Eu tive uma única consulta e o médico me receitou o escitalopram 10 mg, estou tomando há 1 ano e nun

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Eu tive uma única consulta e o médico me receitou o escitalopram 10 mg, estou tomando há 1 ano e nunca mais voltei para a consulta, nem segui tratamento. Já tentei fazer o desmame sozinho, minha preocupação é se 1 ano ou 2 anos é um tempo excessivo e "perigoso" fazendo uso desse medicamento?
Dra. Naarai Camboim
Psiquiatra, Médico de família, Psicanalista
Florianópolis
Olá, aqui é a Dra. Naarai. Entendo a sua preocupação, e é muito importante você trazer essa questão. O uso do escitalopram por 1 ou 2 anos não é considerado excessivo nem perigoso em si. Esse tempo, inclusive, costuma ser comum em tratamentos para ansiedade e depressão, já que o objetivo é manter a estabilidade por um período mais longo para evitar recaídas.

O ponto que merece atenção é o fato de você ter ficado todo esse tempo sem acompanhamento. O ideal é sempre ter consultas de seguimento para avaliar se a dose está adequada, se ainda há necessidade de manter a medicação, se surgiram efeitos colaterais e, quando for o momento de suspender, fazer isso de forma gradual e acompanhada, para evitar sintomas de retirada.

Fique tranquilo: não há riscos diretos em ter usado o escitalopram por esse período, mas é uma ótima hora para procurar novamente o médico, revisar o seu quadro atual e, se for o caso, planejar juntos um desmame seguro.

Enquanto isso, cuidar do sono, da alimentação equilibrada, da prática de atividade física e incluir técnicas de respiração ou relaxamento podem apoiar bastante o processo de melhora.

Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.

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O escitalopram é um antidepressivo bastante utilizado no tratamento de depressão e transtornos ansiosos, e o uso contínuo por 1 ano ou mais não é considerado perigoso por si só, desde que haja acompanhamento médico. Pelo contrário, muitas vezes é necessário manter a medicação por longos períodos para evitar recaídas.

O ponto importante aqui é que você está tomando a medicação sem acompanhamento. Isso pode ser arriscado, porque:
1. A dose pode não estar mais adequada para o seu quadro atual;
2. Podem surgir efeitos colaterais que precisam de monitoramento;
3. O desmame (redução) deve ser feito de forma lenta e supervisionada, para evitar sintomas de abstinência e recaídas.

Recomendo fortemente que agende uma consulta de retorno com seu psiquiatra (ou outro profissional de confiança) antes de fazer qualquer ajuste por conta própria. Ele(a) poderá avaliar se é momento de manter, ajustar a dose ou iniciar o processo de retirada da forma mais segura.
Dr. Pablo Nunes
Endocrinologista
Parnaíba
É compreensível que você se preocupe com o uso prolongado do escitalopram, especialmente após um ano de tratamento sem acompanhamento médico. Embora o escitalopram seja geralmente bem tolerado e não cause dependência física, o uso contínuo por períodos prolongados deve ser monitorado por um profissional de saúde.

O escitalopram é comumente prescrito para tratamentos de longo prazo, especialmente em casos de transtornos de ansiedade generalizada, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e transtorno do pânico. A duração do tratamento pode variar conforme a resposta individual e a gravidade dos sintomas. No entanto, é essencial que o uso contínuo seja supervisionado por um médico, que pode avaliar a necessidade de ajustes na dosagem ou considerar alternativas terapêuticas.

Interromper o uso do escitalopram abruptamente pode resultar em sintomas de descontinuação, como tontura, irritabilidade, insônia e náusea. Esses sintomas geralmente começam alguns dias após a interrupção e podem durar de uma a duas semanas. Para evitar esses efeitos, é recomendada uma redução gradual da dose sob orientação médica.

Dado o tempo de uso e a falta de acompanhamento médico, é aconselhável agendar uma consulta com um psiquiatra para avaliar sua situação atual. O profissional poderá revisar seu histórico, discutir a continuidade do tratamento com escitalopram ou considerar outras opções terapêuticas, além de fornecer orientações sobre a melhor forma de proceder com a medicação.

Lembre-se de que o acompanhamento médico é fundamental para garantir a eficácia e a segurança do tratamento. Não hesite em buscar orientação profissional para esclarecer suas dúvidas e receber o suporte necessário.

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