Como o trauma de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é abordado na psicotera
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Como o trauma de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é abordado na psicoterapia ?
Na psicoterapia, o trauma em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline é abordado de forma gradual, cuidadosa e sustentada pelo vínculo terapêutico. Do ponto de vista psicanalítico, trata-se menos de revisitar o trauma de maneira direta e mais de oferecer um espaço onde aquilo que não pôde ser simbolizado possa, aos poucos, ganhar palavras. Muitas experiências traumáticas no TPB são precoces, repetidas e relacionais, o que faz com que apareçam no presente como afetos intensos, rupturas de vínculo e acting out, inclusive na relação com o próprio terapeuta. O trabalho clínico consiste em reconhecer como o trauma se atualiza no aqui-e-agora da sessão, ajudando o paciente a ligar emoção, pensamento e história pessoal. O terapeuta sustenta afetos intensos sem retraimento nem invasão, favorecendo a construção de confiança e a diferenciação entre passado e presente. Ao longo do processo, o paciente desenvolve maior capacidade de tolerar frustrações, refletir sobre suas reações e elaborar experiências antes vividas apenas como dor ou ameaça. Assim, a psicoterapia transforma o trauma de algo que se repete de forma desorganizadora em algo que pode ser pensado, integrado e ressignificado.
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Na psicoterapia, o trauma no TPB é trabalhado com muito cuidado e no tempo da pessoa, priorizando primeiro a segurança emocional, a regulação das emoções e o fortalecimento do vínculo terapêutico, para só depois aprofundar as experiências traumáticas, sempre respeitando os limites do paciente.
O trabalho terapêutico envolve:
• Diferenciar o que aconteceu de como foi sentido
• Desenvolver estratégias de regulação emocional
• Trabalhar a memória sob uma perspectiva de ressignificação
• Integrar passado, presente e identidade de forma mais coerente
Em resumo
No TPB, o problema não é “lembrar demais”, mas lembrar com dor ativa, sem que o tempo tenha conseguido amortecer a experiência.
A terapia ajuda a transformar memórias que ferem em memórias que ensinam, sem dominar o presente.
• Diferenciar o que aconteceu de como foi sentido
• Desenvolver estratégias de regulação emocional
• Trabalhar a memória sob uma perspectiva de ressignificação
• Integrar passado, presente e identidade de forma mais coerente
Em resumo
No TPB, o problema não é “lembrar demais”, mas lembrar com dor ativa, sem que o tempo tenha conseguido amortecer a experiência.
A terapia ajuda a transformar memórias que ferem em memórias que ensinam, sem dominar o presente.
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