Como o terapeuta pode lidar com o sentimento de frustração em relação aos avanços no tratamento?
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Como o terapeuta pode lidar com o sentimento de frustração em relação aos avanços no tratamento?
Como psicóloga na Abordagem Centrada na Pessoa digo que o foco não deve ser em "técnicas de manejo de pacientes", mas sim na congruência e na confiança na tendência atualizante (o potencial de crescimento intrínseco de cada ser humano).
Importante você validar a sua frustração, provavelmente, você está encontrando uma divergência entre o "terapeuta ideal" (que quer ver progresso rápido) e o "terapeuta real" (que se sente estagnado), mas o "terapeuta possível" é aquele que aceita os avanços não lineares do seu paciente.
Seja autênctico com esse sentimento em supervisão, em vez de reprimi-lo.
Redefina o Conceito de "Sucesso": Na ACP, o sucesso não é a remissão de sintomas em x sessões, mas a qualidade da presença. Se o terapeuta consegue manter a Aceitação Positiva Incondicional mesmo quando o paciente regride ou "testa" a relação, isso já é um avanço terapêutico imenso para alguém que sofreu invalidação traumática a vida toda.
Confie na Tendência Atualizante: cada pessoa tem seu próprio tempo de maturação. A frustração pode, por vezes, tornar-se uma pressão sutil (uma "condição de valor") que o paciente capta, sentindo que só será aceito se "melhorar". Isso pode travar o processo.
"Solte o remo" e foque na empatia profunda para aliviar o peso. Às vezes, o maior avanço é o paciente sentir que, pela primeira vez, alguém aguenta estar com ele em sua dor, sem pressa de que ela passe.
Como Rogers dizia, a relação é o que cura. Se o terapeuta estiver frustrado, ele não está plenamente presente. O trabalho de supervisão, então, é cuidar do terapeuta para que ele recupere a capacidade de ser uma base segura.
Conte comigo!
Importante você validar a sua frustração, provavelmente, você está encontrando uma divergência entre o "terapeuta ideal" (que quer ver progresso rápido) e o "terapeuta real" (que se sente estagnado), mas o "terapeuta possível" é aquele que aceita os avanços não lineares do seu paciente.
Seja autênctico com esse sentimento em supervisão, em vez de reprimi-lo.
Redefina o Conceito de "Sucesso": Na ACP, o sucesso não é a remissão de sintomas em x sessões, mas a qualidade da presença. Se o terapeuta consegue manter a Aceitação Positiva Incondicional mesmo quando o paciente regride ou "testa" a relação, isso já é um avanço terapêutico imenso para alguém que sofreu invalidação traumática a vida toda.
Confie na Tendência Atualizante: cada pessoa tem seu próprio tempo de maturação. A frustração pode, por vezes, tornar-se uma pressão sutil (uma "condição de valor") que o paciente capta, sentindo que só será aceito se "melhorar". Isso pode travar o processo.
"Solte o remo" e foque na empatia profunda para aliviar o peso. Às vezes, o maior avanço é o paciente sentir que, pela primeira vez, alguém aguenta estar com ele em sua dor, sem pressa de que ela passe.
Como Rogers dizia, a relação é o que cura. Se o terapeuta estiver frustrado, ele não está plenamente presente. O trabalho de supervisão, então, é cuidar do terapeuta para que ele recupere a capacidade de ser uma base segura.
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