Eu tomo Depakene e Risperidona faz algum efeito na ejaculação? Tem algum problema no orgasmo pra faz

6 respostas
Eu tomo Depakene e Risperidona faz algum efeito na ejaculação? Tem algum problema no orgasmo pra fazer filho? Minha esposa está querendo engravida tem algum problema?
Obrigado pela pergunta.
O Depakene é o nome comercial do valproato de sódio, em princípio um antiepiléptico. A risperidona é um neuroléptico (antipsicótico). Atualmente, foram liberados pela Anvisa para formarem um mix medicamentoso para tratamento do Transtorno Afetivo Bipolar.
Em princípio, não agem sobre a ejaculação em si, assim como no orgasmo. Tem sido referidos, tanto isoladamente quanto em associação, problemas quanto à libido.
Converse com seu médico, que poderá esclarecer tais importantes dúvidas.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
A risperidona pode levar ao aumento da produção de um hormônio chamado prolactina. Como consequência, ocorre disfunção sexual e redução temporária da fertilidade. Seu psiquiatra deve solicitar dosagem desse hormônio para checar essa causa.
Por ser um forte antagonista de receptor alfa-1, a risperidona pode impactar o sistema adrenérgico, com potencial de causar ejaculação retrógrada (para bexiga). Dessa forma o volume ejaculatório pode diminuir, chegando a ter "orgasmo seco", ou o sêmen se tornar mais líquido.
Esse efeito colateral é raro, mas existem alguns casos relatados.
Se esse for o caso, é importante que o paciente se sinta confortável para conversar com seu psiquiatra, que vai pesquisar causas de disfunção sexual induzida pela risperidona. Pesquisa para hiperprolactinemia; reavaliação do tratamento, inclusive levando em consideração a possibilidade de substituir a risperidona por outro medicamento de ação semelhante, mas que não cause esse efeito colateral; etc.
Dr. Hugo Salmen Evangelista Espindola
Psiquiatra
Rio de Janeiro

O uso de Depakene (Valproato de Sódio) e Risperidona pode, de fato, influenciar a função sexual, incluindo aspectos como a ejaculação. O Depakene, embora não esteja diretamente associado a problemas de ejaculação, pode afetar a qualidade do esperma, o que é um fator relevante na fertilidade masculina. Por outro lado, a Risperidona é conhecida por potencialmente elevar os níveis de prolactina, o que pode levar a uma redução da libido e dificuldades relacionadas à função erétil e ejaculação.

Quanto ao impacto desses medicamentos na capacidade de conceber um filho, é importante notar que, apesar desses efeitos sobre a função sexual, eles não impedem necessariamente a gravidez. No entanto, podem existir implicações sobre a qualidade do esperma que poderiam influenciar a fertilidade.

Se você e sua esposa estão planejando engravidar, é crucial conversar com seu médico. Ele pode avaliar os possíveis riscos e benefícios de manter esses medicamentos durante a tentativa de concepção, oferecendo, se necessário, alternativas de tratamento ou ajustes na medicação.

Em resumo, embora o Depakene e a Risperidona possam afetar a função sexual e potencialmente a fertilidade, a possibilidade de concepção ainda existe. Discussões detalhadas com seu médico são fundamentais para um planejamento familiar bem-informado e seguro.

Estou à disposição para qualquer esclarecimento adicional.
Olá! Tanto o Depakene (valproato de sódio) quanto a risperidona podem, em alguns casos, causar efeitos colaterais que afetam a função sexual masculina, embora isso varie muito de pessoa para pessoa.

Risperidona pode causar:

Diminuição da libido

Dificuldade na ejaculação ou orgasmo

Alterações hormonais, como aumento da prolactina, o que pode afetar a fertilidade e o desejo sexual

Depakene (valproato) é menos associado a disfunções sexuais, mas em uso prolongado pode interferir na qualidade do esperma (motilidade e concentração), o que pode afetar a fertilidade em alguns casos.

No entanto, nada disso significa que você não possa ter filhos. Muitos pacientes que usam essas medicações conseguem engravidar suas parceiras normalmente. Mas, se vocês estão planejando uma gravidez, é importante conversar com o médico para:

Avaliar a necessidade de exames de fertilidade (espermograma)

Monitorar os níveis hormonais, especialmente a prolactina

Discutir possíveis ajustes na medicação, se necessário

NUNCA suspenda ou altere os medicamentos por conta própria — isso pode desestabilizar seu quadro e causar mais prejuízos que benefícios.
Dra. Fernanda Souza de Abreu Júdice
Psiquiatra, Médico perito, Médico clínico geral
Rio de Janeiro
entendo sua preocupação, que é muito importante quando o casal está planejando uma gravidez. Tanto o Depakene (ácido valproico) quanto a risperidona podem, sim, interferir na função sexual, incluindo aspectos como a ejaculação e o orgasmo. Esses medicamentos podem causar redução do desejo sexual, dificuldade em manter a ereção, atraso na ejaculação ou sensação diminuída de prazer, devido ao efeito que têm sobre os neurotransmissores e hormônios envolvidos no sistema reprodutor.

Quanto à fertilidade, o Depakene tem sido associado a alguns efeitos que podem influenciar a qualidade do esperma, mas isso varia muito entre os homens e depende da dose e do tempo de uso. A risperidona pode aumentar os níveis de prolactina, o que também pode afetar a função sexual e hormonal.

Se sua esposa está querendo engravidar, é fundamental que você converse com seu médico para uma avaliação completa. Muitas vezes, é possível ajustar as medicações para minimizar esses efeitos e garantir a melhor saúde sexual e reprodutiva possível antes da concepção. Além disso, o acompanhamento médico durante esse período é essencial para garantir a segurança do casal e do futuro bebê.

Esse conteúdo é apenas informativo e não substitui uma avaliação médica. Posso te ajudar com a psiquiatria e fico à disposição.
Dra. Camila Cirino Pereira
Neurologista, Médico do sono, Psiquiatra
São Paulo
O uso combinado de Depakene (valproato de sódio) e Risperidona pode sim afetar, em alguns casos, a função sexual masculina, principalmente no que diz respeito à ejaculação, libido e fertilidade. Esses efeitos variam conforme a dose e a sensibilidade individual, mas são explicáveis pelo modo como esses medicamentos atuam no sistema nervoso e hormonal. A Risperidona, em especial, pode causar elevação do hormônio prolactina (hiperprolactinemia) — o que reduz o desejo sexual, pode dificultar a ereção e atrasar ou impedir a ejaculação. Em alguns homens, níveis altos de prolactina também podem diminuir a produção de espermatozoides e afetar temporariamente a fertilidade. Já o Depakene, apesar de não interferir diretamente na libido ou na ejaculação na maioria dos casos, pode causar alterações hormonais leves e, em doses elevadas, redução transitória da qualidade dos espermatozoides. Isso significa que, embora não cause infertilidade permanente, o medicamento pode reduzir as chances de concepção durante o uso — efeito reversível após o ajuste de dose ou troca medicamentosa. O ideal, se o casal está planejando engravidar, é conversar com o médico responsável (neurologista ou psiquiatra) antes de tentar a concepção. Em muitos casos, é possível substituir a Risperidona por outro antipsicótico com menor impacto hormonal, ou monitorar a prolactina e o espermograma, para garantir segurança e melhor função reprodutiva. Além disso, não é recomendado interromper nenhuma dessas medicações por conta própria, pois isso pode desestabilizar o quadro clínico. Em resumo: tanto a Risperidona quanto o Depakene podem interferir na ejaculação e na fertilidade masculina, especialmente a primeira, mas esses efeitos são geralmente reversíveis e devem ser avaliados caso a caso. O médico poderá ajustar o tratamento e orientar o momento mais seguro para tentar engravidar. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, regulação neurofuncional e saúde mental masculina, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira – Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 629 perguntas sobre Depakene
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.