Fiz uso de escitalopram 20mg com clobazam 20mg por um mês para tratar tag e depressão. Me senti tão

Fiz uso de escitalopram 20mg com clobazam 20mg por um mês para tratar tag e depressão. Me senti tão bem como nunca. Pouco tempo depois passei por uma situação extremamente estressante e não dei conta, "surtei". Foi como uma pancada, fiquei sem chão. Depois disso, apesar de ainda estar tomando a medicação eu voltei ao estado inicial de prostração e ansiedade intensa. Desde então usei alguns outros medicamentos, todos acompanhada da minha psiquiatra, mas nenhum deles me fez bem como o escitalopram. Nem remotamente perto. Será que se eu voltar a usá-lo depois desses meses ele pode voltar a fazer efeito, talvez numa dose mais alta? Ou posso ter desenvolvido uma tolerância a ele?

6 respostas


Vale a pena voltar a experimentar o escitalopran outra vez.

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Quando há uma melhora tão rápida e tão intensa, e piora também rápida logo após, é muito possível que o seu diagnóstico não seja somente uma “simples depressão” e sim outro quadro que curse com episódios depressivos. Por isso sugiro procurar um psiquiatra para elucidar melhor o seu diagnóstico e fazer um tratamento correto que lhe proporcione uma melhora efetiva e maior “estabilidade”. Att.

Dr. David Sosa Dias

Dr. David Sosa Dias

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Clobazam é um benzodiazepinico e não deve ser utilizado de forma constante. Sobre a sua afirmação “Me senti tão bem como nunca”, tem que investigar para saber se o escitalopram realmente te deixou bem e estável ou se desencadeou uma hipomania. Por que caso tenha sido uma hipomania, a melhor opção para vc talvez seja um estabilizador de humor a depender da fase que vc estiver.

Dr. Arthur Lennon Rubião

Dr. Arthur Lennon Rubião

Psiquiatra

Campos Dos Goytacazes

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O que você viveu é algo que, infelizmente, acontece com certa frequência no tratamento de transtornos como TAG e depressão. O escitalopram pode, sim, voltar a funcionar mesmo depois de uma recaída, principalmente porque ele já demonstrou ser eficaz para o seu organismo em um momento anterior. O fato de você ter tido uma piora durante uma situação extremamente estressante não significa que o medicamento "parou de funcionar", e nem sempre isso indica que houve tolerância verdadeira. Muitas vezes, o que acontece é que o estresse intenso ultrapassa a proteção que o remédio oferece naquele momento, e o cérebro entra novamente em sofrimento, o que pode gerar a sensação de que "nada mais funciona". Mas isso pode ser revertido com o tempo, seja com o retorno ao mesmo remédio em dose adequada, seja com ajustes finos no tratamento, como combinação com outro medicamento, mudança de dose, ou mesmo com apoio psicoterapêutico junto. É possível, sim, que o escitalopram volte a funcionar bem. Em muitos casos, uma nova introdução, mesmo após meses, pode ter um bom resultado — às vezes até melhor do que o primeiro, especialmente se acompanhado com mais estratégias terapêuticas ou doses ajustadas com cuidado. Não significa que seu corpo criou uma resistência definitiva a ele. O importante é que isso seja feito com a supervisão da sua psiquiatra, que já conhece seu histórico e pode avaliar qual a melhor abordagem neste momento. Essa resposta é apenas informativa e não substitui uma consulta com o profissional que te acompanha, mas o que você está sentindo é compreensível, e há sim caminhos para voltar a se sentir bem. Não desista do tratamento


Bom dia! A dose de 20 mg de escitalopram que você utilizou anteriormente é a dose máxima, doses acima dessa não são mais efetivas e não são aprovadas para uso. Em uma minoria dos pacientes, o escitalopram pode "perder o efeito terapêutico", fênomeno que chamamos de taquifilaxia. Nesses casos, usualmente sugiro a troca de classe antidepressiva e oriento outras estratégias para tratamento da ansiedade e depressão, como atividade física, psicoterapia e mudanças de hábitos de vida. Mesmo com tudo isso, se não alterarmos o ambiente estressor, é possível que os sintomas permaneçam. Desejo melhoras!


O que você descreve é uma situação relativamente comum em quadros de TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) associado à depressão, e envolve tanto fatores biológicos quanto emocionais. O escitalopram, combinado ao clobazam, provavelmente proporcionou um equilíbrio químico e emocional que funcionou muito bem para o seu cérebro naquele momento, promovendo estabilidade e bem-estar. Entretanto, uma vivência de estresse intenso ou trauma agudo pode desestabilizar novamente os circuitos de serotonina e GABA, reduzindo a resposta à medicação mesmo que ela ainda esteja em uso — isso não significa que o remédio “parou de funcionar”, mas sim que o sistema neuroquímico foi sobrecarregado e precisará de tempo e reajuste para se reequilibrar. Quanto à possibilidade de tolerância ao escitalopram, ela existe, mas é rara quando a medicação é usada corretamente e dentro das doses terapêuticas. Em muitos casos, o que ocorre é uma mudança no contexto biológico e emocional, e não propriamente uma resistência ao fármaco. Portanto, sim, é possível que o escitalopram volte a funcionar bem, especialmente se for reintroduzido com o ajuste certo de dose (geralmente entre 10 e 20 mg, podendo chegar até 30 mg em alguns casos sob supervisão médica), e associado a uma abordagem psicoterápica de apoio para reprocessar o evento estressante que desencadeou o “retrocesso”. Outro ponto importante é que o uso concomitante do clobazam provavelmente potencializou o efeito ansiolítico e o relaxamento, e sua retirada pode ter contribuído para a percepção de piora — o que deve ser avaliado pela médica, já que o uso prolongado de benzodiazepínicos também precisa de cautela. Em resumo: o episódio que você viveu não significa que o escitalopram perdeu a eficácia para sempre. Com uma reintrodução planejada, acompanhamento contínuo e estabilidade emocional progressiva, há boas chances de o medicamento voltar a apresentar resposta positiva. Avaliar também fatores de estilo de vida (sono, alimentação, estresse crônico e sobrecarga mental) é fundamental para que a melhora seja sustentada. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, saúde mental e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira – Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728

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