Familiares podem ajudar alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) durante um episódio

3 respostas
Familiares podem ajudar alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) durante um episódio de visão de túnel?
 Alice Reis Moura Pinto
Psicólogo
São José dos Campos
Acredito que sim, mas que há limitações para aquilo que está chamando de ajuda. Geralmente nos momentos de crise, há um pedido de ajuda, de salvação. Nisso, quando colocados nesse lugar, parece que a responsabilidade sob aquela pessoa é única e exclusivamente sua, sendo que isso é impossível, até mesmo para menores de idade. Nenhuma pessoa é capaz de nos dar toda a salvação, toda a ajuda. Quando colocados nesse lugar e não conseguem atingir aquilo que foi suposto que o paciente queria, vem a culpa, remorso. Não há possibilidade de tamponar o sofrimento do outro. Estar presente é extremamente importante, mas não é possível vivenciar o sofrimento do outro, senão seria mais um adoecido. É estar presente no sofrimento, mas não vivê-lo com a pessoa, entendendo também como isso o atinge como familiar, entendendo essa limitação.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem?
Essa é uma pergunta muito importante — e mostra que você está olhando para o tema com empatia e vontade de compreender, não apenas de “lidar” com o comportamento. Sim, familiares podem ajudar bastante uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) durante um episódio de “visão de túnel”, mas essa ajuda não vem tanto de tentar resolver o problema, e sim de como se está presente naquele momento.

Durante a crise, o cérebro da pessoa está em modo de sobrevivência emocional. Isso significa que, para ela, o que sente é completamente real e urgente. Tentar argumentar, dar lições ou pedir calma costuma não funcionar — e às vezes até aumenta o desespero. O mais útil é oferecer segurança, com uma postura tranquila e não reativa. Falar menos e transmitir calma com a presença costuma ter mais efeito do que qualquer explicação. Pequenas frases como “tô aqui com você”, “vamos respirar juntos” ou até mesmo o silêncio acolhedor podem ajudar o corpo da pessoa a começar a sair do estado de ameaça.

Você já notou se há algo que costuma acalmar mais essa pessoa — talvez um gesto, uma lembrança, um tom de voz específico? E o que acontece com você quando tenta ajudar e sente que nada parece funcionar? Às vezes, a forma como o familiar se regula também serve como um espelho que ajuda o outro a encontrar o eixo novamente.

Com o tempo, a família pode aprender, junto com a terapia, maneiras mais seguras de intervir, respeitando os limites e sem se sobrecarregar emocionalmente. Estar presente, de forma compassiva e firme, já é uma das formas mais poderosas de apoio.
Caso precise, estou à disposição.
Olá, como vai? Sim, familiares podem ajudar oferecendo acolhimento, calma e evitando respostas críticas ou reativas durante esses momentos. É importante validar o sofrimento, mesmo que a percepção pareça exagerada, e convidar a pessoa a respirar e retomar a conversa mais devagar. Frases como “eu entendo que está difícil agora, mas estou aqui com você” podem ajudar a reduzir o sentimento de abandono ou ameaça. Também é útil evitar discussões profundas no auge da crise e retomar o diálogo quando a intensidade emocional diminuir. Espero ter ajudado, fico à disposição.

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