Minha namorada pediu tempo por questões familiares, mas como é meu primeiro namoro, não soube lidar
Minha namorada pediu tempo por questões familiares, mas como é meu primeiro namoro, não soube lidar com isso, tive crises de ansiedade, emagreci e infelizmente não dei o espaço e o tempo que ela queria( ela sempre fala que estou repetindo muito as coisas). Eu não soube lidar com a minha dor, com o vazio que ficou.Pois bem essa semana optamos por terminar , mas assim que ela resolver as questões familiares dela tentar o relacionamento, para ver o que acontece.Depois que terminamos sem a questão do tempo estou me sentindo melhor e estou respeitando o espaço dela. Mas tenho medo do fato de eu não ter respeitado o espaço dela anteriormente, tenha colocado tudo a perder. Vocês acreditam que ela pode querer retomar esse relacionamento? Ela estabeleceu um prazo de 2 meses, esse tempo todo que me deu uma angústia e crises de ansiedade e medo .Vivi um novembro terrível, doloroso, onde não respeitei o tempo dela e não soube lidar com as minhas emoções que são novas para mim, é o primeiro relacionamento .
14 respostas
Em primeiro lugar boa parte do que você está vivendo é normal diante de um primeiro relacionamento amoroso. Todo ser humano precisa amadurecer diante de relacionamentos amorosos e isso leva tempo e auto-conhecimento. Qualquer orientação aqui seria precipitada. Com as informações fornecidas por você é difícil determinar se tudo que você viveu não vai além do seu processo de amadurecimento relacional e luto normal. Se você tem a intuição de que o seu sofrimento vai além disso indico marcar uma entrevista com um psicólogo ou psicanalista para que vocês juntos possam avaliar se o espaço oferecido pela terapia pode te ajudar de alguma forma.
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Infelizmente, nunca podemos prever ou dizer o que o outro irá fazer, se a pessoa irá mudar ou não, voltar ou não, fazer algo ou deixar de fazer... Entretanto, conforme você trouxe em seu relato, parece que a espera, a dúvida e incerteza são coisas que te afetam profundamente, e nisso, podemos trabalhar encima, para que possamos lidar de uma forma mais sadia com os acontecimentos da vida, criando uma relação melhor para com nós mesmos e, consequentemente, com as pessoas que estão a sua volta, como a sua namorada. Outro ponto que acredito que seja importante mencionar, é que relacionamentos frequentemente são capazes de despertar uma série de novas emoções, afetos, e as vezes, desenterrar algumas inseguranças e medos primitivos que estavam bem guardados, como o de ser deixado, ou até mesmo perder alguém amado, e com isso em vista, somado aos pontos mencionados anteriormente, a psicoterapia pode ajudar muito. Caso tenha mais dúvidas, ou queira conversar mais, estou a disposição. Espero ter ajudado.
Olá, espero que você esteja bem. O que você descreve faz bastante sentido, especialmente por se tratar do seu primeiro relacionamento. Quando o vínculo é interrompido ou colocado em pausa, é comum surgir ansiedade, medo de perda, sensação de vazio e dificuldade em respeitar o espaço do outro, pois as emoções ainda são novas e intensas. Sobre a possibilidade de retomada do relacionamento, não há como prever ou garantir. A decisão dela envolve fatores que não estão sob o seu controle. O que está ao seu alcance agora é continuar fazendo exatamente o que você começou a fazer: respeitar o espaço, cuidar de si e aprender a lidar com a sua dor sem se perder nela. O fato de você perceber hoje que não soube lidar antes já mostra um movimento importante de consciência e amadurecimento emocional. Esse período pode ser uma oportunidade valiosa para compreender melhor suas reações, sua ansiedade e suas necessidades afetivas, independentemente de o relacionamento ser retomado ou não. A terapia pode ajudar muito nesse processo, oferecendo um espaço seguro para elaborar essa experiência, aprender a sustentar a angústia e construir formas mais saudáveis de se relacionar consigo e com o outro.
É comum que pessoas desenvolvam um medo muito grande de serem abandonadas por pessoas próximas e isso normalmente tem origem em eventos da infância. Se você percebe esse sentimento se manifestar em outros relacionamentos também pode ser que você tenha isso, outra coisa é o sentimento de medo de ser trocado por uma pessoa "melhor". Esses tipos de medo podem ser tratados com um psicólogo, com que você se sinta bem e tenha confiança.
Olá, boa tarde. Infelizmente não é possível saber isso. Só ela e o tempo irão te dizer qual a decisão dela. O que poderia te ajudar é aprender a controlar seu sentimento de ansiedade e medo. Isso é possível e poderia agregar melhor em sua vida caso venha a viver esse tipo de situação novamente. Recomendo que procure um psicólogo para lidar com essa questão. Espero ter ajudado, grande abraço.
O primeiro namoro normalmente é bem difícil, temos muito mais insegurança e duvidas. Pelo visto você deve ter sofrido bastante. Se ela já namorou antes, deve ter mais experiencia, ficando mais fácil, dar esse tempo e tomar esse tipo de decisão. Na área dos relacionamentos, existem diferentes maneiras de pensar e interpretar. quero trazer duas linhas de pensamentos para você refletir. Existe a linha da relação, você quer muito continuar esse relacionamento, não quer perde-lo e esta se esforçando para entender esse tempo dela, o que ela parece lidar tranquilamente, essa diferença entre vocês coloca um desequilíbrio de autonomia, onde ela tem mais e você menos, pode ser que ela consiga ir te ajudando e apoiando nessa autonomia dentro da relação, mas pode ser que não, e que esse problema possa surgir mais tarde e ser mais difícil, caso você não aumente a autonomia e segurança dentro da relação. Outra linha de reflexão, é na tua evolução em relacionamentos, caso ela não volte com você, terá a oportunidade de lidar com a primeira perda, essa é uma experiencia bem dolorosa, mas super importante, lidar bem com a primeira perda ajuda muito a ir lidando com os próximos relacionamentos, pois não vive bem um relacionamento quem não aprende a lidar com a perda ou a possibilidade de perde-lo. Os relacionamentos tóxicos são baseados no medo de perder o outro. então se acontecer, pense que pode ter sido melhor perder agora, que mais tarde poderia ser pior. O sofrimento é uma experiencia humana extremamente necessária para nos constituirmos maduros. Espero ter ajudado e que fique bem! Abraço!
Durante esse período, muita coisa pode acontecer. Por isso que é de extrema importância, que você dê e respeite o tempo dela, demonstrando maturidade que muitas vezes ela está buscando.
É importante você consultar um psicólogo para aprender a lidar com as suas questões relacionadas a insegurança, angústias, ansiedade, etc... Pois elas estão relacionadas com a forma como você compreende o mundo, uma situação não determina diretamente o que fazemos, mas sim a forma como o interpretamos, e essa interpretação influencia nosso comportamento. Um psicólogo vai te ajudar a lidar melhor com as coisas.
Olá. Sinto muito que esteja passando por esse momento doloroso. O primeiro relacionamento tem uma intensidade emocional única e, por isso, o término ou o 'tempo' podem ser vividos de forma avassaladora, quase como um luto físico (daí o emagrecimento e as crises). Respondendo à sua pergunta sobre se 'ela pode querer retomar': Nenhum profissional pode prever o futuro ou saber o que se passa na mente de outra pessoa. O que podemos analisar é o seu comportamento e o que ele diz sobre sua saúde emocional. O fato de você se sentir melhor agora, após o término definitivo, do que durante o 'tempo', ocorre porque a ansiedade não suporta a incerteza. O 'talvez' gera mais angústia que o 'não'. No entanto, o seu medo de 'ter colocado tudo a perder' é uma ruminação, uma tentativa da ansiedade de controlar o passado. O que fazer agora? A melhor forma de aumentar suas chances (e, principalmente, de se cuidar) é focar no agora. Você não pode mudar o mês de novembro, mas pode manter o respeito ao espaço dela hoje. Se você usar esse tempo para tratar sua ansiedade e dependência emocional em terapia, estará muito mais preparado e maduro caso ela queira voltar — ou para um futuro relacionamento. Busque um psicólogo para transformar essa dor em amadurecimento.
É compreensível que isso tenha sido muito difícil para você. Primeiro namoro, emoções novas, medo de perder e um vazio real — tudo isso costuma ativar muita ansiedade mesmo. O fato de você não ter conseguido respeitar o espaço dela antes não te define como alguém incapaz de se relacionar, mostra que você ainda estava aprendendo a lidar com dor, espera e insegurança. Sobre ela querer ou não retomar, ninguém consegue garantir. Isso não depende só de você. O que está ao seu alcance agora é continuar respeitando o espaço combinado, cuidar da sua ansiedade e aprender a regular melhor suas emoções, justamente para que, se houver uma retomada, você esteja mais estável. Dois meses costumam ser angustiantes porque dão tempo para a mente criar cenários, mas insistir, repetir assuntos ou buscar garantias agora tende a afastar, não aproximar. O ponto mais importante é: use esse tempo para olhar para você, não para vigiar o relacionamento. Se houver uma volta, ela virá muito mais pelas mudanças reais do que por tentativas de conserto no meio da crise. E se não houver, esse aprendizado ainda vai te servir muito. Novembro foi doloroso, mas também foi o seu primeiro contato com esse tipo de perda — ninguém sabe lidar bem de primeira.
Olá. Sinto muito que você tenha vivido tudo isso. O fato de fazermos coisas erradas, que magoam ou desrespeitam ao outro, não necessariamente quer dizer que a relação acabou, aliás, um relacionamento saudável passa por momentos de brigas e desentendimentos. Dessa forma, penso que pode ser possível reatar a relação sim. O importante é que você está atento aos seus sentimentos e mantenha o diálogo com ela. Um abraço.
Olá, como vai? Será que não seria o momento de você olhar para si mesmo e procurar ajuda de um psicólogo? Não significa que você passará por um tratamento muito longo ou ter necessidade de usar medicação, depende do processo. Mas avalie você mesmo, se compare com alguns meses atrás e veja o quanto você mudou. Términos de namoro acabam com o nosso coração, principalmente o do primeiro namoro. Você errou, reconhece isso e infelizmente a a relação acabou, isso se torna experiência e uma memória de como você deve lidar com situações semelhantes no futuro. Procure por um psicólogo, para ressignificar esse período da sua vida. Espero ter ajudado, fico à disposição.
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A angústia extrema frente ao pedido de afastamento e a dificuldade em respeitar limites são reações comuns diante da ausência de repertório emocional em um primeiro relacionamento, evidenciando forte ansiedade de separação. A melhora sentida após o término ocorre pela quebra da incerteza, que muitas vezes é mais ansiogênica do que a definição do fim. Utilizar esse prazo de dois meses exige foco na sua reestruturação emocional, não havendo garantias de retorno. O acompanhamento psicoterápico é essencial para desenvolver tolerância à frustração e autonomia afetiva. Atenciosamente, Fernando Vicente Rébuli Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Psicoterapia presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços
Olha, não é possível saber se sua ex-namorada irá querer retomar o relacionamento daqui a dois meses. Ela pode querer tentar novamente ou pode chegar a outra decisão. E talvez uma das partes mais difíceis desse momento seja justamente aceitar que hoje você ainda não possui essa resposta. Pelo que você conta, parece que a incerteza foi muito difícil de suportar. Quando ela pediu um tempo, você ficou com medo de perdê-la, teve crises de ansiedade e acabou procurando contato e repetindo determinados assuntos mesmo quando ela havia pedido espaço. Isso não significa necessariamente que você “colocou tudo a perder”, mas existe algo importante para reconhecer: você não respeitou um limite que ela havia pedido. Agora, mais útil do que tentar descobrir se esse erro será perdoado é compreender o que aconteceu com você para que fosse tão difícil respeitá-lo. Na TCC, poderíamos investigar esse ciclo. Quando ela se afastava, o que você pensava? Talvez algo como: “ela vai me abandonar”, “preciso resolver isso agora”, “se eu não falar com ela, vou perdê-la”? O que você fazia para diminuir essa angústia? Mandava mensagens, retomava o assunto, pedia alguma confirmação? E quanto tempo o alívio durava antes de surgir novamente a necessidade de procurar uma resposta? Perceba que, às vezes, uma atitude que fazemos para diminuir a ansiedade no curto prazo acaba aumentando o problema no longo prazo. O fato de você estar se sentindo um pouco melhor depois que o término tornou a situação mais definida também é uma informação interessante. Talvez não fosse apenas a distância dela que estivesse provocando sofrimento, mas também ficar durante semanas sem saber exatamente o que aconteceria com a relação. Agora você tem uma oportunidade de fazer algo diferente: respeitar verdadeiramente o espaço combinado e utilizar esse período não como uma contagem regressiva de dois meses para descobrir se ela voltará, mas para aprender a lidar com suas próprias emoções independentemente da decisão que ela tomar. Algumas perguntas podem ajudá-lo: “O que está sob meu controle nesses dois meses?” “Como posso cuidar da minha ansiedade sem precisar que ela me tranquilize?” “Se ela decidir tentar novamente, o que eu gostaria de ter aprendido sobre mim para me relacionar de maneira diferente?” “E, se ela decidir não voltar, que recursos precisarei desenvolver para atravessar essa frustração?” Como você relata crises de ansiedade e emagrecimento durante esse período, eu também consideraria importante buscar acompanhamento psicológico. E, se a perda de peso foi significativa ou continua acontecendo, vale realizar avaliação médica. Você pode reconhecer que não lidou da melhor maneira com o primeiro pedido de espaço sem transformar isso na conclusão de que “estraguei tudo para sempre”. Responsabilizar-se pelo que aconteceu significa aprender com o comportamento e agir diferente agora, não conseguir uma garantia sobre qual será a decisão dela daqui a dois meses.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

