Como os psicólogos podem abordar a relutância em buscar ajuda de pacientes com Transtorno de Persona

1 respostas
Como os psicólogos podem abordar a relutância em buscar ajuda de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
 Maisa Guimarães Andrade
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro
Querido anônimo ou anônima,
a relutância em buscar ajuda em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline costuma estar profundamente ligada ao próprio sofrimento que atravessa essa experiência. Muitas vezes, há um medo intenso de se expor, de não ser compreendido, de ser julgado ou até de reviver dores antigas ao falar sobre si. Ao mesmo tempo, pode existir uma ambivalência: o desejo de ser cuidado e acolhido, junto com o medo de depender do outro ou de ser abandonado novamente.

Pelo viés da psicanálise, essa resistência não é vista como um obstáculo a ser forçado ou quebrado, mas como algo que precisa ser escutado. A relutância também comunica algo importante sobre a história daquele sujeito, sobre suas experiências anteriores com vínculos e sobre a forma como ele aprendeu a se proteger do sofrimento. Muitas vezes, o afastamento ou a recusa em buscar ajuda são formas de defesa diante de uma dor que ainda parece difícil de suportar.

O trabalho do psicólogo, nesse contexto, não é convencer ou pressionar, mas oferecer um espaço possível, onde o sujeito possa, no seu tempo, se aproximar dessa escuta. Isso envolve construir um ambiente seguro, previsível e sem julgamentos, onde pequenas aproximações já são reconhecidas como movimentos importantes. A forma como o profissional sustenta a escuta, respeita os limites e acolhe até mesmo a resistência pode, aos poucos, favorecer a construção de confiança.

A terapia pode ajudar muito nesse processo porque oferece uma experiência de relação diferente, onde o sujeito não precisa se defender o tempo todo. Com o tempo, é possível começar a colocar em palavras aquilo que antes aparecia apenas como angústia ou afastamento, compreendendo melhor seus medos, suas reações e suas necessidades. Esse caminho não é imediato, mas pode permitir que a pessoa se sinta menos sozinha diante do que vive e mais capaz de sustentar vínculos de forma menos dolorosa.

Espero ter te ajudado. Qualquer pergunta estou à disposição. Grande abraço!

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?

Especialistas

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Psicólogo

Rio de Janeiro

Claudia Matias Santos

Claudia Matias Santos

Psicólogo

Rio de Janeiro

Anabelle Condé

Anabelle Condé

Psicólogo

Rio de Janeiro

Paloma Santos Lemos

Paloma Santos Lemos

Psicólogo

Belo Horizonte

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 2757 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.