É normal não ser capaz de ficar triste por colocar os outros sempre em frente? Venho passando por um

É normal não ser capaz de ficar triste por colocar os outros sempre em frente? Venho passando por um turbilhão de horrores, que somatizam e acabam com o meu corpo mas deixo tudo de lado pois sempre parece que o outro precisa mais, de atenção, de cuidado e de mim. Faz duas semanas que passei a tomas o fluoxetina mas ainda não vi efeito.

37 respostas


Olá! Você dizendo que não está passando por um momento que te deixa feliz, te sobrecarrega e acabam com seu corpo, evidencia a necessidade de buscar um acompanhamento psicológico. É normal não estar feliz, há diversos momentos em nossas vidas que ficamos tristes e passamos por coisas ruins, mas não pode ser considerado saudável não estar satisfeita consigo e sua saúde mental. O uso do medicamento psiquiátrico sem um acompanhamento psicológico, em grande parte dos casos, não oferece o melhor resultado, tendo em vista que o medicamento pode ajudar nos sintomas, mas as causas e a profundidade delas continuam não sendo tratadas. Recomendo que busque um psicólogo, pode ser muito importante para lidar com essas questões. Abraços!

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É importante olhar para qual está sendo a função de continuar colocando os outros sempre em frente, refletir se isso é o que dá sentido na sua vida, se é isso que te deixa feliz (se for, teriam outras formas mais funcionais de se sentir feliz?), se você ganha algo com este comportamento. Também é interessante voltar o olhar pra você, afinal, por que o outro precisa de mais atenção e cuidado do que você? Isso é o que você acredita ou o que te ensinaram a acreditar? Quem cuida também precisa ser cuidado! Se você voltasse o olhar para você, o que enxergaria? Diante disso, é importante trabalhar a sua autopercepção, sua autoestima, a sua relação com você! O seu corpo já está pedindo ajuda, talvez seja a hora de ouvi-lo. Espero que fique bem!


Necessário identificar por que os outros são mais importantes de você. Os sintomas já estão aparecendo, somatizando. Sugiro agendar consulta com psicólogo


Você precisa iniciar seu processo de autoconhecimento para compreender o que te faz não se colocar em primeiro lugar nas relações. Melhoras. Abraço!


De acordo com seu texto, acredito que seja um quadro de baixa autoestima e deve ser tratado com psicoterapia. Sempre devemos nos colocar em primeiro lugar. Você precisa estar inteiro e bem para ajudar o próximo. É de suma importância esse autovalor. Isso não é egoísmo, mas sim autoestima. Aconselho-te a procurar uma psicóloga para tratar isso em psicoterapia. Não vai se arrepender. É maravilhoso o autoconhecimento. Espero ter ajudado desde já me ponho à disposição Melhoras para ti!


Colocar os outros sempre como prioridade parece estar sendo uma ótima forma de não ficar triste com teu próprio turbilhão de horrores, não é? E provavelmente, lá no fundo, você tenha um medo de que, se desabar, não terá ninguém que te entenda, ou que te cuide... pensa nisto... Com relação à fluoxetina, 14dias são o tempo mínimo para começar a fazer algum efeito, e muitas vezes é necessário ajustes de dose para atingir o efeito terapêutico necessário. Mas a medicação, por si só, não vai alterar tua dinâmica de vida de deixar-se em último lugar... recomendo que busque apoio em grupos de codependentes anônimos (pesquise no google por codabrasil), e avalie seriamente a importância de buscar ajuda psicoterapêutica também...


Olá! Como os colegas ja pontuaram e importante buscar ajuda de um profissional para tratar em psicoterapia. Abraços.


A Fluoxetina ou qualquer outra medicação não vai modificar sua posição subjetiva, de priorizar os desejos e demandas do outro em detrimento dos seus. A medicação age sobre os efeitos colaterais dessa posição. A Fluoxetina é um antidepressivo com pouco efeito ansiolítico. Não é pela via medicamentosa que você consegue alterar uma característica de sua subjetividade; isso se dá exclusivamente pela via psicológica. Procure um Psicólogo Clínico ou Psicanalista e inicie um tratamento urgente, pois quando se entra com remédio psiquiátrico, é certo que já passou da hora do paciente entrar em terapia. A sua posição subjetiva é consequência de seu modo singular, único, seu, de lidar com as suas experiências de vida, suas expectativas, as situações difíceis, seus pequenos e grandes traumas, com as pessoas e com o mundo. É fundamental alterar esse modo de ser e de estar no mundo. Essa posição subjetiva é de caráter passivo, dando ao outro o papel de prioridade. Portanto, ela é sumamente adoecedora. Procure um Psicólogo Clínico ou Psicanalista urgente e inicie um tratamento sério que os resultados vão aparecer progressivamente.

Paulo Renato Oliveira

Paulo Renato Oliveira

Psicanalista

Rio de Janeiro

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Não é normal e tão pouco saudável para você em todos os sentidos! Sempre que não nos permitimos sentir algum sentimento,esse se expressa por outras vias incorretas como no corpo por exemplo! É muito importante ter empatia pelo outro,mas primeiro precisamos passar pelo autocuidado e amor próprio! Além da medicação é essencial que busque por psicoterapia!


Olá, o primeiro passo você já deu, que é identificar esse padrão! Quando um padrão acontece mantém num ciclo vicioso e muitas vezes nos paralisa deixando para nosso corpo um trabalho pesado… busque ajuda de um psicólogo que vai poder lhe auxiliar nesse processo de autoconhecimento! Bom Caminho!


Olá, vale refletir de onde vem esta necessidade de colocar os outros sempre a frente de você mesmo. Quais são as suas demandas que chama de turbilhão de horrores? Na psicoterapia poderá falar mais sobre si mesmo e descobrir os motivos de te colocar em segundo plano. Bom caminho!

Ricardo C. Koury

Ricardo C. Koury

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Ola, é muito comum encontrarmos pessoas que abrem mão de si mesmas pelo outro. Isto é muito bom até certa medida, e esse limite é muito sutil, se não cuidar você acaba se anulando e vivendo em função do outro a ponto de adoecer. Seria importante trabalhar o que te leva a se preocupar mais com o outro do que com você. Quanto à medicação, seria importante verificar com o médico que a receitou, lembrando, contudo, que a medicação precisa ser acompanhada de uma psicoterapia, para que vc efetivamente altere esses padrões de comportamento e tenha uma vida de mais qualidade e leveza.

Flávia Camargo

Flávia Camargo

Psicólogo

São Caetano do Sul

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Olá, existe uma necessidade do convívio em sociedade (É formado laços emocionais entre familiares e amigos), as vezes é difícil impor limites ao outro, o que acaba levando a colocar as necessidades do outro em primeiro lugar, entretanto se isso lhe machuca deve ser avaliado por um profissional, procure um psicólogo que possa lhe auxiliar.


Olá, muitas pessoas acabam colocando o outro como prioridade para evitar o desconforto de lidar consigo mesmo. Inicie o processo de psicoterapia, esse pode ser o primeiro passo para o seu autocuidado e para o processo de autoconhecimento. E lembre-se a medicação é mais efetiva quando vinculada a psicoterapia. Um abraço!

Letícia de Paulo

Letícia de Paulo

Psicólogo

Belo Horizonte

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Olá! Como vai? O remédio é um excelente tratamento quando acompanhado por um tratamento que seja concomitante a psicoterapia. O remédio pode até ajudar, mas não tratará a origem do que de fato está acontecendo com você. Procure um profissional que vá te ajudar nesse processo! Boa sorte!

Marcela Santos

Marcela Santos

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Olá! Penso que talvez você se enquadre naquele perfil de pessoa que é doadora, atenciosa e generosa. Sua generosidade pode estar te conduzindo a este olhar atencioso para as necessidades dos outros. E não há nenhum problema com a generosidade. É uma virtude que deve ser cultivada. O problema pode residir no fato de sua generosidade não se estender a você. Você precisa se incluir nessa generosidade que você oferece aos outros. Você precisa ser generosa e atenciosa com você também. É necessário um aprendizado para o 'cuidar melhor de si'. Procure apoio psicológico para te ajudar nesse momento. Somente a medicação não é suficiente para que você consiga encontrar a melhor forma de pensar, sentir e agir na sua vida.


Olá! Estou entendendo que você tem dificuldade de olhar para as suas necessidades e de cuidar bem de si. E acho que esta situação causa muito sofrimento. Você já começou a tratar este sofrimento do ponto de vista médico, agora, recomendo que você procure também, por ajuda psicológica.


Sim, você fica triste por priorizar o cuidado do outro, que de alguma forma é importante para você, sugiro psicoterapia, boa sorte.


A parte boa de tudo isso é quer você reconheceu que tem um problema e que está trazendo angústia para vida, foi buscar ajuda e começou com uma medicação. A fluoxetina deve ser tomada todos os dias e seu efeito pode levar de 2 a 6 semanas para ser percebido mais evidentemente, isto varia em cada organismo, então pode ser cedo para ver resultados. O que lhe falta agora é entender porque você funciona desta maneira, quais crenças estão aí dentro que fazem com que sua necessidade de ser bom e de servir os outros seja maior do que suas necessidades e felicidade pessoal. Pode haver uma série de possibilidades nestas suas afirmações e algumas podem ajudar você a se compreender melhor. Sugiro fazer o tratamento completo que seria a medicação mais a psicoterapia. Qualquer outra dúvida é só entrar em contato. Espero ter ajudado


A psicanálise pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo com você e ajudar a lidar com esses sentimentos e emoções. Ela pode ajudar a identificar as causas subjacentes desses sintomas e ajudar a encontrar maneiras de lidar com eles. A psicanálise também pode ajudar a desenvolver habilidades para lidar com a ansiedade, a depressão e outros problemas emocionais. Ela também pode ajudar a desenvolver habilidades para lidar com as relações interpessoais e ajudar a melhorar a autoestima. Além disso, a psicanálise pode ajudar a desenvolver habilidades para lidar com o estresse, aumentar a consciência de si mesmo e ajudar a desenvolver uma visão mais positiva da vida.


Olá, Sim é normal. Acontece muito como mulheres, pois, somos naturalmente voltadas ao cuidado com o outro. Mas precisamos saber que o limite disso, senão podemos ficar sim doentes com esse excesso. Procure terapia para te ajudar a entender a sua historia e como colocar limites nas pessoas com que mais convive.


Não entendi sua pergunta, penso que não devemos não devemos ficar nem tristes nem felizes por colocar os outros à frente, a felicidade ou tristeza não dependem do papel que o outro tem na minha vida. Entretanto, claramente esse comportamento está trazendo prejuízo e sofrimento para sua vida e, portanto, uma ação deve ser tomada. Como informado por um colega anteriormente, não é através de medicação que você vai resolver uma questão psíquica, que tem a ver com seu posicionamento. Minha orientação é fazer terapia. Abraço

Gisele Rodrigues

Gisele Rodrigues

Psicólogo

Florianópolis

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Entendo como pode ser difícil colocar os outros sempre em primeiro lugar e deixar de lado suas próprias necessidades. Durante nossa vida com as experiências que temos vamos desenvolvendo estratégias para lidar com as situações que acontecem e talvez em algum momento essa estratégia foi importante. Porém chega uma hora que algumas estratégias passam a ser disfuncionais e agora seu corpo está sinalizando que essas apenas priorizar o outro pode estar se tornando disfuncional A fluoxetina pode levar algum tempo para apresentar efeitos significativos, e além dela que irá tratar os sintomas é importante que você trate as causas, por isso, recomendo continuar com o tratamento prescrito e, além disso, considerar iniciar a psicoterapia. A terapia pode ser um espaço seguro para explorar esses padrões, aprender novas estratégias para lidar com as situações da vida e encontrar um equilíbrio entre cuidar dos outros e, ao mesmo tempo, cuidar de si mesmo. Se tiver mais dúvidas ou precisar de mais informações, estou à disposição!


Pelo seu pequeno relato, a dificuldade de olhar para seus próprios problemas e necessidades, faz com que busque ajudar o próximo. Isto não é ruim, mas precisamos cuidar da gente primeiro, para que conseguir colaborar com o outro de forma mais saudável. As medicações são colaboradoras neste processo, mas não solucionam o problema na raiz. O autoconhecimento via psicoterapia seria o mais indicado. Fico a disposição!


Olá! Compreendo o quão desafiador pode ser sentir-se constantemente pressionado a colocar as necessidades dos outros acima das suas próprias. É um ato de amor e generosidade cuidar tanto dos outros, mas é crucial lembrar que também merece receber cuidado e atenção. A sua somatização é um sinal de que suas emoções estão afetando profundamente seu bem-estar físico e mental, e isso merece uma atenção especial. Embora o início do tratamento com fluoxetina seja um passo importante, lembre-se de que os efeitos podem levar algum tempo para se manifestarem completamente. Nesse processo, é essencial que você esteja em acompanhamento psicológico. Você merece esse cuidado, e encontrar um equilíbrio entre suas necessidades e as dos outros é uma jornada valiosa em direção ao seu bem-estar emocional. Desejo que fique bem e saiba que estou aqui para te apoiar <3


Olá! Que bom que você deu este primeiro passo em busca de respostas e autoconhecimento! A psicoterapia pode te auxiliar a compreender e lidar de forma funcional com as situações cotidianas, evitando esta sobrecarga tanto física quanto emocional, que acaba afetando seu corpo, trazendo ainda mais dificuldade e sofrimento. O uso do medicamento pode ajudar como complemento ao tratamento, porém, assim como outros profissionais também pontuaram, ele por si só não conseguirá te auxiliar na resolução das tuas dificuldades cotidianas e emocionais. Busque um psicólogo de sua confiança para te auxiliar neste caminho de autoconhecimento. Fico à disposição!


É bastante comum que, ao priorizar constantemente as necessidades dos outros, você acabe negligenciando as suas próprias emoções. Esse comportamento pode gerar um acúmulo de estresse e frustração, que, em vez de se expressarem em tristeza, podem se manifestar de outras formas, como somatizações no corpo. A fluoxetina pode levar algum tempo até mostrar resultados, mas é importante lembrar que o tratamento psicológico também pode ser um complemento fundamental nesse processo. A psicoterapia pode ajudá-lo a entender as razões de colocar os outros em primeiro lugar e trabalhar na construção de uma relação mais saudável consigo mesmo, promovendo equilíbrio e autocompaixão.

André Luiz Almeida

André Luiz Almeida

Psicólogo

Belo Horizonte

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Olá. Se você for mulher, é muito compreensível. Nós somos socializadas através do heterocentramento. Isso significa que aprendemos a colocar o outro sempre no centro da nossa vida. Os outros. Aprendemos que temos valor enquanto mulher dessa forma. Então é um processo de desconstrução enxergar isso. A medicação não vai te fazer refletir sobre isso, mas terapia sim. Me coloco à disposição caso queira marcar um acolhimento ou acompanhamento psicológico.


É importante que você reconheça que se colocar como prioridade é essencial para manter sua saúde física e mental, assim como necessário para conseguir dar suporte aos demais. A Terapia pode ajudar a identificar esses padrões de comportamento buscando respeitar as limitações entre cuidar de si e dos outros. Quanto ao uso de fluoxetina, os medicamentos podem levar algumas semanas para apresentar efeitos significativos, se você sentir que os efeitos do medicamento estão demorando ou não sendo os esperados, é sempre importante comunicar ao seu médico. Mas vale ressaltar que a medicação trata o sintoma e não a causa, por isso a importância da psicoterapia.


É muito comum que, quando estamos em um momento de muita sobrecarga emocional, acabemos priorizando as necessidades dos outros em detrimento das nossas, a ponto de negligenciar nosso próprio sofrimento. Isso pode ser um reflexo de padrões de cuidado e sacrifício, muitas vezes aprendidos ao longo da vida, que nos levam a achar que nossa dor não é tão importante ou que os outros precisam mais de nós. No entanto, isso pode levar a um acúmulo de emoções não processadas e até à somatização, como você mencionou, impactando a saúde física e emocional. É importante lembrar que cuidar de si mesma não é egoísmo; pelo contrário, é essencial para que você consiga dar o melhor de si para os outros sem se prejudicar. O fato de você estar tomando a fluoxetina é um passo importante, mas os efeitos dos antidepressivos podem demorar algumas semanas para se manifestar de forma mais perceptível. Nesse tempo, pode ser útil também buscar apoio terapêutico para trabalhar esses sentimentos de sobrecarga e o padrão de colocar os outros em primeiro lugar, para que você possa se cuidar de forma mais equilibrada. Lembre-se de que seu sofrimento também merece atenção, e buscar ajuda para processá-lo pode aliviar o peso que você tem carregado


Bom dia, o medicamento demanda mais tempo para ter algum efeito, no entanto é importante que você busque por uma psicóloga ou psicólogo para fazer um acompanhamento em conjunto, principalmente no caso de um diagnóstico de transtorno de depressão maior. Assim também, será possível questionar e refletir sobre esse lugar do outro na sua vida e os sintomas que você apresenta.


Olá, sinto muito pela situação difícil que esteja passando. A capacidade de não ficar triste por colocar a necessidade do outro em prioridade, pode ser um indício de uma defesa para não acessar a sua tristeza. Geralmente em momentos difíceis uma forma de nos proteger é evitar entrar em contato com a parte que nos faz sentir fragilidade, impotência, tristeza, medo, raiva. Por isso é recomendado que possa passar por essa fase com um acompanhamento psicológico, pra que tenha suporte emocional e possa também construir ferramentas pra aprender a lidar com esses desafios. Nós tendemos a ir pelo caminho mais fácil, mais conhecido, mas as vezes precisamos desenvolver novas formas de enfrentamento na vida para sermos mais honestos conosco e com quem se relaciona com a gente.

Beatriz Guimarães

Beatriz Guimarães

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Olá, O que você está sentindo é muito válido, e não, não é "normal" no sentido de saudável ignorar a própria dor para cuidar dos outros o tempo todo. Muitas vezes, esse padrão vem de crenças profundas, como "o sofrimento dos outros é mais importante que o meu" ou "se eu parar para cuidar de mim, estou sendo egoísta". Mas a verdade é que você também merece atenção, cuidado e espaço para sentir suas emoções. Estou aqui para te ajudar! Sobre a fluoxetina: Ela pode levar algumas semanas para fazer efeito, geralmente entre 4 a 6 semanas para um impacto mais perceptível. Mas é importante a combinação da terapia com o uso desse medicamento para que você se perceba melhor.


Olá, É muito comum colocar os outros a frente de si e possivelmente isso está relacionado com a forma como você enxerga o mundo e a si. Porém veja que você não está priorizando suas emoções e por isso o corpo está encontrando uma forma de te sinalizar que tem algo errado. É interesse você procurar um profissional da psicologia para te ajudar a desenvolver técnicas de regulação emocional para você lidar melhor suas emoções.

Elaine Medeiros

Elaine Medeiros

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Olá! O que você descreveu é mais comum do que parece, mas isso não significa que seja leve. Quando você sempre se coloca em último lugar, quando engole a própria dor pra cuidar dos outros, o corpo acaba gritando tudo aquilo que você não consegue dizer e esse grito vem em forma de cansaço, dor, confusão, exaustão. A dificuldade em sentir tristeza por você mesma, enquanto cuida de todo mundo, pode parecer força… mas, no fundo, é uma forma antiga e solitária de sobrevivência. E viver assim, aos poucos, vai apagando você. A fluoxetina pode ajudar mas remédio nenhum, sozinho, ensina alguém a se ouvir de verdade. Você não precisa ser forte o tempo todo, nem dar conta de tudo sozinha. Existe um caminho possível entre cuidar do outro e se cuidar também. E talvez agora seja a hora de aprender esse caminho. Se você sentiu que essa fala te alcançou, marca uma sessão comigo. Vamos conversar de verdade sobre o que você tem calado.


Olá! Sinto muito por estar se sentindo triste e percebendo os efeitos desse sofrimento no seu corpo. Acredito que priorizar o cuidado dos outros possa ser algo que foi acontecendo ao longo da sua vida e cuidar de si foi se tornando algo secundário. Não impressiona que esteja em sofrimento, já que pode estar se sentindo sobrecarrega e negligenciada por si mesma. O atendimento psicológico deve ser aliado ao medicamentoso pois explora justamente o que te faz permanecer tendo determinados tipos de posicionamento mesmo que eles sejam danosos a você. O foco é entender profundamente como esse cuidar dos outros foi se cristalizando e poder construir novos caminhos!

Nycolle  Ricarto

Nycolle Ricarto

Psicólogo

Belo Horizonte

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O que você trouxe é mais comum do que parece, e não, não é natural que alguém precise apagar a própria dor para funcionar pelos outros. O corpo começa a gritar quando a mente está cansada de não ser ouvida. Quando tudo vira prioridade, menos o que você sente, algo vai se desligando por dentro... e aí até a tristeza, que deveria ser uma forma do corpo mostrar que algo precisa de cuidado, fica soterrada. Essa sensação de "não conseguir ficar triste" pode ser uma defesa que se construiu para conseguir dar conta de tudo, um tipo de desligamento emocional que protege do colapso, mas que cobra um preço: somatizações, cansaço profundo, e uma sensação de estar ausente até de si. Sobre a medicação: duas semanas ainda é muito cedo. A fluoxetina costuma levar de 3 a 6 semanas para começar a ter efeito mais perceptível, e esse tempo varia de pessoa para pessoa. A parte emocional também precisa de espaço para reorganizar o que foi ficando represado por tanto tempo. Talvez agora seja o momento de olhar para você com a mesma atenção que oferece aos outros. Ninguém aguenta por muito tempo ser o chão sem ser acolhido também. O cuidado começa por deixar de se abandonar. Se quiser, posso te ajudar a entender como começar esse movimento sem culpa. Só me dizer.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.