Há evidências de memória superior em pessoas com transtorno de personalidade borderline (TPB)?
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Há evidências de memória superior em pessoas com transtorno de personalidade borderline (TPB)?
Olá. A hipersensibilidade emocional pode influenciar na forma de armazenar e se lembrar das coisas, mas isso não quer dizer que a memória é superior.
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Oi, tudo bem? Que bom que você trouxe essa pergunta, porque ela toca num ponto pouco discutido, mas muito presente na clínica: a forma intensa como pessoas com TPB registram e revivem certas experiências.
A resposta é: não existe evidência científica robusta de que pessoas com transtorno de personalidade borderline tenham uma “memória superior” no sentido técnico, como acontece nos casos raríssimos de hipermnésia autobiográfica. O que existe — e costuma ser confundido com isso — é uma memória emocionalmente amplificada. Quando a emoção é muito intensa, o cérebro grava o acontecimento com mais força. Áreas ligadas ao medo, à vigilância e à dor relacional ficam mais ativadas, o que faz com que certos momentos sejam lembrados com detalhes vivos, sensações corporais e interpretações que parecem atuais, mesmo quando pertencem ao passado. Isso não é uma memória melhor, e sim uma emoção mais intensa moldando a forma como a lembrança fica registrada.
Talvez seja interessante você observar como essas lembranças funcionam em você. Quando uma memória dolorosa surge, ela vem como uma história ou como uma sensação que o corpo revive? Ela aparece em momentos de maior sensibilidade emocional? E quando você está mais estável, essa mesma lembrança muda de cor, de peso, de interpretação? Essas pequenas pistas mostram muito sobre como o cérebro está registrando e resgatando experiências.
O lado bom é que isso pode ser trabalhado na terapia. A DBT, a Terapia do Esquema e abordagens baseadas no apego ajudam a diferenciar passado e presente, reduzindo o impacto dessas lembranças vívidas que invadem o agora. Em alguns casos, o psiquiatra pode ajudar quando a emoção está tão intensa que dificulta esse distanciamento saudável.
Se quiser entender como essas memórias aparecem especificamente na sua história e como é possível reorganizar essa relação com o passado, posso te ajudar a olhar isso com calma. Caso precise, estou à disposição.
A resposta é: não existe evidência científica robusta de que pessoas com transtorno de personalidade borderline tenham uma “memória superior” no sentido técnico, como acontece nos casos raríssimos de hipermnésia autobiográfica. O que existe — e costuma ser confundido com isso — é uma memória emocionalmente amplificada. Quando a emoção é muito intensa, o cérebro grava o acontecimento com mais força. Áreas ligadas ao medo, à vigilância e à dor relacional ficam mais ativadas, o que faz com que certos momentos sejam lembrados com detalhes vivos, sensações corporais e interpretações que parecem atuais, mesmo quando pertencem ao passado. Isso não é uma memória melhor, e sim uma emoção mais intensa moldando a forma como a lembrança fica registrada.
Talvez seja interessante você observar como essas lembranças funcionam em você. Quando uma memória dolorosa surge, ela vem como uma história ou como uma sensação que o corpo revive? Ela aparece em momentos de maior sensibilidade emocional? E quando você está mais estável, essa mesma lembrança muda de cor, de peso, de interpretação? Essas pequenas pistas mostram muito sobre como o cérebro está registrando e resgatando experiências.
O lado bom é que isso pode ser trabalhado na terapia. A DBT, a Terapia do Esquema e abordagens baseadas no apego ajudam a diferenciar passado e presente, reduzindo o impacto dessas lembranças vívidas que invadem o agora. Em alguns casos, o psiquiatra pode ajudar quando a emoção está tão intensa que dificulta esse distanciamento saudável.
Se quiser entender como essas memórias aparecem especificamente na sua história e como é possível reorganizar essa relação com o passado, posso te ajudar a olhar isso com calma. Caso precise, estou à disposição.
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