Como o terapeuta pode lidar com o risco de "abandonar" o paciente com Transtorno de Personalidade Bo
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Como o terapeuta pode lidar com o risco de "abandonar" o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) durante um conflito terapêutico?
Presença, validação e limites ajudam a evitar sensação de abandono.
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O terapeuta sistêmico pode enfrentar o risco de abandonar o paciente durante um conflito terapêutico através da presença física que garante ao paciente uma conexão emocional e a sensação de segurança. Validar as emções do paciente é de fundamental importância para que ele se sinta ouvido e reconhecido, o que contribui para amenizar a ansiedade e a resistência ao tratamento. Bem como estalecer limites claros e respeitosos, é fundamental para manutençãoda dinâmica terapêutica saudável.
Olá, tudo bem?
Esse é um ponto muito sensível no trabalho com o Transtorno de Personalidade Borderline, porque a vivência de “abandono” nem sempre está ligada a uma ausência real do terapeuta, mas à forma como o sistema emocional do paciente interpreta determinados momentos de tensão. Em situações de conflito terapêutico, como um limite colocado, uma discordância ou até uma ausência pontual, pode surgir uma sensação muito intensa de ruptura, como se o vínculo estivesse sendo ameaçado.
O papel do terapeuta, nesse cenário, não é evitar o conflito a qualquer custo, mas sustentar a relação durante o conflito. Isso significa permanecer consistente, não reagir de forma defensiva ou punitiva e, principalmente, ajudar a nomear o que está acontecendo na relação naquele momento. Quando o paciente percebe que o vínculo não se rompe mesmo diante de emoções difíceis, algo muito importante começa a ser reconstruído internamente.
Ao mesmo tempo, é fundamental que o terapeuta seja claro e previsível em seus limites. Paradoxalmente, é essa consistência que reduz a sensação de abandono ao longo do tempo. Quando o vínculo não depende de variações emocionais intensas, mas se mantém estável mesmo com frustrações, o cérebro começa a registrar uma nova experiência: a de que conflitos não significam necessariamente perda.
Também é importante diferenciar, com cuidado, a experiência emocional de abandono de um abandono real. Isso não é feito invalidando o que o paciente sente, mas ajudando a ampliar a compreensão da situação. Muitas vezes, a emoção vem com uma força tão grande que parece confirmar que algo grave está acontecendo, mesmo que, objetivamente, o vínculo continue presente.
Talvez seja interessante refletir: o que costuma acontecer dentro de você quando alguém importante não corresponde exatamente como você esperava? Essa sensação se parece com experiências anteriores de perda ou afastamento? Durante um conflito, você tende mais a se aproximar tentando reparar ou a se afastar para se proteger? E, depois que a situação passa, como você costuma enxergar o que aconteceu?
Essas perguntas ajudam a transformar o conflito em um espaço de compreensão, e não apenas de dor. Quando bem trabalhado, o próprio momento de tensão pode se tornar uma das experiências mais transformadoras dentro da terapia.
Caso precise, estou à disposição.
Esse é um ponto muito sensível no trabalho com o Transtorno de Personalidade Borderline, porque a vivência de “abandono” nem sempre está ligada a uma ausência real do terapeuta, mas à forma como o sistema emocional do paciente interpreta determinados momentos de tensão. Em situações de conflito terapêutico, como um limite colocado, uma discordância ou até uma ausência pontual, pode surgir uma sensação muito intensa de ruptura, como se o vínculo estivesse sendo ameaçado.
O papel do terapeuta, nesse cenário, não é evitar o conflito a qualquer custo, mas sustentar a relação durante o conflito. Isso significa permanecer consistente, não reagir de forma defensiva ou punitiva e, principalmente, ajudar a nomear o que está acontecendo na relação naquele momento. Quando o paciente percebe que o vínculo não se rompe mesmo diante de emoções difíceis, algo muito importante começa a ser reconstruído internamente.
Ao mesmo tempo, é fundamental que o terapeuta seja claro e previsível em seus limites. Paradoxalmente, é essa consistência que reduz a sensação de abandono ao longo do tempo. Quando o vínculo não depende de variações emocionais intensas, mas se mantém estável mesmo com frustrações, o cérebro começa a registrar uma nova experiência: a de que conflitos não significam necessariamente perda.
Também é importante diferenciar, com cuidado, a experiência emocional de abandono de um abandono real. Isso não é feito invalidando o que o paciente sente, mas ajudando a ampliar a compreensão da situação. Muitas vezes, a emoção vem com uma força tão grande que parece confirmar que algo grave está acontecendo, mesmo que, objetivamente, o vínculo continue presente.
Talvez seja interessante refletir: o que costuma acontecer dentro de você quando alguém importante não corresponde exatamente como você esperava? Essa sensação se parece com experiências anteriores de perda ou afastamento? Durante um conflito, você tende mais a se aproximar tentando reparar ou a se afastar para se proteger? E, depois que a situação passa, como você costuma enxergar o que aconteceu?
Essas perguntas ajudam a transformar o conflito em um espaço de compreensão, e não apenas de dor. Quando bem trabalhado, o próprio momento de tensão pode se tornar uma das experiências mais transformadoras dentro da terapia.
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