Me ajudem por favooor. Consigo gozar sozinha, me masturbando, mas quando estou transando não gozo de
Me ajudem por favooor. Consigo gozar sozinha, me masturbando, mas quando estou transando não gozo de jeito nenhum, nunca está "bom" o suficiente para que eu chegue ao orgasmo, nisso quando continuo tentando, começo a não sentir mais nada
6 respostas
Olá! Bom, a resposta será um pouco longa, mas valerá a pena: Eu te entendo — e isso é muito mais comum do que parece, tá? Em termos técnicos, isso é chamado de anorgasmia situacional (o orgasmo acontece em um contexto, mas não em outro).Quero validar duas coisas importantes: Você conseguir gozar sozinha é um ótimo sinal. Isso mostra que seu corpo sabe chegar ao orgasmo e que existe resposta sexual. No sexo, o orgasmo costuma depender de uma combinação de fatores: tipo de estímulo, nível de excitação, segurança emocional, comunicação, pressão/ansiedade, e não apenas “estar bom o suficiente”. Por que isso pode estar acontecendo? Algumas possibilidades bem frequentes (e tratáveis): *Tipo de estímulo diferente: muitas mulheres chegam ao orgasmo principalmente com estimulação de clitóris (direta ou indireta). Na penetração, pode não ter o estímulo que seu corpo precisa. *Pressão para “ter que gozar”: quando vira uma meta, o cérebro entra em modo avaliação (“por que não foi?”), o que reduz a excitação. Isso é um fenômeno conhecido como monitoramento de desempenho. *Excitação sobe, mas não sustenta: às vezes a excitação até cresce, mas falta constância, ritmo, tempo, ou o ambiente interno (pensamentos/emoções) “desliga” o corpo. *O “não sinto mais nada” depois de tentar muito: isso pode acontecer por cansaço do sistema de excitação, atrito/irritação, ressecamento, ou até um mecanismo do corpo de “desligar” quando percebe pressão/frustração. Não é frescura — é fisiologia + emoção. O que costuma ajudar, de forma prática: Tirar o orgasmo do centro por um tempo. Em vez de “vamos tentar até eu conseguir”, pensar: “vamos explorar sensações e prazer”. Paradoxalmente, isso aumenta a chance do orgasmo aparecer. Levar para o sexo o que funciona sozinha: usar a mão/um vibrador durante a relação; pedir um tipo de toque mais parecido com o que você faz; ajustar ritmo, pressão e constância (isso muda tudo). Comunicação bem objetiva (sem culpa): algo como: “eu gosto quando você faz assim… mais firme/mais lento/sem parar”. Pausas são aliadas: se começar a “anestesiar”, parar, respirar, lubrificar, mudar o tipo de toque e voltar aos poucos costuma funcionar melhor do que insistir no mesmo estímulo. Checar fatores físicos que atrapalham excitação: sono, estresse, ansiedade, antidepressivos, anticoncepcional, dor, ressecamento, histórico de dor/medo de penetração. Pergunta importante (para você refletir): Quando você está transando, vocês têm estimulação clitoriana junto? E quando você tenta chegar lá, o que passa na sua cabeça: pressa, cobrança, medo de frustrar, comparação? Na maioria das vezes não é “falta de capacidade”, é ajuste de contexto + estímulo + segurança. E, se isso estiver te causando sofrimento, um acompanhamento com sexóloga ajuda muito e costuma ser bem rápido e direcionado.
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Existem algumas formas de contornar isso se realmente for uma questão pra você, mas a imensa maioria das mulheres só chega ao orgasmo com estímulo no clitóris. Uma consulta te ajudaria muito a identificar o motivo e como resolver
Muito provavelmente vc deve fixar ansiosa na hora da relação, seria bom vc relaxar, curtir as sensações, o toque, o sentimento ao invés de ficar preocupada, a preocupação tira o seu foco e a sua tranquilidade e inviabiliza o prazer
Oie que bom que procurou ajuda! Vamos la O que você descreve é mais comum do que parece e tem nome: anorgasmia situacional. O fato de você conseguir gozar sozinha indica que seu corpo responde ao prazer, mas que algo no contexto da relação a dois está interferindo. Isso pode envolver ansiedade de desempenho, excesso de expectativa, dificuldade de entrega, foco excessivo em “chegar lá”, experiências anteriores, dinâmica do vínculo, comunicação sexual ou até uma desconexão entre excitação e sensação corporal. Quando o esforço vira tensão, é comum que o corpo “desligue” e a sensibilidade diminua, como você relata. Na psicoterapia, especialmente com foco em sexualidade, trabalhamos exatamente essa reconexão com o próprio corpo, o prazer sem cobrança, o entendimento dos gatilhos emocionais e a construção de uma vivência sexual mais segura e autêntica. Não se trata de “técnica”, mas de vínculo, escuta e presença. Buscar ajuda é um passo importante e pode transformar completamente essa experiência. Luciana Gübel Psicóloga | Especialista em Sexualidade Humana CRP 06/52193
O fato de você conseguir chegar ao orgasmo sozinha mostra que seu corpo responde ao estímulo. A diferença geralmente está no contexto da relação. Entendemos que o orgasmo não depende só do estímulo físico, mas também de fatores como atenção, relaxamento, expectativas e pensamentos durante o ato. Quando você diz que “nunca está bom o suficiente”, pode haver um padrão de autoavaliação ou cobrança que te coloca num lugar de observadora da experiência — e não de quem está sentindo. Isso pode levar a uma espécie de desconexão com o corpo, e aí o prazer vai diminuindo até quase sumir. Além disso, cada pessoa tem um tipo de estímulo que funciona melhor. Muitas mulheres, por exemplo, precisam de estimulação mais direta do clitóris, que nem sempre acontece durante a penetração. Alguns caminhos que podem te ajudar: - Tentar reproduzir, durante a relação, os estímulos que você já sabe que funcionam sozinha -Se permitir focar mais nas sensações do que no “objetivo” de gozar -Observar se surgem pensamentos de cobrança, comparação ou expectativa, e gentilmente voltar a atenção para o corpo -Explorar mais o tempo de excitação, sem pressa Você não está sozinha nisso, e é algo que tem, sim, -muito- caminhos de melhora. Beijos!!
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

