter próximo sem se perder no outro se fortalece. E é justamente essa posição mais estável do terapeuta que permite ao paciente vivenciar um vínculo diferente, mais seguro e transformador.
Caso precise, estou à disposição.
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