Estou tomando venlafaxina ha mais de cinco anos, decidi parar por não achar que preciso mais, quais

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Estou tomando venlafaxina ha mais de cinco anos, decidi parar por não achar que preciso mais, quais os riscos para minha saúde em parar de tomar e como parar?
Você deve procurar o psiquiatra que tem lhe acompanhado nestes últimos cinco anos para que ele lhe oriente sobre os riscos de retirada, pois ele sabe dos detalhes do seu caso e pode informar inclusive se já está na hora de suspender a mediação. Não é possível lhe orientar com tão poucos dados e pela internet. Espero ter ajudado. Um abraço.

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Depende da história, evolução, diagnóstico e tratamentos que já realizou. Caso esteja em estágio de manutenção, assintomático, pelo período recomendado pelas pesquisas atuais é possível a interrupção do tratamento sem problemas. Sugiro consultar o psiquiatra para receber a indicação correta para o seu caso. Att.
Dr. Hugo Salmen Evangelista Espindola
Psiquiatra
Rio de Janeiro
Parar a Venlafaxina após um uso prolongado deve ser feito com um plano de desmame gradual e sob supervisão médica para minimizar os sintomas de descontinuação e evitar a recaída dos sintomas originais. Consulte seu médico para um plano de desmame adequado e apoio adicional. Estou à disposição.
Se você está tomando venlafaxina há mais de cinco anos e deseja interromper o uso, é essencial fazer isso de forma gradual e sob orientação médica, pois a interrupção abrupta pode levar a sintomas de descontinuação significativos. A venlafaxina é um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN) e, devido à sua meia-vida curta (cerca de 5 horas para a venlafaxina e 11 horas para seu metabólito ativo, O-desmetilvenlafaxina), a retirada brusca pode causar sintomas rapidamente, geralmente dentro de 24 a 48 horas após a última dose. Os principais riscos incluem a síndrome de descontinuação da venlafaxina, que pode provocar tontura intensa, vertigem, náusea, vômitos, diarreia, sensação de "choques elétricos" na cabeça (zaps), irritabilidade, ansiedade rebote, crises de choro, insônia, sonhos vívidos e sintomas de sudorese excessiva ou sensação extrema de calor e frio. Além desses sintomas, há também o risco de recaída dos sintomas que motivaram o início do tratamento, como depressão ou transtornos de ansiedade, que podem retornar de forma intensa se a medicação for retirada de maneira inadequada.

Para interromper a venlafaxina com segurança, é fundamental conversar com seu médico psiquiatra, pois a retirada deve ser feita de maneira gradual e personalizada. O processo de descontinuação geralmente envolve a redução progressiva da dose, diminuindo cerca de 37,5 mg a cada 2 a 4 semanas, dependendo da dose atual e da tolerância do paciente. Em alguns casos, pode-se utilizar a versão de liberação prolongada (XR) para minimizar os efeitos da retirada. Outra estratégia que o médico pode adotar é a substituição por um antidepressivo de meia-vida mais longa, como a fluoxetina, para suavizar o processo. Além disso, é essencial monitorar os sintomas durante a redução, pois, se houver desconforto significativo, pode ser necessário um ajuste na velocidade da retirada.

A decisão de interromper um antidepressivo não deve ser tomada sozinho, pois cada organismo reage de maneira diferente. O mais importante é conversar com seu médico assistente, que poderá guiar o processo da forma mais segura possível, minimizando os riscos para sua saúde e garantindo uma transição adequada.
Dra. Fernanda Souza de Abreu Júdice
Psiquiatra, Médico perito, Médico clínico geral
Rio de Janeiro
Parar a venlafaxina depois de mais de cinco anos de uso não é algo que deve ser feito de forma brusca, mesmo que você esteja se sentindo bem. Esse tipo de antidepressivo, principalmente a venlafaxina, tem uma meia-vida curta e está muito ligado ao equilíbrio químico do cérebro — então quando é retirado de uma vez, o corpo costuma sentir com bastante intensidade.

Os riscos de parar sem orientação incluem sintomas de descontinuação, que podem ser bem desconfortáveis: tontura, zumbido, náusea, irritabilidade, ansiedade, sensação de choquinhos na cabeça, insônia ou até uma recaída do quadro que motivou o tratamento lá atrás — mesmo que você ache que está completamente bem agora.

O ideal é fazer um desmame gradual, com redução da dose de forma progressiva, de acordo com a resposta do seu corpo. Em alguns casos, é feito um ajuste para uma dose menor, depois para dias alternados, e assim por diante, até parar com segurança. É um processo individual, feito com acompanhamento médico.

É muito bom que você esteja se sentindo confiante, isso mostra que o tratamento funcionou. Mas garantir que essa estabilidade continue, mesmo sem o remédio, também faz parte do cuidado.

Esse conteúdo é apenas informativo e não substitui uma avaliação médica. Posso te ajudar com a psiquiatria e fico à disposição.
Dra. Camila Cirino Pereira
Neurologista, Médico do sono, Psiquiatra
São Paulo
Interromper a Venlafaxina após uso prolongado — especialmente acima de 5 anos — exige muito cuidado e acompanhamento médico, pois o medicamento atua diretamente na regulação dos neurotransmissores serotonina e noradrenalina, e o cérebro leva tempo para se reajustar sem essa influência. A suspensão abrupta pode causar a chamada síndrome de descontinuação, um conjunto de sintomas que incluem tontura, náuseas, choques elétricos na cabeça (zaps), irritabilidade, ansiedade intensa, insônia, choro fácil, desânimo e sensação de instabilidade emocional. Esses efeitos podem surgir em poucos dias após a parada e durar de semanas a meses, dependendo da dose anterior e da sensibilidade individual. O ideal é realizar o desmame gradual, reduzindo a dose aos poucos sob orientação médica — geralmente diminuindo 37,5 mg a cada 2 a 4 semanas, conforme a tolerância. Em alguns casos, o neurologista ou psiquiatra pode substituir temporariamente a Venlafaxina por outro antidepressivo com meia-vida mais longa (como a Fluoxetina) para suavizar os sintomas da retirada. Também é importante observar que, mesmo que você se sinta bem, a interrupção pode levar à recidiva dos sintomas de ansiedade ou depressão, pois a melhora clínica pode estar associada à manutenção do equilíbrio químico promovido pela medicação. Durante esse processo, recomenda-se manter terapia cognitivo-comportamental, rotina de sono regular, prática de atividade física e suporte emocional. Em resumo: nunca interrompa a Venlafaxina de forma abrupta — o desmame deve ser lento e supervisionado. Se houver qualquer piora emocional, retorne imediatamente ao médico para reavaliar a dose ou adotar uma transição mais segura. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, saúde mental, ansiedade e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira – Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728
Pode ter síndrome da retirada, com sintomas como hipertensão, taquicardia, sudorese. Converse com um médico para discutir melhor maneira de parar a medicação.

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