“Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), há diferença na estabilidade do func
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respostas
“Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), há diferença na estabilidade do funcionamento psicossocial e ocupacional em comparação à estabilidade da regulação afetiva ao longo do curso longitudinal do transtorno?”
Sim. Em Transtorno de Personalidade Borderline, estudos longitudinais demonstram que a estabilidade do funcionamento psicossocial e ocupacional pode evoluir de maneira diferente da estabilidade da regulação afetiva.
De forma geral:
o funcionamento ocupacional, social e adaptativo tende a apresentar melhora progressiva em parte dos pacientes ao longo dos anos;
enquanto a desregulação afetiva frequentemente persiste de forma mais crônica e oscilante.
Isso significa que muitos pacientes conseguem:
manter trabalho;
estudar;
estruturar rotina;
desenvolver maior adaptação interpessoal;
reduzir comportamentos impulsivos graves,
mas continuam apresentando:
intensa labilidade emocional;
hipersensibilidade interpessoal;
sentimentos de vazio;
reatividade ao abandono;
sofrimento subjetivo persistente.
Os sintomas comportamentais mais agudos do TPB tendem a diminuir com o tempo, porém os componentes temperamentais ligados à instabilidade afetiva costumam apresentar maior persistência longitudinal.
Assim, existe uma relativa dissociação entre:
melhora funcional externa;
e
estabilidade emocional interna.
Essa diferença é considerada um dos aspectos centrais da evolução longitudinal do TPB e ajuda a explicar por que alguns pacientes aparentam maior estabilidade adaptativa mesmo mantendo importante vulnerabilidade emocional.
De forma geral:
o funcionamento ocupacional, social e adaptativo tende a apresentar melhora progressiva em parte dos pacientes ao longo dos anos;
enquanto a desregulação afetiva frequentemente persiste de forma mais crônica e oscilante.
Isso significa que muitos pacientes conseguem:
manter trabalho;
estudar;
estruturar rotina;
desenvolver maior adaptação interpessoal;
reduzir comportamentos impulsivos graves,
mas continuam apresentando:
intensa labilidade emocional;
hipersensibilidade interpessoal;
sentimentos de vazio;
reatividade ao abandono;
sofrimento subjetivo persistente.
Os sintomas comportamentais mais agudos do TPB tendem a diminuir com o tempo, porém os componentes temperamentais ligados à instabilidade afetiva costumam apresentar maior persistência longitudinal.
Assim, existe uma relativa dissociação entre:
melhora funcional externa;
e
estabilidade emocional interna.
Essa diferença é considerada um dos aspectos centrais da evolução longitudinal do TPB e ajuda a explicar por que alguns pacientes aparentam maior estabilidade adaptativa mesmo mantendo importante vulnerabilidade emocional.
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