Como são as relações familiares de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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Como são as relações familiares de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
As relações familiares de pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) costumam ser atravessadas por intensidades emocionais, conflitos frequentes e, muitas vezes, por sentimentos de ambivalência — amor e rejeição, proximidade e afastamento, dependência e raiva. A pessoa com TPB tende a experimentar o vínculo de forma extremamente sensível, o que pode fazer com que pequenas atitudes do outro sejam percebidas como rejeições profundas, abandono ou ameaça à estabilidade do laço. Isso pode gerar reações intensas e desproporcionais, com mudanças bruscas de humor e comportamento.
Na psicanálise, compreendemos que essas dinâmicas muitas vezes têm raízes em vivências precoces marcadas por inconsistência afetiva, falhas de reconhecimento ou traumas relacionais. Assim, os conflitos familiares não são apenas efeitos do presente, mas também ressoam conteúdos inconscientes, demandas não simbolizadas, feridas antigas que se reatualizam nas relações atuais.
A terapia psicanalítica pode ser um espaço fundamental para o sujeito começar a compreender essas repetições. Ao falar sobre suas experiências, é possível trazer à consciência o que, até então, agia de forma impulsiva e desorganizada. A análise permite dar nome aos afetos, entender os mecanismos de defesa utilizados, trabalhar os sentimentos de vazio e a angústia de abandono, e principalmente, possibilitar novas formas de se relacionar com os outros e consigo mesmo.
Mais do que mudar o outro ou os vínculos familiares diretamente, o processo terapêutico convida o sujeito a elaborar sua posição nessas relações, ganhando mais autonomia psíquica e liberdade frente às repetições inconscientes que o aprisionam. Isso pode ser o começo de transformações significativas, inclusive na forma como os vínculos familiares são experimentados.
Na psicanálise, compreendemos que essas dinâmicas muitas vezes têm raízes em vivências precoces marcadas por inconsistência afetiva, falhas de reconhecimento ou traumas relacionais. Assim, os conflitos familiares não são apenas efeitos do presente, mas também ressoam conteúdos inconscientes, demandas não simbolizadas, feridas antigas que se reatualizam nas relações atuais.
A terapia psicanalítica pode ser um espaço fundamental para o sujeito começar a compreender essas repetições. Ao falar sobre suas experiências, é possível trazer à consciência o que, até então, agia de forma impulsiva e desorganizada. A análise permite dar nome aos afetos, entender os mecanismos de defesa utilizados, trabalhar os sentimentos de vazio e a angústia de abandono, e principalmente, possibilitar novas formas de se relacionar com os outros e consigo mesmo.
Mais do que mudar o outro ou os vínculos familiares diretamente, o processo terapêutico convida o sujeito a elaborar sua posição nessas relações, ganhando mais autonomia psíquica e liberdade frente às repetições inconscientes que o aprisionam. Isso pode ser o começo de transformações significativas, inclusive na forma como os vínculos familiares são experimentados.
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Os TPs, de modo geral produzem consequências penosas para o indivíduo, seus familiares e as pessoas próximas, pois as relações são complexas e intensas, marcadas por instabilidade, conflitos, medo do abandono e comunicação disfuncional.
Os familiares ficam, frequentemente, exaustos, confusos e buscando entender o que fizeram de errado, podendo criar um ciclo vicioso de validação/invalidação e dificuldade em estabelecer limites saudáveis.
Importante, que haja trabalho terapêutico não só com quem tenha o TP como também com a família. O padrão comportamental de quem tem TPB é mal-adaptativo, produz uma série de dificuldades para o indivíduo e àqueles que com ele convivem. De modo geral, esse padrão está em desacordo com a expectativa da cultura na qual o paciente cresceu e/ou se situa.
Os familiares ficam, frequentemente, exaustos, confusos e buscando entender o que fizeram de errado, podendo criar um ciclo vicioso de validação/invalidação e dificuldade em estabelecer limites saudáveis.
Importante, que haja trabalho terapêutico não só com quem tenha o TP como também com a família. O padrão comportamental de quem tem TPB é mal-adaptativo, produz uma série de dificuldades para o indivíduo e àqueles que com ele convivem. De modo geral, esse padrão está em desacordo com a expectativa da cultura na qual o paciente cresceu e/ou se situa.
Com frequência, são relações marcadas por ambivalência. Existe amor, mas também muita dor, conflitos, mágoas antigas e sensação de não ser compreendido. Muitos pacientes relatam se sentir vistos como “difíceis”, “sensíveis demais” ou “problemáticos” dentro da própria família. A terapia ajuda a ressignificar essas experiências e a construir limites mais saudáveis.
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