Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode gerar comportamento paradoxal de busca e re
Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode gerar comportamento paradoxal de busca e rejeição?
4 respostas
Olá, O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), caracteriza-se por dinâmicas emocionais e comportamentais, intensas e contraditórias, principalmente no campo das relações e dos vínculos relacionais, interpessoais. Este comportamento paradoxal de Busca e Rejeição, ou seja, de aproximação - afastamento, no âmbito das relações pessoais, constitui-se em um dos comportamentos mais característicos deste transtorno, e, também dos mais difíceis de serem entendidos por quem assiste, presencia. Há uma base emocional com muito medo do abandono e medo de invasão, vivendo esta pessoa um conflito central, ancorado numa Busca Intensa de Proximidade, como uma necessidade profunda de vínculo, validação e segurança, e sentimento muito forte de Rejeição e Afastamento, com o medo desta pessoa ser ferida, controlada, abandonada ou desvalorizada. Em resumo, o que comparece como percepção e sentimento: "Preciso muito de você", "Mas, esta necessidade for excessiva, posso sofrer". Este paradoxo aproxima-afasta, acontece em ciclos, em fases : Fase da Idealização, que representa a busca/aproximação, em que a pessoa vê o outro como Essencial - Perfeito - Salvador, havendo uma grande entrega emocional e uma forte necessidade de contato, atenção e aceitação ou confirmação, ou seja, aprovação do que compare3ce como idéias, discursos e comportamentos. Na Fase da Ativação do Medo, observam-se pequenos sinais, como silêncio - atraso - mudança de tom, que são interpretados como como rejeição, ativando-se um estado de alerta emocional intenso, forte. |Na Fase da Desvalorização, que representa a rejeição, o outro passa a ser visto como cruel, aquele que abandona e indiferente, provocando um afastamento brusco - ataques críticas ou frieza e interrupções relacionais, impulsivas. Ou sela, a pessoa que representava tudo, passa a não significar nada. Observa-se, também dificuldades de se controlar emocionalmente, com: Instabilidade na autoimagem, em que a pessoa não tem uma percepção estável de si-própria, dependendo muito do outro para se sentir estável, aumentando assim, a intensidade da procura, da busca. Quanto à Hipersensibilidade à rejeição, em que pequenos estímulos, já são vividos como abandono efetivo, real, ou seja, há uma leitura amplificada da realidade. Quanto à Dificuldade Regulação Emocional, Altos e Baixos Emocionais, muito rápidamente, e, falta de tempo para pensar antes de reagir. E o Pensamento antagónico: Tudo ou Nada, já referido anteriormente. Alguns destes comportamentos estão ancorados em experiências precoces de apego inseguro, falta de afeto, frieza nas relações familiares, que são gravado emocional e psicológicamente, como rejeições e abandonos. Procurar um Psicólogo (a) experiente é a melhor solução, para um acompanhamento adequado e aprendizagem de como melhor lidar com as dificuldades, e compreender os comportamentos, sentimentos e percepções, para melhor utilizar as técnicas de melhorias.
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Olá, tudo bem? Esse comportamento de “buscar e ao mesmo tempo rejeitar” é algo bastante característico no Transtorno de Personalidade Borderline e costuma gerar muita confusão, tanto para quem vive isso quanto para quem está ao redor. Na prática, não é contradição por escolha. É o resultado de duas necessidades muito intensas acontecendo ao mesmo tempo: a necessidade de proximidade e vínculo, e o medo profundo de ser machucado, rejeitado ou abandonado. É como se a pessoa quisesse muito estar perto, sentir segurança e conexão, mas, ao mesmo tempo, qualquer sinal de possível frustração ou distância ativasse um alerta interno muito forte. O cérebro interpreta aquilo como ameaça emocional e reage tentando se proteger. Essa proteção pode vir na forma de afastamento, irritação, críticas ou até rejeição do outro. Então, o mesmo vínculo que é desejado também passa a ser visto como potencialmente perigoso. Do ponto de vista emocional, isso cria um ciclo difícil: aproxima, sente segurança por um momento, algo ativa o medo, afasta para se proteger, e depois sente falta novamente. Esse movimento pode acontecer rapidamente e com muita intensidade. Não é raro que a própria pessoa fique confusa com suas reações, porque cada estado emocional parece absolutamente verdadeiro enquanto está acontecendo. Talvez faça sentido se perguntar: o que você sente logo antes de se afastar de alguém que você quer por perto? Existe um momento específico em que a proximidade começa a gerar desconforto? E quando você se afasta, o que aparece depois, alívio, culpa, saudade? Na terapia, o trabalho costuma focar em identificar esses ciclos com mais clareza e construir formas de tolerar a proximidade sem que ela seja vivida como ameaça. Com o tempo, isso tende a tornar as relações mais estáveis e menos desgastantes. Caso precise, estou à disposição.
No Transtorno de Personalidade Borderline, a pessoa vive um conflito: quer proximidade, mas teme abandono. Quando se aproxima, o medo ativa emoções intensas e surgem defesas como afastar, atacar ou “testar” o outro. Resultado: busca vínculo, mas acaba rejeitando. Uma tentativa de se proteger da dor emocional.
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. O paradoxo nasce do medo de abandono. A pessoa busca proximidade porque precisa de segurança, mas rejeita quando sente medo de depender. É como querer colo e, ao mesmo tempo, temer o colo. Esse movimento não é racional, é emocional. A terapia ajuda a estabilizar esse padrão, criando vínculos mais seguros. Atenciosamente, Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.
