Eu tenho vergonha em falar isso, pois é algo esquisito. Não sei o que eu tenho, essa tristeza repen

21 respostas
Eu tenho vergonha em falar isso, pois é algo esquisito.
Não sei o que eu tenho, essa tristeza repentina, mas é algo que eu não quero melhorar. Não é algo que eu quero que vá embora. Eu quero continuar essa tristeza.
Falando assim, parece muito esquisito, então fico envergonhado. Não é prazer e nem nada disso, só que me sinto confortável estando triste do que feliz, embora eu também goste dos meus momentos felizes.
Explicando melhor (ou tentando), sempre há momentos onde estou feliz, mas sempre fico desanimado e acabo ficando triste novamente; e me dou conta da saudade desse vazio, dessa melancolia..
Olá! O que você relatou e, na verdade, bastante comuns em pacientes deprimidos. Eles viveram tanto tempo com essa doença dentro deles, que acabaram achando um certo "conforto". Já ouvi de pacientes sentia como se estivesse "traindo" quando se sentia feliz. Mas posso te garantir, ninguém quer de verdade viver triste, você provavelmente só não está acostumado com a alegria. A terapia poderia ser uma opção para te ajudar a enxergar isso!

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
Os momentos tristeza fazem parte da vida, assim como os de alegria. Quando a tristeza passa a nos incomodar, até causar sofrimento, ai é interessante fazer uma psicoterapia para entender o que está acontecendo, o que está por trás da tristeza, quais as situações que se relacionam com o que está sendo sentido, etc. Buscar ajuda para essa situação pode fazer uma grande diferença no nosso bem estar.
 Indayá Jardim de Almeida
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá! Você não quer melhorar ou acha que não pode/ merece? Não podemos normalizar esse quadro, por isso, é preciso avaliar, pois se está ocorrendo há algum tempo e afetando a qualidade de vida precisa de atenção, escuta, acolhimento e investigação de um profissional capacitado, diante disso, aconselho buscar um psicólogo/ psicanalista para que possa te auxiliar nesse processo. Espero ter ajudado, estou á disposição!
 Maíra Matos Costa
Psicólogo
Brasília
Olá! Que bom que você colocou isso pra fora. Mas, se estar triste não é um problema, por que você mudaria isso?
O que você está sentindo não é esquisito: é humano. Todos nós transitamos entre momentos de tristeza e alegria, e às vezes, a tristeza acaba se tornando um lugar familiar, quase confortável, mesmo quando não faz exatamente bem. Sentir-se assim não significa que algo está errado com você, mas pode ser um sinal de que há questões internas pedindo para serem escutadas com mais atenção. A terapia pode ser um espaço seguro para explorar isso com calma, sem julgamentos. Ela pode te ajudar a entender melhor de onde vem essa melancolia e por que ela parece tão presente.
 Nara Ribeiro
Psicólogo
Goiânia
A tristeza, se persiste ou interfere na vida diária, pode ser um sinal de alerta. A falta de interesse em atividades que antes eram agradáveis podem ser um indicador de transtornos do humor, como a depressão ou Transtorno bipolar. O estado de apatia e falta de energia também pode ser confundido com depressão. Em alguns casos, a tristeza pode contrastar o estado de felicidade ou sucesso, como se a pessoa precisasse desse sentimento de tristeza para valorizar momentos positivos na vida. É importante procurar um psicólogo ou psiquiatra para avaliar o seu estado emocional e obter o tratamento adequado.
 Paulo Cesar Francetto
Psicólogo, Psicanalista
Santo André
Seus pensamentos são completamente justificados e compreensíveis. Vou explicar. Na tristeza, ou melancolia ,como chamamos também , existem ganhos psíquicos. Esses ganhos são chamados de primários e secundários. Ou seja, a gente tem algumas vantagens quando estamos tristes. Não é para menos que você sente a falta da angústia. Nós chamamos isso de falta da falta. O legal é que você consegue dar nome e identificar esse sentimento. Muitos não conseguem. E precisam de muitas sessões de terapia para conseguirem. Pois voltando aos ganhos da melancolia. O ganho primário é meio complicado de explicar, mas vamos lá. Sempre que estamos tristes é por causa de alguém ou alguma coisa. Fim de um relacionamento, não ter um objetivo na vida, falta de ter um amor, enfim, com análise você pode descobrir. Chamamos isso de objeto. Existe ai uma relação com o objeto que faz com que a tristeza seja o equilíbrio entre o que nos falta e o desequilíbrio psíquico. Trocando em miúdos se a gente não ficasse triste ficaria louco. Logo a tristeza é um mecanismo de defesa da nossa mente. Por isso não encaramos a depressão com algo completamente ruim. Agora vamos pro ganho secundário: esse é mais simples. A gente sempre ganha algo na tristeza. Pena das outras pessoas ou de nós mesmos, capacidade de autoanálise, evitação de responsabilidades ou decisões. Será que ficou mais ou menos claro? Grande abraço
 Luíza Pedroso Cunha
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Olá! Há algo nessa tristeza que te habita como um segredo íntimo, como se ela fosse um abrigo onde o desejo se esconde. Talvez ela te lembre de algo que você não quer perder, uma ausência que, de tão familiar, já faz parte de você. A psicanálise diria que há um gozo nessa melancolia, um modo singular de estar no mundo — e não se trata de curá-la, mas de escutar o que ela te diz. Sua vergonha pode vir justamente desse laço estranho com a tristeza, como se fosse um amor silencioso e proibido. O que será que essa saudade do vazio guarda de você mesmo?
O que você compartilhou não é esquisito, é uma experiência bastante comum entre as pessoas. Ao conviver com frequência com uma emoção, como a tristeza, ela pode se tornar uma companhia, um lugar seguro e familiar, trazendo certo conforto. Por isso, às vezes pode ser difícil se desvincular de algumas emoções e comportamentos, pois pode haver ganhos por trás disso, mesmo que, à primeira vista, seja algo difícil e doloroso. A terapia é um espaço seguro e acolhedor, no qual é possível compreender essas questões de forma mais ampla e aprofundada. Espero ter ajudado. Abraços!
Fique tranquilo: não há nada errado com seus sentimentos. O que você está descrevendo tem muito mais sentido do que parece à primeira vista, e você não está sozinho nisso. Algumas pessoas se acostumam a esse estado emocional a ponto de sentirem que ele é parte da sua identidade — como se o vazio, a melancolia e a tristeza fossem ‘conhecidos’, e a felicidade algo mais ‘estranho’ ou ‘efêmero’. Isso pode acontecer, por exemplo, quando a tristeza é vivida como uma zona de conforto ou como um espaço interno que, por mais dolorido que seja, oferece certa previsibilidade emocional. Não significa que você está escolhendo estar triste, e sim que parte da sua história emocional talvez tenha ensinado que a tristeza oferece um certo tipo de ‘acolhimento’. E tudo bem. Ao invés de combater isso, o caminho terapêutico é compreender com gentileza esse padrão, nomear o que se repete, e explorar juntos o que mais pode estar por trás dessa relação com o vazio e a melancolia. A partir dai desenvolver novos comportamentos.
 Cristiane  Tempski Leite
Psicólogo
Blumenau
O que você " ganha" neste estado de tristeza e melancolia? O que " ganha" na sua vida e das pessoas? O que você não precisa enfrentar?
Olá! Que bom que você pôde falar. A nossa mente é bastante complexa mesmo, e às vezes, nossos sentimentos podem parecer contraditórios e estranhos.
 Juliany Eufrazio
Psicólogo
São Paulo
O que você sente não é estranho: muitas pessoas acabam se acostumando com a tristeza porque ela se torna um estado conhecido e previsível, diferente da felicidade, que pode parecer arriscada ou instável. Na TCC, entendemos que a mente busca evitar frustrações, e a tristeza pode funcionar como uma proteção emocional.

Reconhecer esse padrão já é um primeiro passo importante. Compreender os motivos e funções dessas emoções ajuda a ampliar suas escolhas e experimentar novas formas de viver.

Se sentir necessidade, conversar com um profissional pode aprofundar esse processo de autoconhecimento e trazer novas possibilidades.
Dra. Carolaine Siqueira
Psicólogo
São José do Rio Preto
Olá!

O que você compartilhou não é esquisito é profundo e muito mais comum do que parece.

Na abordagem sistêmica, a tristeza que você sente pode estar conectada a algo importante da sua história: uma forma antiga de se proteger, pertencer ou até de manter viva alguma memória ou vínculo afetivo. Às vezes, o vazio e a melancolia se tornam “conhecidos demais”, quase como uma casa emocional onde você aprendeu a existir. E sair dela pode parecer ameaçador, mesmo quando a alegria aparece.

Isso não significa que você quer sofrer significa que há uma parte sua que encontrou sentido nessa dor, e precisa ser ouvida com cuidado.

Na terapia, você pode entender essa relação com a tristeza sem julgamentos. E com isso, ir construindo espaço interno para que a leveza e a alegria também possam ficar sem culpa, sem medo.

Se quiser acolher isso com profundidade e respeito à sua história, entre em contato comigo para agendar uma consulta. Estou aqui pra caminhar com você.








Olá! Sua forma de colocar a questão é muito valiosa e, longe de ser “esquisita”, pode expressar algo muito profundo do seu mundo interno. Às vezes, certas emoções, como a tristeza ou o vazio, se tornam lugares familiares — e até funcionais — de forma inconsciente. Não é raro que um sintoma traga algum tipo de “ganho” subjetivo, mesmo quando está associado ao sofrimento.

Esse tipo de vivência merece ser acolhido e explorado com cuidado. Um processo terapêutico pode ajudar a escutar esse sentimento com profundidade e entender o que essa tristeza representa na sua história — por que ela aparece, como ela se relaciona com você e que papel ocupa na sua vida. Ou seja, mais do que tentar se livrar da tristeza, a proposta é compreender o que ela quer dizer.

Buscar apoio psicológico pode ser um bom caminho para seguir investigando isso, com respeito e escuta à sua singularidade.
 Renata Oliveira
Psicólogo
Rio de Janeiro
Sentir conforto na tristeza não é esquisito; é humano. Às vezes, a tristeza vira uma espécie de casa interna, onde, mesmo doendo, existe familiaridade e segurança. Você não precisa se forçar a mudar isso agora. Permitir que essa melancolia exista, com consciência e sem culpa, já é um cuidado consigo mesmo. Emoções, quando aceitas, encontram seu próprio caminho de transformação. Se respeitar nesse processo é uma forma bonita de seguir inteiro. Espero ter ajudado!
 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, como você tem passado?
O que você descreve pode ser escutado como uma relação singular com a tristeza, onde a melancolia ocupa um lugar familiar, quase como um abrigo contra exigências externas e internas de ser ou de sentir algo diferente. A saudade desse vazio, dessa sensação de desânimo, talvez seja menos um desejo consciente de sofrer e mais uma maneira de se reconectar com algo que, em algum momento da história, fez sentido como forma de estar no mundo e de lidar com o que foi perdido ou nunca plenamente encontrado.
A tristeza, nesse caso, parece funcionar não apenas como sintoma, mas como um lugar de reconhecimento, de identificação, onde a vida emocional, mesmo sofrida, encontra certa continuidade.
A psicanálise oferece um espaço onde essas experiências não são vistas como falhas a serem corrigidas, mas como formações do inconsciente que podem ser escutadas, faladas e elaboradas com profundidade. Nesse processo, talvez não se trate de apagar a tristeza, mas de poder construir, pouco a pouco, novas maneiras de habitá-la, de compreendê-la, de transformá-la.
Fico à disposição.
Olá!
Entendo que você sinta um certo conforto nessa tristeza, mesmo que não seja algo prazeroso. I Na psicanálise, podemos entender isso como uma defesa emocional, onde a tristeza se torna um espaço seguro, talvez devido a experiências passadas ou dificuldades em lidar com a alegria. Esse padrão pode ser explorado e compreendido melhor em terapia, ajudando a entender por que a tristeza parece ser mais confortável e o que ela está protegendo em você. Não se envergonhe de sentir isso, é um convite para explorar mais profundamente suas emoções.
Dra. Valéria Bezerra
Psicólogo
João Pessoa
Olá, é natural as emoções oscilarem e sentirmos várias emoções ao mesmo tempo. Para compreende-las melhor, é importante identificar em que momentos aparecem e porque? Esse pequeno exercício ajudará a trazer clareza sobre os seus sentimentos.
É comum algumas pessoas se sentirem mais à vontade na tristeza, pois ela pode parecer segura ou familiar. Entender isso na terapia pode ajudar a encontrar um equilíbrio entre tristeza e alegria, sem se sentir perdido
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

O que você trouxe aqui, com tanta coragem e sensibilidade, não é esquisito — é profundo. Existe algo de muito verdadeiro nessa tristeza que você descreve, como se ela tivesse se tornado uma espécie de lar emocional: desconfortável, mas familiar. E quando o sofrimento ganha esse lugar de intimidade, não se trata apenas de “querer ficar triste”, mas de não saber exatamente quem ser sem ela.

Às vezes, a tristeza se encaixa tão bem no nosso mundo interno que é como se ela fizesse parte da nossa identidade. Ela passa a organizar a forma como a gente se vê, se relaciona e até sente os momentos bons. E não é raro que, em histórias marcadas por perdas, negligências ou ausências emocionais, o cérebro registre a melancolia como o estado mais previsível — quase como se dissesse: “É aqui que é seguro, porque aqui eu sei o que esperar”. E nisso a neurociência nos ajuda a entender: o cérebro é moldado não pelo que é ideal, mas pelo que é repetido. E o que se repete, vira base emocional.

Você consegue lembrar quando começou a se sentir assim? Qual a sensação exata de estar nesse “vazio confortável”? E se essa tristeza fosse uma presença viva dentro de você — o que ela estaria protegendo ou tentando te lembrar?

Muitas vezes, a dor que a gente insiste em manter por perto está menos ligada ao prazer da tristeza e mais ao medo de perder algo se ela for embora. Perder o senso de identidade, perder o contato com uma parte da nossa história, ou até perder a conexão com quem fomos em um tempo que não teve muita escolha.

Mas agora talvez exista a chance de fazer algo diferente: conhecer essa tristeza, sem expulsá-la, mas também sem deixar que ela dite todas as regras. Porque pode ser que por trás dessa melancolia exista uma versão sua que ainda está esperando ser acolhida — não com pressa de “melhorar”, mas com espaço para existir de outras formas.

Caso precise, estou à disposição.

Não conseguiu encontrar a resposta que procurava? Faça outra pergunta!

  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.