Como os psicólogos podem abordar a relutância em buscar ajuda de pacientes com Transtorno de Persona
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Como os psicólogos podem abordar a relutância em buscar ajuda de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Querido anônimo ou anônima,
a relutância em buscar ajuda em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline costuma estar profundamente ligada ao próprio sofrimento que atravessa essa experiência. Muitas vezes, há um medo intenso de se expor, de não ser compreendido, de ser julgado ou até de reviver dores antigas ao falar sobre si. Ao mesmo tempo, pode existir uma ambivalência: o desejo de ser cuidado e acolhido, junto com o medo de depender do outro ou de ser abandonado novamente.
Pelo viés da psicanálise, essa resistência não é vista como um obstáculo a ser forçado ou quebrado, mas como algo que precisa ser escutado. A relutância também comunica algo importante sobre a história daquele sujeito, sobre suas experiências anteriores com vínculos e sobre a forma como ele aprendeu a se proteger do sofrimento. Muitas vezes, o afastamento ou a recusa em buscar ajuda são formas de defesa diante de uma dor que ainda parece difícil de suportar.
O trabalho do psicólogo, nesse contexto, não é convencer ou pressionar, mas oferecer um espaço possível, onde o sujeito possa, no seu tempo, se aproximar dessa escuta. Isso envolve construir um ambiente seguro, previsível e sem julgamentos, onde pequenas aproximações já são reconhecidas como movimentos importantes. A forma como o profissional sustenta a escuta, respeita os limites e acolhe até mesmo a resistência pode, aos poucos, favorecer a construção de confiança.
A terapia pode ajudar muito nesse processo porque oferece uma experiência de relação diferente, onde o sujeito não precisa se defender o tempo todo. Com o tempo, é possível começar a colocar em palavras aquilo que antes aparecia apenas como angústia ou afastamento, compreendendo melhor seus medos, suas reações e suas necessidades. Esse caminho não é imediato, mas pode permitir que a pessoa se sinta menos sozinha diante do que vive e mais capaz de sustentar vínculos de forma menos dolorosa.
Espero ter te ajudado. Qualquer pergunta estou à disposição. Grande abraço!
a relutância em buscar ajuda em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline costuma estar profundamente ligada ao próprio sofrimento que atravessa essa experiência. Muitas vezes, há um medo intenso de se expor, de não ser compreendido, de ser julgado ou até de reviver dores antigas ao falar sobre si. Ao mesmo tempo, pode existir uma ambivalência: o desejo de ser cuidado e acolhido, junto com o medo de depender do outro ou de ser abandonado novamente.
Pelo viés da psicanálise, essa resistência não é vista como um obstáculo a ser forçado ou quebrado, mas como algo que precisa ser escutado. A relutância também comunica algo importante sobre a história daquele sujeito, sobre suas experiências anteriores com vínculos e sobre a forma como ele aprendeu a se proteger do sofrimento. Muitas vezes, o afastamento ou a recusa em buscar ajuda são formas de defesa diante de uma dor que ainda parece difícil de suportar.
O trabalho do psicólogo, nesse contexto, não é convencer ou pressionar, mas oferecer um espaço possível, onde o sujeito possa, no seu tempo, se aproximar dessa escuta. Isso envolve construir um ambiente seguro, previsível e sem julgamentos, onde pequenas aproximações já são reconhecidas como movimentos importantes. A forma como o profissional sustenta a escuta, respeita os limites e acolhe até mesmo a resistência pode, aos poucos, favorecer a construção de confiança.
A terapia pode ajudar muito nesse processo porque oferece uma experiência de relação diferente, onde o sujeito não precisa se defender o tempo todo. Com o tempo, é possível começar a colocar em palavras aquilo que antes aparecia apenas como angústia ou afastamento, compreendendo melhor seus medos, suas reações e suas necessidades. Esse caminho não é imediato, mas pode permitir que a pessoa se sinta menos sozinha diante do que vive e mais capaz de sustentar vínculos de forma menos dolorosa.
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