Eu tento não pensar sobre o lúpus eritematoso sistêmico (LES), mas isso só faz com que eu me sinta m
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Eu tento não pensar sobre o lúpus eritematoso sistêmico (LES), mas isso só faz com que eu me sinta mais ansiosa e estressada ? O que posso fazer para lidar com a ansiedade sem ignorar a doença?
Olá, sua pergunta é muito importante, tentarei te trazer algum conforto com minha resposta.
Inicialmente é muito importante entender que "não pensar" não é o mesmo que "não ser afetada", desse modo, quando tentamos bloquear um pensamento, ele se torna uma figura de fundo permanente, consumindo energia psíquica sem ser trabalhado. A ansiedade surge porque o corpo e a mente estão constantemente em estado de alerta para que o pensamento “proibido” não apareça. É um gasto imenso de energia, o que gera ansiedade, estresse e cansaço.
O ponto, portanto, não é tentar "parar de pensar", e sim buscar pensar de outro modo: não de forma obsessiva ou desorganizada, mas em momentos e formas delimitadas, para que o restante do tempo você possa ter leveza para se ocupar de outras coisas.
Para isso, algumas coisas podem ajudar, como por exemplo:
- Delimitar um tempo específico para tratar dos assuntos referentes à doença: A criação de uma espécie de ritual para isso pode ser excelente (Ex.: 10 minutos pela manhã: você verifica como está o corpo, toma a medicação, anota algo que percebeu; uma vez por semana: você revisa suas questões, lê uma informação de fonte confiável, ou escreve no caderno de cuidados.). Esse tipo de ação simples pode retirar a tensão de que você não estaria olhando para algo tão importante, e diminuir a sensação de que você precisaria consumir todo o seu tempo com isso.
- Use a ansiedade como sinal, não como inimiga: Busque entender como a ansiedade se apresenta no se corpo e o que ela está tentando te sinalizar. Às vezes, a ansiedade diminui quando você faz uma única coisa concreta: tomar o remédio no horário, enviar uma mensagem para um profissional, beber água, deitar 15 minutos. Não é sobre resolver tudo, mas sobre responder à ansiedade com um gesto de cuidado.
Em linha gerais, entender que não é necessário lidar com isso sozinha, ter redes de apoio e espaços confiáveis para construir uma rotina de autocuidado e tratamento é o mais essencial para lidar com o estresse e a ansiedade causados pelo medo. O medo, principalmente do novo, de algo que ainda não sabemos lidar, ele pode paralisar, mas com uma rede de apoio efetiva (e afetiva), redes de informação e tratamento adequados essa ansiedade tende a reduzir.
Desse modo a psicoterapia pode ser um excelente aliado nesse momento, construindo um espaço seguro e potente para organizar os fluxos de pensamento e cuidado.
Espero ter ajudado com sua pergunta, e me coloco à disposição para qualquer dúvida ou apoio necessário.
Inicialmente é muito importante entender que "não pensar" não é o mesmo que "não ser afetada", desse modo, quando tentamos bloquear um pensamento, ele se torna uma figura de fundo permanente, consumindo energia psíquica sem ser trabalhado. A ansiedade surge porque o corpo e a mente estão constantemente em estado de alerta para que o pensamento “proibido” não apareça. É um gasto imenso de energia, o que gera ansiedade, estresse e cansaço.
O ponto, portanto, não é tentar "parar de pensar", e sim buscar pensar de outro modo: não de forma obsessiva ou desorganizada, mas em momentos e formas delimitadas, para que o restante do tempo você possa ter leveza para se ocupar de outras coisas.
Para isso, algumas coisas podem ajudar, como por exemplo:
- Delimitar um tempo específico para tratar dos assuntos referentes à doença: A criação de uma espécie de ritual para isso pode ser excelente (Ex.: 10 minutos pela manhã: você verifica como está o corpo, toma a medicação, anota algo que percebeu; uma vez por semana: você revisa suas questões, lê uma informação de fonte confiável, ou escreve no caderno de cuidados.). Esse tipo de ação simples pode retirar a tensão de que você não estaria olhando para algo tão importante, e diminuir a sensação de que você precisaria consumir todo o seu tempo com isso.
- Use a ansiedade como sinal, não como inimiga: Busque entender como a ansiedade se apresenta no se corpo e o que ela está tentando te sinalizar. Às vezes, a ansiedade diminui quando você faz uma única coisa concreta: tomar o remédio no horário, enviar uma mensagem para um profissional, beber água, deitar 15 minutos. Não é sobre resolver tudo, mas sobre responder à ansiedade com um gesto de cuidado.
Em linha gerais, entender que não é necessário lidar com isso sozinha, ter redes de apoio e espaços confiáveis para construir uma rotina de autocuidado e tratamento é o mais essencial para lidar com o estresse e a ansiedade causados pelo medo. O medo, principalmente do novo, de algo que ainda não sabemos lidar, ele pode paralisar, mas com uma rede de apoio efetiva (e afetiva), redes de informação e tratamento adequados essa ansiedade tende a reduzir.
Desse modo a psicoterapia pode ser um excelente aliado nesse momento, construindo um espaço seguro e potente para organizar os fluxos de pensamento e cuidado.
Espero ter ajudado com sua pergunta, e me coloco à disposição para qualquer dúvida ou apoio necessário.
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Mostrar especialistas Como funciona?
Tentar “não pensar” é compreensível, mas costuma sair caro. Quanto mais você evita o tema, mais ele volta com força. Isso mantém ansiedade e sensação de falta de controle.
O caminho não é ignorar nem ficar o dia inteiro focada. É estruturar como e quando lidar com isso.
O que funciona na prática:
Pare de lutar contra o pensamento
Pensamento não é ação nem realidade. Quando surgir, nomeie
“estou tendo um pensamento sobre o lúpus”
e siga com o que estava fazendo. Isso reduz o efeito de “bola de neve”.
Crie um horário para se preocupar (15 a 20 min por dia)
Anote as preocupações ao longo do dia e deixe para esse período.
Fora desse horário, adie
“penso nisso mais tarde”.
Isso organiza a mente e reduz ruminação constante.
Separe o que está sob controle do que não está
Controle real: medicação, consultas, rotina, manejo de estresse.
Fora de controle: evolução exata da doença.
Foque energia no primeiro grupo.
Use regulação fisiológica simples
Respiração lenta e profunda por alguns minutos, 1 a 2 vezes ao dia.
Reduz ativação do corpo, que alimenta a ansiedade.
Reduza checagem mental e corporal
Ficar monitorando sintomas o tempo todo aumenta ansiedade.
Defina limites claros para isso.
Mantenha vida ativa, mesmo com ajustes
Evitar tudo piora o quadro.
Adapte ritmo, mas não abandone atividades importantes.
Reforce uma ideia central
“Cuidar da doença é diferente de viver em função dela.”
Se quiser uma forma direta de aplicar:
Defina 20 minutos por dia para pensar no tema, cuide do que está sob seu controle e, fora disso, retome sua rotina mesmo com a ansiedade presente.
Você não precisa eliminar a ansiedade para agir. Precisa não deixar ela mandar na sua vida.
O caminho não é ignorar nem ficar o dia inteiro focada. É estruturar como e quando lidar com isso.
O que funciona na prática:
Pare de lutar contra o pensamento
Pensamento não é ação nem realidade. Quando surgir, nomeie
“estou tendo um pensamento sobre o lúpus”
e siga com o que estava fazendo. Isso reduz o efeito de “bola de neve”.
Crie um horário para se preocupar (15 a 20 min por dia)
Anote as preocupações ao longo do dia e deixe para esse período.
Fora desse horário, adie
“penso nisso mais tarde”.
Isso organiza a mente e reduz ruminação constante.
Separe o que está sob controle do que não está
Controle real: medicação, consultas, rotina, manejo de estresse.
Fora de controle: evolução exata da doença.
Foque energia no primeiro grupo.
Use regulação fisiológica simples
Respiração lenta e profunda por alguns minutos, 1 a 2 vezes ao dia.
Reduz ativação do corpo, que alimenta a ansiedade.
Reduza checagem mental e corporal
Ficar monitorando sintomas o tempo todo aumenta ansiedade.
Defina limites claros para isso.
Mantenha vida ativa, mesmo com ajustes
Evitar tudo piora o quadro.
Adapte ritmo, mas não abandone atividades importantes.
Reforce uma ideia central
“Cuidar da doença é diferente de viver em função dela.”
Se quiser uma forma direta de aplicar:
Defina 20 minutos por dia para pensar no tema, cuide do que está sob seu controle e, fora disso, retome sua rotina mesmo com a ansiedade presente.
Você não precisa eliminar a ansiedade para agir. Precisa não deixar ela mandar na sua vida.
Ignorar o LES pode aumentar a ansiedade. Reconhecer seus sentimentos e buscar formas de lidar com eles — como técnicas de respiração, atividades prazerosas e apoio de pessoas próximas — ajuda a enfrentar a doença sem se sobrecarregar. Profissionais de saúde mental também podem oferecer suporte importante.
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