Estou muito triste, meu bebê de 1 ano e 4 meses teve a 30 dias 1 convulsão febril, passamos com a ne

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Estou muito triste, meu bebê de 1 ano e 4 meses teve a 30 dias 1 convulsão febril, passamos com a neoro e por desencargo ela pediu RM e hoje saiu o exame constando “ Lesões tipo gliose/ encefalomalácia, sequelares, na substância branca profunda dos lobos frontais e parietais”
Devido ao final do ano só temos retorno ano que vem!
Meu bebê é tão saudável, super inteligente, não fala tudo mais está dentro do esperado da idade, feliz.. é normal constar esse resultado diante da convulsão ser recente ? Ou não está ligado ? Quando ele tinha 5 meses caiu da cama, pode estar relacionado ?
Dr. Gustavo Holanda
Neurologista pediátrico
Recife
Compreendo sua angústia. Ler um laudo desses, ainda mais quando se trata de um bebê saudável, ativo e feliz, é assustador mesmo. É natural que a cabeça vá direto para o pior cenário, mas é importante colocar essas informações no devido contexto médico.

Convulsão febril é um evento relativamente comum na infância, especialmente entre 6 meses e 5 anos. Na imensa maioria dos casos, ela é benigna, não deixa sequelas e não provoca lesões estruturais no cérebro. Uma convulsão febril simples, isolada, como a que você descreve, não costuma causar gliose nem encefalomalácia. Essas alterações que aparecem na ressonância não surgem em questão de dias ou semanas após uma convulsão. Elas indicam algo antigo, já cicatrizado, que ocorreu em outro momento da vida.

Gliose e encefalomalácia são termos técnicos para dizer que houve, no passado, uma pequena agressão ao tecido cerebral, seguida de um processo de cicatrização. Muitas vezes isso acontece ainda na gestação, no parto ou nos primeiros meses de vida, sem dar qualquer sinal clínico evidente. Em muitos casos, a criança cresce normalmente, se desenvolve bem, anda, brinca, entende, aprende, fala dentro do esperado e ninguém jamais suspeitaria de nada se não fosse um exame de imagem feito por outro motivo.

O fato de seu filho ser descrito como saudável, inteligente, ativo, feliz e com desenvolvimento compatível com a idade é um dado clínico muito forte a favor de um bom prognóstico. Em neurologia infantil, o exame mais importante é a criança na sua frente, não o papel do laudo. Exames complementam, não definem sozinhos.

Quanto à queda da cama aos 5 meses, esse é um medo muito comum entre os pais. Quedas leves, sem perda de consciência, sem convulsão na época, sem internação ou sinais neurológicos importantes logo após, raramente causam esse tipo de alteração profunda na substância branca. Lesões traumáticas capazes de gerar encefalomalácia costumam vir acompanhadas de quadros graves no momento do trauma, o que claramente não foi o caso. Portanto, pela descrição, é pouco provável que essa queda explique o achado da ressonância.

Também não é esperado que uma convulsão febril recente “apareça” na ressonância como gliose ou encefalomalácia. Esses achados não se formam em 30 dias. Eles falam de passado, não de um evento agudo recente.

Entendo a aflição de ter que esperar o retorno com a neurologista, ainda mais nessa época do ano. Mas, com os dados que você trouxe, não há sinais de urgência ou de algo incompatível com uma infância normal. O mais provável é que a médica vá correlacionar o exame com o excelente desenvolvimento do seu filho e, muitas vezes, apenas acompanhar.

Em uma teleconsulta é possível analisar o laudo com calma, ouvir toda a história desde a gestação, o parto e o desenvolvimento, explicar cada termo do exame e orientar os próximos passos com mais tranquilidade. Hoje a Telemedicina permite, inclusive, teleconsultas de segunda opinião de forma conveniente, rápida, segura e discreta, com médicos experientes e bem avaliados. Plataformas como a Doctoralia ajudam você a escolher profissionais com alto índice de satisfação e qualidade no atendimento.

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Dr. Lázaro Inácio Araújo Rodrigues
Pediatra, Neurologista pediátrico
Salvador
Entendo sua preocupação, e é muito natural ficar angustiada diante de um resultado de ressonância magnética com termos técnicos como “gliose” e “encefalomalácia”. Vou esclarecer de forma geral:

- **Gliose/encefalomalácia sequelares**: esses termos indicam áreas do cérebro que sofreram algum tipo de lesão no passado e que cicatrizaram. Não são alterações que aparecem por causa de uma convulsão febril recente; convulsões febris simples, em geral, não deixam marcas no cérebro.
- **Possíveis causas**: essas lesões podem estar relacionadas a eventos anteriores, como falta de oxigênio em algum momento, infecções, ou até traumas. A queda que você mencionou aos 5 meses poderia ser uma hipótese, mas só o neuropediatra pode correlacionar o exame com a história clínica.
- **Importante**: o fato de seu bebê estar saudável, feliz e dentro do esperado para a idade é um sinal muito positivo. Muitas vezes, essas alterações de imagem não se traduzem em prejuízos no desenvolvimento, especialmente quando a criança está evoluindo bem.
- **Próximos passos**: o ideal é aguardar a avaliação do neuropediatra, que vai interpretar o exame dentro do contexto clínico. Até lá, continue observando o desenvolvimento e registre qualquer novo episódio ou comportamento diferente para relatar na consulta.

Em Salvador, neuropediatras em bairros como Pituba, Barra, Caminho das Árvores e Brotas podem revisar o exame antes mesmo do retorno agendado, caso você queira uma segunda opinião para se sentir mais segura.

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