Como o terapeuta pode lidar com o comportamento de "teste de limites" no vínculo terapêutico com um

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Como o terapeuta pode lidar com o comportamento de "teste de limites" no vínculo terapêutico com um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O terapeuta pode lidar com o “teste de limites” sem personalizar ou entrar em disputa, compreendendo esse movimento como uma tentativa de verificar a estabilidade do vínculo, mantendo o enquadre de forma clara, consistente e não punitiva. É importante não ceder de forma indiscriminada nem responder com rigidez, mas sustentar o limite enquanto se explora o que está em jogo naquele teste, nomeando o medo, a dúvida ou a necessidade que o sustenta. Na perspectiva psicanalítica, esses testes aparecem na transferência como busca por um outro que sobreviva sem abandonar ou invadir; ao manter uma posição firme e implicada, o terapeuta oferece uma experiência em que o limite não significa rejeição, e talvez, pouco a pouco, o paciente possa confiar mais no vínculo e precisar menos testá-lo constantemente.

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