Como um psicólogo pode ajudar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lidar com a frustr
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Como um psicólogo pode ajudar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lidar com a frustração e a perda de identidade devido à doença?
Só como observação inicial, o psicólogo deve atender a esse paciente preferívelmente junto com o médico reumatologista e o psiquiatra (se for necessário), isto porque alguns medicamentos prescritos pelo reumatologista e, necessários no tratamento da doença, podem produzir alterações no humor do paciente.
O psicólogo pode auxiliar de várias maneiras um paciente com (LES). Primeiro acolhendo o paciente no sentido de entender a dor e a importância do que ele vem passando na vida dele. Em segundo lugar, auxiliar o paciente a passar pela fase mais "brava" que seria a fase inicial onde há raiva, negação e o questionamento de "porque comigo?"
Logo após será importante mostrar ao paciente que há muito o que ser feito para que ele possa viver com qualidade física e mental nesta nova fase da vida. Demosntrar que viver bem é possível se fizermos adaptações necessárias como:
Ser mais complacente consigo mesmo, aceitando a redução de expectativas, comemorando o atingimento de novas metas (menores mais adequadas a realidade atual) e, por fim ensinar o paciente a utilizar de novas ferramentas como mindfulness e a restruturação cognitiva para esta nova fase.
A frustação vem muito da expectativa que se está acostumado a ter. Importante mudar a forma que o paciente passará a tratar de si mesmo. Mostra através da técnica do PACING que pode-se usar menos energia para que se consiga fazer sem se frustrar (não se deixar mais tratar o sucesso somente como 100%) o sucesso também está abaixo disso desde que a expectativa também esteja!
Outro fato importante para lidarmos é trocar a "cura" por "tratamento eficaz" e assim se satisfazer com os pequenos avanços atingidos com o tratamento.
Por fim, há meios sim de prover uma qualidade de vida para este paciente, mostrando que não houve a perda de toda uma identidade, mas algumas mudanças que manterão o paciente bem em um outro cenário e com outras perspectivas também interessantes.
O psicólogo pode auxiliar de várias maneiras um paciente com (LES). Primeiro acolhendo o paciente no sentido de entender a dor e a importância do que ele vem passando na vida dele. Em segundo lugar, auxiliar o paciente a passar pela fase mais "brava" que seria a fase inicial onde há raiva, negação e o questionamento de "porque comigo?"
Logo após será importante mostrar ao paciente que há muito o que ser feito para que ele possa viver com qualidade física e mental nesta nova fase da vida. Demosntrar que viver bem é possível se fizermos adaptações necessárias como:
Ser mais complacente consigo mesmo, aceitando a redução de expectativas, comemorando o atingimento de novas metas (menores mais adequadas a realidade atual) e, por fim ensinar o paciente a utilizar de novas ferramentas como mindfulness e a restruturação cognitiva para esta nova fase.
A frustação vem muito da expectativa que se está acostumado a ter. Importante mudar a forma que o paciente passará a tratar de si mesmo. Mostra através da técnica do PACING que pode-se usar menos energia para que se consiga fazer sem se frustrar (não se deixar mais tratar o sucesso somente como 100%) o sucesso também está abaixo disso desde que a expectativa também esteja!
Outro fato importante para lidarmos é trocar a "cura" por "tratamento eficaz" e assim se satisfazer com os pequenos avanços atingidos com o tratamento.
Por fim, há meios sim de prover uma qualidade de vida para este paciente, mostrando que não houve a perda de toda uma identidade, mas algumas mudanças que manterão o paciente bem em um outro cenário e com outras perspectivas também interessantes.
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Oi, é um prazer te ter por aqui.
A frustração e a sensação de perda de identidade são dois dos impactos emocionais mais profundos que o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) pode trazer. Um psicólogo tem um papel essencial em ajudar o paciente a reconstruir significado, autonomia e autoestima, não negando a realidade da doença, mas ajudando a reorganizar a vida em torno dela de forma mais saudável e possível.
Um psicólogo ou uma psicóloga pode:
• Validar o luto pelas perdas (energia, rotina, corpo, planos).
• Reconhecer que a doença muda a vida, mas não define a pessoa.
• Criar um espaço seguro para expressar raiva, medo e tristeza.
• Explorar valores pessoais que permanecem apesar da doença.
• Identificar papéis que ainda fazem sentido (amigo, profissional, pai/mãe, criativo).
• Ajudar o paciente a perceber que identidade não é fixa, ela se adapta.
• Trabalhar gradualmente a retomada de atividades significativas.
• Ajudar a identificar o que é possível, o que precisa ser ajustado e o que realmente deve ser evitado.
• Reduzir comportamentos de evitação que aumentam a sensação de incapacidade.
• Planejamento flexível de rotinas.
• Estratégias para lidar com dias ruins sem se culpar.
• Construção de metas pequenas e alcançáveis.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços
A frustração e a sensação de perda de identidade são dois dos impactos emocionais mais profundos que o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) pode trazer. Um psicólogo tem um papel essencial em ajudar o paciente a reconstruir significado, autonomia e autoestima, não negando a realidade da doença, mas ajudando a reorganizar a vida em torno dela de forma mais saudável e possível.
Um psicólogo ou uma psicóloga pode:
• Validar o luto pelas perdas (energia, rotina, corpo, planos).
• Reconhecer que a doença muda a vida, mas não define a pessoa.
• Criar um espaço seguro para expressar raiva, medo e tristeza.
• Explorar valores pessoais que permanecem apesar da doença.
• Identificar papéis que ainda fazem sentido (amigo, profissional, pai/mãe, criativo).
• Ajudar o paciente a perceber que identidade não é fixa, ela se adapta.
• Trabalhar gradualmente a retomada de atividades significativas.
• Ajudar a identificar o que é possível, o que precisa ser ajustado e o que realmente deve ser evitado.
• Reduzir comportamentos de evitação que aumentam a sensação de incapacidade.
• Planejamento flexível de rotinas.
• Estratégias para lidar com dias ruins sem se culpar.
• Construção de metas pequenas e alcançáveis.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços
Quando a gente passa por mudanças difíceis, é comum sentir que perdeu um pouco de si, e isso pode trazer muita frustração. Mas esse sentimento não precisa ser enfrentado sozinho.
Na psicoterapia, o espaço é justamente para você se reconectar com quem você é, com mais cuidado e menos cobrança. Aos poucos, você vai aprendendo a lidar melhor com o que sente, acolher suas emoções e se perceber de uma forma mais gentil.
Mais do que tentar voltar a ser como antes, o processo te ajuda a se reconhecer no presente, com mais equilíbrio e segurança emocional.
Na psicoterapia, o espaço é justamente para você se reconectar com quem você é, com mais cuidado e menos cobrança. Aos poucos, você vai aprendendo a lidar melhor com o que sente, acolher suas emoções e se perceber de uma forma mais gentil.
Mais do que tentar voltar a ser como antes, o processo te ajuda a se reconhecer no presente, com mais equilíbrio e segurança emocional.
Conviver com o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) pode trazer mudanças importantes na rotina, no corpo e na forma como a pessoa se percebe. A frustração e a sensação de perda de identidade são reações compreensíveis diante de uma condição que exige adaptações constantes e, muitas vezes, limitações.
O psicólogo pode ajudar oferecendo um espaço de escuta acolhedora, onde esses sentimentos possam ser reconhecidos e elaborados com cuidado. Na psicoterapia, é possível compreender o impacto emocional da doença, ressignificar a relação com o próprio corpo e reconstruir, aos poucos, uma identidade que vá além do diagnóstico. Também se trabalha o fortalecimento emocional para lidar com as incertezas e os desafios do dia a dia.
Buscar esse apoio é um gesto de cuidado consigo. O processo terapêutico pode ajudar a transformar esse momento difícil em um caminho de maior compreensão, aceitação e reconexão com quem você é, para além da doença.
O psicólogo pode ajudar oferecendo um espaço de escuta acolhedora, onde esses sentimentos possam ser reconhecidos e elaborados com cuidado. Na psicoterapia, é possível compreender o impacto emocional da doença, ressignificar a relação com o próprio corpo e reconstruir, aos poucos, uma identidade que vá além do diagnóstico. Também se trabalha o fortalecimento emocional para lidar com as incertezas e os desafios do dia a dia.
Buscar esse apoio é um gesto de cuidado consigo. O processo terapêutico pode ajudar a transformar esse momento difícil em um caminho de maior compreensão, aceitação e reconexão com quem você é, para além da doença.
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