Me ajudem por favooor. Consigo gozar sozinha, me masturbando, mas quando estou transando não gozo de
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Me ajudem por favooor. Consigo gozar sozinha, me masturbando, mas quando estou transando não gozo de jeito nenhum, nunca está "bom" o suficiente para que eu chegue ao orgasmo, nisso quando continuo tentando, começo a não sentir mais nada
Olá! Bom, a resposta será um pouco longa, mas valerá a pena:
Eu te entendo — e isso é muito mais comum do que parece, tá? Em termos técnicos, isso é chamado de anorgasmia situacional (o orgasmo acontece em um contexto, mas não em outro).Quero validar duas coisas importantes:
Você conseguir gozar sozinha é um ótimo sinal. Isso mostra que seu corpo sabe chegar ao orgasmo e que existe resposta sexual.
No sexo, o orgasmo costuma depender de uma combinação de fatores: tipo de estímulo, nível de excitação, segurança emocional, comunicação, pressão/ansiedade, e não apenas “estar bom o suficiente”.
Por que isso pode estar acontecendo? Algumas possibilidades bem frequentes (e tratáveis):
*Tipo de estímulo diferente: muitas mulheres chegam ao orgasmo principalmente com estimulação de clitóris (direta ou indireta). Na penetração, pode não ter o estímulo que seu corpo precisa.
*Pressão para “ter que gozar”: quando vira uma meta, o cérebro entra em modo avaliação (“por que não foi?”), o que reduz a excitação. Isso é um fenômeno conhecido como monitoramento de desempenho.
*Excitação sobe, mas não sustenta: às vezes a excitação até cresce, mas falta constância, ritmo, tempo, ou o ambiente interno (pensamentos/emoções) “desliga” o corpo.
*O “não sinto mais nada” depois de tentar muito: isso pode acontecer por cansaço do sistema de excitação, atrito/irritação, ressecamento, ou até um mecanismo do corpo de “desligar” quando percebe pressão/frustração. Não é frescura — é fisiologia + emoção.
O que costuma ajudar, de forma prática:
Tirar o orgasmo do centro por um tempo. Em vez de “vamos tentar até eu conseguir”, pensar: “vamos explorar sensações e prazer”. Paradoxalmente, isso aumenta a chance do orgasmo aparecer.
Levar para o sexo o que funciona sozinha:
usar a mão/um vibrador durante a relação;
pedir um tipo de toque mais parecido com o que você faz;
ajustar ritmo, pressão e constância (isso muda tudo).
Comunicação bem objetiva (sem culpa): algo como: “eu gosto quando você faz assim… mais firme/mais lento/sem parar”.
Pausas são aliadas: se começar a “anestesiar”, parar, respirar, lubrificar, mudar o tipo de toque e voltar aos poucos costuma funcionar melhor do que insistir no mesmo estímulo.
Checar fatores físicos que atrapalham excitação: sono, estresse, ansiedade, antidepressivos, anticoncepcional, dor, ressecamento, histórico de dor/medo de penetração.
Pergunta importante (para você refletir): Quando você está transando, vocês têm estimulação clitoriana junto? E quando você tenta chegar lá, o que passa na sua cabeça: pressa, cobrança, medo de frustrar, comparação?
Na maioria das vezes não é “falta de capacidade”, é ajuste de contexto + estímulo + segurança. E, se isso estiver te causando sofrimento, um acompanhamento com sexóloga ajuda muito e costuma ser bem rápido e direcionado.
Eu te entendo — e isso é muito mais comum do que parece, tá? Em termos técnicos, isso é chamado de anorgasmia situacional (o orgasmo acontece em um contexto, mas não em outro).Quero validar duas coisas importantes:
Você conseguir gozar sozinha é um ótimo sinal. Isso mostra que seu corpo sabe chegar ao orgasmo e que existe resposta sexual.
No sexo, o orgasmo costuma depender de uma combinação de fatores: tipo de estímulo, nível de excitação, segurança emocional, comunicação, pressão/ansiedade, e não apenas “estar bom o suficiente”.
Por que isso pode estar acontecendo? Algumas possibilidades bem frequentes (e tratáveis):
*Tipo de estímulo diferente: muitas mulheres chegam ao orgasmo principalmente com estimulação de clitóris (direta ou indireta). Na penetração, pode não ter o estímulo que seu corpo precisa.
*Pressão para “ter que gozar”: quando vira uma meta, o cérebro entra em modo avaliação (“por que não foi?”), o que reduz a excitação. Isso é um fenômeno conhecido como monitoramento de desempenho.
*Excitação sobe, mas não sustenta: às vezes a excitação até cresce, mas falta constância, ritmo, tempo, ou o ambiente interno (pensamentos/emoções) “desliga” o corpo.
*O “não sinto mais nada” depois de tentar muito: isso pode acontecer por cansaço do sistema de excitação, atrito/irritação, ressecamento, ou até um mecanismo do corpo de “desligar” quando percebe pressão/frustração. Não é frescura — é fisiologia + emoção.
O que costuma ajudar, de forma prática:
Tirar o orgasmo do centro por um tempo. Em vez de “vamos tentar até eu conseguir”, pensar: “vamos explorar sensações e prazer”. Paradoxalmente, isso aumenta a chance do orgasmo aparecer.
Levar para o sexo o que funciona sozinha:
usar a mão/um vibrador durante a relação;
pedir um tipo de toque mais parecido com o que você faz;
ajustar ritmo, pressão e constância (isso muda tudo).
Comunicação bem objetiva (sem culpa): algo como: “eu gosto quando você faz assim… mais firme/mais lento/sem parar”.
Pausas são aliadas: se começar a “anestesiar”, parar, respirar, lubrificar, mudar o tipo de toque e voltar aos poucos costuma funcionar melhor do que insistir no mesmo estímulo.
Checar fatores físicos que atrapalham excitação: sono, estresse, ansiedade, antidepressivos, anticoncepcional, dor, ressecamento, histórico de dor/medo de penetração.
Pergunta importante (para você refletir): Quando você está transando, vocês têm estimulação clitoriana junto? E quando você tenta chegar lá, o que passa na sua cabeça: pressa, cobrança, medo de frustrar, comparação?
Na maioria das vezes não é “falta de capacidade”, é ajuste de contexto + estímulo + segurança. E, se isso estiver te causando sofrimento, um acompanhamento com sexóloga ajuda muito e costuma ser bem rápido e direcionado.
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