Fui diagnosticada aos 41 anos com disacusia e DPAC. Sou professora e estava há um tempo em outras
Fui diagnosticada aos 41 anos com disacusia e DPAC. Sou professora e estava há um tempo em outras funções. Agora que retornei a sala, estou tendo muitas dificuldades em ministrar as aulas. Esqueço de coisas básicas. Ando irritada. Pedi ao meu otorrino alguma coisa ( laudo/ encaminhamento) para fazer fonoterapia, tenho esse direito? E se possível me readaptar em outra função? Tenho passado muita vergonha...auto estima baixa.
6 respostas
Olá, sim você pode fazer sessões de fono para te ajudar na questão do processamento auditivo. De grosso modo o processamento auditivo é a conversa entre o ouvido e cérebro ( como o cérebro processa os sons que ouvimos ), além disso o processamento envolvi muitas habilidades uma delas a memória. Procure uma fonoaudióloga que trabalhe com processamento, ela poderá te ajudar e de passar mais informações.
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É importante se verificar se as causas da sua dificuldade estão relacionadas apenas com DPAC . Se forem dificuldades devido à questão de percepção auditiva , com certeza o treinamento do PAC ajudará . Com relação à readapção , os médicos que estão te acompanhando poderão ajudá-la .
Quanto tempo vem ocorrendo esses sintomas e que foi diagnosticada? Já estava em sala de aula bem e depois de um tempo começou a apresentar dificuldade? Você queria retornar para a sala de aula? A fonoterapia pode lhe ajudar mas perceba se algo teria no lado psicológico.
Olá! Sinto muito que você esteja passando por essas dificuldades. Vou tentar te orientar com clareza. Sim, você tem o direito de buscar tratamento, incluindo fonoterapia, para ajudar a manejar as dificuldades causadas pela disacusia e o Distúrbio do Processamento Auditivo Central (DPAC). Esses problemas podem, sim, impactar sua capacidade de ministrar aulas, especialmente em ambientes ruidosos como uma sala de aula. O laudo emitido pelo otorrinolaringologista é essencial para que você possa iniciar a fonoterapia. O fonoaudiólogo poderá trabalhar estratégias específicas para melhorar sua percepção auditiva, a organização das informações auditivas e técnicas de compensação que ajudem na sua rotina profissional. Quanto à possibilidade de readaptação funcional, você pode buscar orientação no setor de recursos humanos ou médico da sua instituição, apresentando o laudo médico. A readaptação é um direito previsto em casos onde a condição de saúde prejudica o desempenho das funções habituais. Por fim, é importante cuidar da sua saúde emocional. O impacto dessas condições na sua autoestima e no bem-estar merece atenção. Procurar apoio psicológico pode ajudá-la a lidar com essa fase e fortalecer sua autoconfiança. Não hesite em buscar essa ajuda. Você não está sozinha, e existe tratamento e suporte para você melhorar a qualidade de vida. Espero ter ajudado! Abraço.
Vc deve buscar uma fonoaudióloga, mas também precisa avaliar essa mudanca de humor. Sim, vice tem direito
Sim, você tem total direito de buscar fonoterapia com base no seu diagnóstico de disacusia (perda auditiva) e Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC/DPAC). A fonoterapia pode te ajudar a desenvolver estratégias de escuta, compensações cognitivas e organização da linguagem no ambiente de trabalho, melhorando não só seu desempenho, mas também sua qualidade de vida. Seu otorrino pode (e deve) fornecer um laudo ou encaminhamento para fonoterapia. Com isso, você pode procurar um fonoaudiólogo especializado em audição e processamento auditivo, que entenderá profundamente suas dificuldades e irá propor um plano terapêutico individualizado. Gostaria que você soubesse que: A perda auditiva e o DPAC afetam diretamente a memória auditiva, a atenção e a compreensão em ambientes ruidosos — ou seja, o que você está sentindo não é frescura, nem incompetência. É real e merece acolhimento e tratamento. O sentimento de irritação e baixa autoestima é muito comum em quem está lidando com essas dificuldades sem apoio — mas isso pode e vai melhorar com o suporte certo. Não tenha vergonha: buscar ajuda é um ato de coragem e autocuidado.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.



