Eu penso o tempo todo que. Aí entrar alguém e vai me matar, penso que vai entrar alguém pra me rouba

11 respostas
Eu penso o tempo todo que. Aí entrar alguém e vai me matar, penso que vai entrar alguém pra me roubar penso que vão pegar a minha filha e fazer maldades, já nem assisto notícias e nem gosto de ouvir nada eu hj pude perceber isso que eu fico com medo de acontecer isso eu já estou providenciando a consulta ao caps! Foi bom encontrar esses tantos de relatos idêntico ao meu
Dr. Rafael Muniz da Silva
Psicólogo, Terapeuta complementar
Itabuna
Procure ajuda de um médico psiquiatra e acompanhamento psicológico no SUS da sua cidade. Pelo seu relato, é uma situação clássica de quadro de hipervigilância e ansiedade persecutória.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Obrigado por dividir algo tão sensível. Ler o que você descreve dá para sentir o tamanho do medo que tem te acompanhado, quase como se o corpo estivesse sempre em alerta máximo, esperando o pior antes mesmo de qualquer sinal real de perigo. Quando isso acontece, o cérebro funciona como se estivesse tentando te proteger o tempo inteiro, mas acaba criando uma sensação de ameaça constante que esgota, machuca e tira a paz que você merece viver.

O que você relata não é “drama”, nem fraqueza. É um estado de hipervigilância que muitas pessoas experimentam quando a mente começa a interpretar qualquer barulho, silêncio ou possibilidade como risco real. Você percebe isso acontecendo? Em que momentos do dia essa sensação fica mais forte? Às vezes, a mente acredita que só estará segura se antecipar todas as tragédias possíveis, mas isso tem um custo emocional muito alto. E percebi algo importante no que você escreveu: apesar do medo, você está buscando ajuda e até reconheceu esse padrão hoje. Isso mostra força, não fragilidade.

Fico feliz em saber que você está providenciando a consulta no CAPS. É um passo muito importante e, em alguns casos, o acompanhamento conjunto com psiquiatria pode ajudar bastante a reorganizar esse sistema de alerta que está hiperativado. Enquanto você aguarda esse atendimento, vale refletir um pouco: quando esse medo aparece, o que você sente no corpo? Você consegue identificar se existe algum gatilho específico, ou parece aparecer “do nada”? E uma pergunta que costuma ajudar: se por um momento sua mente pudesse descansar dessa vigilância toda, o que você acha que mudaria no seu dia?

Você não está “perdendo o controle”. Você está sofrendo com um medo intenso que tem explicação, tem tratamento e pode ser trabalhado com cuidado, passo a passo. Quando sentir que faz sentido, a terapia pode te ajudar a compreender esse estado interno, trazer mais segurança emocional e reorganizar essas respostas de ameaça. Caso precise, estou à disposição.
Percebo o quanto esses pensamentos de que algo ruim vai acontecer estão gerando medo e vigilância constante. Esse tipo de ansiedade pode fazer a pessoa se sentir em alerta o tempo todo, evitando situações e até notícias por receio. O fato de você já estar buscando ajuda no CAPS é um passo muito importante. Compartilhar isso em terapia pode ajudar a compreender melhor esses pensamentos e encontrar formas de lidar com eles de maneira mais leve, sem que eles tomem conta da sua rotina.
Ambientes violentos, imprevisíveis, situações traumáticas, etc. podem nos levar a uma constante ansiedade pelo medo do que pode acontecer a qualquer instante. Para essas situações vale a pena buscar ajuda de um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança.
Olá. Fico muito feliz que você já tenha tomado a iniciativa de buscar o CAPS, esse é o passo mais importante e corajoso para o seu cuidado. O que você descreve são pensamentos intrusivos catastróficos, muito comuns em quadros de ansiedade elevada.

Na TCC, entendemos que seu cérebro está operando em um modo de hipervigilância, como um sistema de segurança que disparou e não desliga. Ele cria esses cenários assustadores na tentativa (exagerada) de antecipar perigos para proteger você e sua filha. O tratamento no CAPS vai te ajudar a regular esse "alarme" interno, para que esses pensamentos deixem de ser vistos como ameaças reais e você possa recuperar sua tranquilidade.
Esses pensamentos que você descreve, medo constante de alguém entrar, fazer mal, roubar, machucar sua filha, são pensamentos intrusivos de ameaça. Eles não significam que algo vá acontecer, mas indicam que seu sistema de alerta está hiperativado, geralmente por ansiedade intensa, especialmente quando há histórico de estresse, trauma ou longos períodos de tensão.
Reconheça que é ansiedade, não realidade.
O pensamento aparece automaticamente, mas não é um fato. Diga para si mesma:
“Isso é minha ansiedade falando, não é um sinal real de perigo.”
Falar sobre o que sente e não enfrentar isso sozinha.
Compartilhar com alguém de confiança ajuda a diminuir a carga emocional.
Buscar ajuda profissional (como você está fazendo).
A decisão de procurar o CAPS foi muito correta. Eles podem te oferecer acompanhamento psicológico, psiquiátrico e suporte contínuo.
 Germaniely Lima
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Olá, muito dos nossos traumas ou gatilhos tem origem na nossa infância e leva tempo para ser construído. Você acha que esses medios está associado a que ? O ideal é que possa fazer um processo terapêutico para que te ajude a atravessar isso que você está sentindo. Me coloco à disposição!
 Viviane Bemerguy
Psicólogo
Rio de Janeiro
Você tem passado por um sofrimento bastante intenso, que bom que encontrar relatos de pessoas que sentem algo semelhante te trouxe mais do que alívio e a sensação de não estar só, mas te motivou a buscar ajuda junto ao CAPS. Realmente, muitas pessoas enfrentam esse tipo de problema que afeta intensamente o cotidiano e as relações, mas, com a terapia, você poderá encontrar, dentro da sua realidade, meios para lidar com esse sofrimento e superá-lo! Estou torcendo por você!
Olá, tudo bem?

É natural nos sentirmos melhor quando percebemos que outras pessoas passam por situações parecidas com as que vivemos. Existe um conceito que explica isso: o de humanidade compartilhada. Mesmo que cada pessoa tenha sua individualidade, muitas de nossas experiências são comuns.

Em relação à forma como você tem se sentido, seria interessante procurar um profissional para realizar uma consulta de avaliação inicial e definir o melhor tratamento. Psicólogos que trabalham com Terapia Cognitivo-Comportamental dispõem de ferramentas que podem te auxiliar nesse processo.
Sinto muito que você esteja passando por isso, mas quero te dizer que dar esse passo em direção ao CAPS é a melhor decisão que você poderia tomar. O que você descreveu — esses pensamentos de tragédia que invadem a mente sem permissão, focados na segurança da sua família e da sua filha — é uma forma de sofrimento muito intensa, mas que tem nome e tratamento.

Muitas pessoas chegam ao CAPS ou ao consultório achando que estão "ficando loucas" ou que são "videntes" de algo ruim, quando, na verdade, estão vivendo um quadro severo de ansiedade ou transtornos relacionados.

Aqui está o que pode estar acontecendo com você, para te ajudar a chegar na consulta com mais clareza:

1. Pensamentos Intrusivos e Hipervigilância
Essas imagens de alguém entrando em casa ou de maldades com sua filha são chamadas de pensamentos intrusivos.

Eles são como "vírus" que entram no sistema e sequestram sua atenção.

O fato de você evitar notícias é um mecanismo de defesa chamado evitação, porque seu cérebro já está tão sobrecarregado que qualquer informação negativa parece uma confirmação de que o perigo é real e imediato.

2. O Instinto de Proteção "Desregulado"
Como mãe, seu cérebro é programado para proteger sua filha. No entanto, na ansiedade patológica, o centro de medo do cérebro (a amígdala) fica "ligado" no volume máximo o tempo todo.

Você deixa de viver o presente para viver em um futuro catastrófico.

Isso gera um esgotamento físico imenso, porque seu corpo está em modo de "luta ou fuga" 24 horas por dia, mesmo quando você está trancada em casa.

3. O que esperar da consulta no CAPS?
O CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) é um lugar de acolhimento. Lá, você passará por uma triagem. Algumas dicas para esse dia:

Não esconda a gravidade: Às vezes, por medo de julgamento, as mães não contam o tamanho do medo de que algo aconteça com os filhos. Pode falar tudo; eles estão acostumados a ouvir isso e sabem que ter o pensamento não significa que você quer que aquilo aconteça ou que você é descuidada.

Fale dos sintomas físicos: Se você tem falta de ar, taquicardia, insônia ou dores no corpo, conte também.

A rede de apoio: O CAPS oferece não só médicos (psiquiatras), mas também psicólogos e assistentes sociais que podem te ajudar a criar estratégias para se sentir segura novamente.

Um alívio imediato para hoje
Enquanto a consulta não chega, tente se lembrar desta frase: "Um pensamento é apenas um pensamento, não é um fato e nem uma previsão do futuro."

Sempre que a imagem ruim vier, respire fundo e diga para si mesma: "Meu cérebro está tentando me proteger, mas ele está exagerando. Eu estou segura agora."
 Denise Kipper
Psicólogo
Porto Alegre
Olá, tudo bem?
Quando você sente medo de que algo ruim aconteça com você ou com quem você ama, isso pode ser muito assustador e cansativo. É como se a sua mente não conseguisse descansar, sempre tentando prever o pior.
Na ansiedade, a mente tenta se proteger imaginando cenários difíceis, como se, ao pensar nisso antes, fosse possível evitar que aconteça. Só que, ao invés de trazer alívio, isso acaba te deixando ainda mais tenso(a) e em alerta.
Com o tempo, isso pode dar a sensação de que você precisa estar sempre vigilante, como se relaxar fosse perigoso, e isso desgasta muito.
Na terapia, a gente vai, com calma, entendendo esses medos, acolhendo o que eles querem comunicar e encontrando formas mais leves de lidar com tudo isso.
Espero ter ajudado!

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