Como pais e amigos podem usar a educação socioemocional para ajudar uma pessoa com Transtorno Obsess

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Como pais e amigos podem usar a educação socioemocional para ajudar uma pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
Dra. Emiliane Antunes
Psicanalista, Psicólogo
Muriaé
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo não se reduz a um problema de controle ou disciplina emocional. Trata-se de um modo singular de o sujeito tentar lidar com algo do seu próprio desejo e da sua angústia. As repetições e os rituais não são simples “manias”, mas tentativas de organizar um mal-estar que não encontra outra via de expressão.

Por isso, embora o acolhimento familiar seja importante, é fundamental que pais e amigos compreendam que não se trata apenas de educar emocionalmente, mas de escutar o que está em jogo naquele sofrimento. A chamada educação socioemocional pode ajudar na convivência — desde que não se transforme em exigência de autocontrole ou de normalidade.

Em muitos casos, é indicado que os próprios familiares também passem por um processo de escuta psicanalítica, para que possam compreender seus próprios afetos e ansiedades diante daquilo que o sujeito com TOC lhes causa. O tratamento, nesse sentido, não é apenas para “corrigir sintomas”, mas para abrir um espaço de fala — tanto para quem sofre quanto para quem convive.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Que bom que você trouxe essa pergunta, porque quando alguém convive com uma pessoa que tem TOC, a vontade de ajudar é enorme, mas nem sempre fica claro como fazer isso sem reforçar o sofrimento. E vale um cuidado conceitual: educação socioemocional não é “ensinar a pessoa a se controlar”, mas criar um ambiente em que ela consiga compreender suas emoções com menos culpa e menos medo do próprio funcionamento interno. Isso muda bastante o impacto do TOC no dia a dia.

Pais e amigos podem começar desenvolvendo uma presença que acolhe a emoção sem acolher o ritual. Muitas vezes, o TOC faz o cérebro reagir a incertezas como se fossem ameaças reais, e a pessoa tenta aliviar essa sensação com comportamentos repetitivos. Quando alguém próximo entende esse mecanismo, a relação ganha mais suavidade. Fico pensando no caso que você tem em mente: quais emoções costumam vir antes dos rituais? Ansiedade? Culpa? Medo de errar? Notar isso já é uma forma de educação socioemocional.

Outra forma de ajudar é oferecendo espaço para diálogo sem julgamento. Em vez de dizer “não pense nisso” ou “não faça isso”, perguntas como “o que esse pensamento tenta te proteger?”, “o que o seu corpo sente nesse momento?”, “o que você precisa para atravessar essa ansiedade sem se machucar?” costumam abrir caminhos. Quando o outro percebe que pode falar sem ser criticado, o TOC perde parte da força justamente por não precisar ficar escondido. E talvez você já tenha percebido como a repressão emocional costuma deixar tudo mais intenso.

Nos casos mais difíceis, a presença de pais e amigos também pode ajudar a pessoa a buscar acompanhamento adequado. Às vezes, o TOC dispara alarmes tão altos que apenas psicoterapia e, em algumas situações, o suporte da psiquiatria conseguem diminuir a intensidade para que a educação socioemocional realmente funcione. Esse conjunto ajuda a pessoa a compreender suas emoções, regular ansiedade e reconstruir confiança em si mesma.

Se fizer sentido conversar mais sobre como isso aparece no seu contexto ou entender estratégias mais específicas para a pessoa que você tem em mente, posso te ajudar a olhar com mais clareza. Caso precise, estou à disposição.

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