. Como o terapeuta pode lidar com a angústia e o medo do paciente em relação à mudança durante a ter
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. Como o terapeuta pode lidar com a angústia e o medo do paciente em relação à mudança durante a terapia?
Olá, tudo bem?
A angústia e o medo diante da mudança são experiências muito comuns, especialmente no Transtorno de Personalidade Borderline. Embora a pessoa deseje melhorar, existe uma parte que percebe a mudança como algo ameaçador. Isso acontece porque, para o cérebro, o conhecido, mesmo que doloroso, ainda é previsível. Já o novo, mesmo sendo mais saudável, pode ser sentido como incerto e arriscado.
Na prática clínica, o terapeuta não tenta eliminar esse medo, mas compreendê-lo e dar espaço para ele. Quando a angústia é validada, ela deixa de ser um obstáculo e passa a ser uma informação importante sobre o ritmo do processo. Muitas vezes, esse medo está ligado a perguntas silenciosas como “quem eu vou ser se eu mudar?” ou “vou perder as relações que tenho hoje?”. E essas perguntas precisam ser acolhidas, não ignoradas.
Outro ponto importante é trabalhar a mudança de forma gradual. Avanços muito rápidos podem ativar ainda mais a insegurança. Por isso, o processo costuma ser construído em pequenos passos, permitindo que a pessoa experimente novas formas de se sentir e se comportar sem se sentir completamente desorganizada. Isso ajuda o sistema emocional a se adaptar com mais segurança.
Também é fundamental observar como esse medo aparece dentro da própria relação terapêutica. Em alguns momentos, pode surgir vontade de se afastar, testar o vínculo ou até desvalorizar o processo. Em vez de ver isso como retrocesso, o terapeuta utiliza esses movimentos como parte do trabalho, ajudando o paciente a perceber o que está acontecendo internamente.
Queria te convidar a refletir: quando você percebe que está mudando, isso traz mais alívio ou mais insegurança? Existe alguma parte sua que prefere permanecer como está, mesmo reconhecendo o sofrimento? E o que parece mais assustador, continuar como está ou não saber como será depois da mudança?
Essas perguntas ajudam a entender que o medo não é sinal de fracasso, mas parte do processo de transformação. Quando ele é incluído no trabalho, a mudança se torna mais possível e sustentável.
Caso precise, estou à disposição.
A angústia e o medo diante da mudança são experiências muito comuns, especialmente no Transtorno de Personalidade Borderline. Embora a pessoa deseje melhorar, existe uma parte que percebe a mudança como algo ameaçador. Isso acontece porque, para o cérebro, o conhecido, mesmo que doloroso, ainda é previsível. Já o novo, mesmo sendo mais saudável, pode ser sentido como incerto e arriscado.
Na prática clínica, o terapeuta não tenta eliminar esse medo, mas compreendê-lo e dar espaço para ele. Quando a angústia é validada, ela deixa de ser um obstáculo e passa a ser uma informação importante sobre o ritmo do processo. Muitas vezes, esse medo está ligado a perguntas silenciosas como “quem eu vou ser se eu mudar?” ou “vou perder as relações que tenho hoje?”. E essas perguntas precisam ser acolhidas, não ignoradas.
Outro ponto importante é trabalhar a mudança de forma gradual. Avanços muito rápidos podem ativar ainda mais a insegurança. Por isso, o processo costuma ser construído em pequenos passos, permitindo que a pessoa experimente novas formas de se sentir e se comportar sem se sentir completamente desorganizada. Isso ajuda o sistema emocional a se adaptar com mais segurança.
Também é fundamental observar como esse medo aparece dentro da própria relação terapêutica. Em alguns momentos, pode surgir vontade de se afastar, testar o vínculo ou até desvalorizar o processo. Em vez de ver isso como retrocesso, o terapeuta utiliza esses movimentos como parte do trabalho, ajudando o paciente a perceber o que está acontecendo internamente.
Queria te convidar a refletir: quando você percebe que está mudando, isso traz mais alívio ou mais insegurança? Existe alguma parte sua que prefere permanecer como está, mesmo reconhecendo o sofrimento? E o que parece mais assustador, continuar como está ou não saber como será depois da mudança?
Essas perguntas ajudam a entender que o medo não é sinal de fracasso, mas parte do processo de transformação. Quando ele é incluído no trabalho, a mudança se torna mais possível e sustentável.
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