. Como o terapeuta pode lidar com a angústia e o medo do paciente em relação à mudança durante a ter

1 respostas
. Como o terapeuta pode lidar com a angústia e o medo do paciente em relação à mudança durante a terapia?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

A angústia e o medo diante da mudança são experiências muito comuns, especialmente no Transtorno de Personalidade Borderline. Embora a pessoa deseje melhorar, existe uma parte que percebe a mudança como algo ameaçador. Isso acontece porque, para o cérebro, o conhecido, mesmo que doloroso, ainda é previsível. Já o novo, mesmo sendo mais saudável, pode ser sentido como incerto e arriscado.

Na prática clínica, o terapeuta não tenta eliminar esse medo, mas compreendê-lo e dar espaço para ele. Quando a angústia é validada, ela deixa de ser um obstáculo e passa a ser uma informação importante sobre o ritmo do processo. Muitas vezes, esse medo está ligado a perguntas silenciosas como “quem eu vou ser se eu mudar?” ou “vou perder as relações que tenho hoje?”. E essas perguntas precisam ser acolhidas, não ignoradas.

Outro ponto importante é trabalhar a mudança de forma gradual. Avanços muito rápidos podem ativar ainda mais a insegurança. Por isso, o processo costuma ser construído em pequenos passos, permitindo que a pessoa experimente novas formas de se sentir e se comportar sem se sentir completamente desorganizada. Isso ajuda o sistema emocional a se adaptar com mais segurança.

Também é fundamental observar como esse medo aparece dentro da própria relação terapêutica. Em alguns momentos, pode surgir vontade de se afastar, testar o vínculo ou até desvalorizar o processo. Em vez de ver isso como retrocesso, o terapeuta utiliza esses movimentos como parte do trabalho, ajudando o paciente a perceber o que está acontecendo internamente.

Queria te convidar a refletir: quando você percebe que está mudando, isso traz mais alívio ou mais insegurança? Existe alguma parte sua que prefere permanecer como está, mesmo reconhecendo o sofrimento? E o que parece mais assustador, continuar como está ou não saber como será depois da mudança?

Essas perguntas ajudam a entender que o medo não é sinal de fracasso, mas parte do processo de transformação. Quando ele é incluído no trabalho, a mudança se torna mais possível e sustentável.

Caso precise, estou à disposição.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?

Especialistas

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Psicólogo

Rio de Janeiro

Claudia Matias Santos

Claudia Matias Santos

Psicólogo

Rio de Janeiro

Anabelle Condé

Anabelle Condé

Psicólogo

Rio de Janeiro

Paloma Santos Lemos

Paloma Santos Lemos

Psicólogo

Belo Horizonte

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 3142 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.