Existem alterações na percepção da dor física em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderlin

3 respostas
Existem alterações na percepção da dor física em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
OLA, TUDO BEM? Essa é uma questão muito interessante e que toca em aspectos significativos do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Pesquisas na área de neurociência têm sugerido que pessoas com TPB podem, de fato, experimentar diferenças na percepção da dor física comparadas àquelas sem o transtorno. Isso pode estar relacionado a variações na regulação emocional e na forma como o cérebro processa a dor.

Considerando o contexto do TPB, é válido refletir como suas emoções intensas e a forma como você lida com essas emoções podem estar influenciando a sua experiência corporal. Como você percebe a sua relação com a dor física no dia a dia? Essa percepção influencia seus sentimentos e comportamentos de alguma forma?

Também é importante notar que o TPB envolve uma complexa rede de aspectos emocionais e cognitivos que se entrelaçam, sugerindo que a percepção da dor vai além do puro físico, envolvendo também uma dimensão emocional significativa. Alguma vez você já percebeu que suas emoções parecem alterar a intensidade ou a qualidade da sua dor física?

Se você não está atualmente em terapia, uma conversa com um psicólogo pode proporcionar um espaço seguro para explorar essas questões e entender melhor suas experiências únicas. Caso precise, estou à disposição.

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Olá, tudo bem? Sim, algumas pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline podem apresentar alterações na forma como percebem e respondem à dor física, mas isso não acontece da mesma maneira em todos os pacientes. Em alguns casos, especialmente em momentos de sofrimento emocional intenso, pode haver uma percepção reduzida da dor ou uma espécie de desconexão temporária das sensações corporais. Isso costuma estar relacionado a estados de alta ativação emocional, dissociação ou dificuldade de integração entre corpo, emoção e consciência.

É importante entender que isso não significa que a pessoa “não sente dor” ou que esteja fingindo quando sente. A experiência da dor é complexa e envolve fatores biológicos, emocionais, cognitivos e relacionais. O sistema emocional pode ficar tão sobrecarregado que o cérebro prioriza lidar com a ameaça psíquica naquele momento, alterando a forma como os sinais corporais são percebidos. Em outros momentos, a pessoa pode sentir o corpo de forma muito intensa, com hipervigilância, tensão, desconforto físico ou sensação de ameaça constante.

Uma pergunta importante seria: em quais situações a dor parece diminuir ou aumentar? Isso acontece mais quando há conflitos, rejeição percebida, medo de abandono ou sensação de vazio? A pessoa consegue perceber o corpo nesses momentos ou sente como se estivesse no “automático”? Essas questões ajudam a diferenciar dor física, regulação emocional, dissociação e padrões de enfrentamento.

Na psicoterapia, esse tema pode ser trabalhado com cuidado, ajudando a pessoa a reconhecer sinais corporais, nomear emoções, compreender gatilhos e construir formas mais seguras de lidar com estados emocionais intensos. Quando há dúvidas importantes sobre funcionamento cognitivo, dissociação ou alterações perceptivas, uma avaliação neuropsicológica ou acompanhamento psiquiátrico pode ser considerado, dependendo do caso.

Caso precise, estou à disposição.
Oi, é um prazer te ter por aqui.

Sim. Muitos pacientes com TPB apresentam hipoalgesia durante crises emocionais — sentem menos dor física. Isso ocorre por dissociação, analgesia endógena e hiperfoco emocional. A autolesão, nesses momentos, pode não ser percebida como dolorosa, o que aumenta risco de repetição.

Em estados regulados, a sensibilidade tende a normalizar, mostrando que a alteração é modulada pelo estado emocional.

Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
fernandosegundo.com
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Abraços

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