Minha mãe diz que não deixa de ser filho dela mas não aceita certos comportamentos gays mas brinca s

Minha mãe diz que não deixa de ser filho dela mas não aceita certos comportamentos gays mas brinca sobre o namoro do meu irmão hétero e sinto que o tratamento é diferente quando saio com homem. Ela não me aceita gay, não esteve ao meu lado e não acreditou em mim quando passei por um inferno no trabalho. Não a amo por isso, sinto que não pertenço mais ao lugar que nasci e sinto que a maioria das pessoas não prestam. O que fazer quando a autoestima e iniciativa própria são mais difíceis pra mim?

15 respostas


Sinto muito que você tenha passado e ainda esteja passando por tudo isso. Quando a gente sente que não é verdadeiramente aceito dentro da própria família, dói num lugar muito profundo. E essa diferença de tratamento que você percebe provavelmente machuca mais do que muitas pessoas imaginam. Com o tempo, experiências assim podem fazer a gente começar a duvidar do próprio valor, da própria capacidade e até do nosso lugar no mundo. Então essa dificuldade com autoestima e iniciativa não significa que você seja fraco ou “menos que” os outros. Muitas vezes é alguém cansado emocionalmente de tentar existir em lugares onde não se sentiu acolhido. Você não precisa carregar isso sozinho. A terapia pode te ajudar a reconstruir essa relação com você mesmo, entender essas dores com mais cuidado e encontrar espaços e vínculos onde você possa ser quem é. Você merece existir sem precisar se esconder!

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Existem situações que não têm exatamente uma forma de se resolver sozinho. Essa situação é complicada e precisam dos dois lados para que sua relação com tua mãe melhore. Recomendo muita calma, paciência e principalmente: procure pessoas que te aceitam como tu és. Esteja com pessoas que te façam bem e com quem você faça bem.

Bruno Henrique Braz dos Santos

Bruno Henrique Braz dos Santos

Psicólogo

São José dos Campos

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Talvez seja importante buscar esse sentimento de pertencimento, acolhimento e reconhecimento em outros espaços, pessoas e relações, já que isso parece não estar conseguindo ser vivido dentro da relação com a sua mãe da forma como você gostaria e esperava. Ver o seu irmão recebendo uma abertura diferente da sua também pode intensificar essa sensação de diferença, exclusão e desvalorização. Quando alguém cresce tendo partes importantes de si pouco reconhecidas ou aceitas, isso pode afetar muito a autoestima, a iniciativa e até a forma como passa a enxergar as outras pessoas e os vínculos. O acompanhamento psicológico pode ajudar a elaborar essas experiências, fortalecer a forma como você se percebe e construir outras referências de afeto, pertencimento e apoio para além desse lugar onde hoje você sente tanta dor.


Olá! Lamento muito que você esteja passando por essa situação. Não existe um conselho que vá resolver tudo e te tirar de onde você está. Um caminho que pode ser muito frutífero seria o de iniciar uma terapia/análise para poder cuidar desse sofrimento que você está passando e criar para si estratégias de auto cuidado e possibilidades de saída desse cenário que te machuca. Desejo que você fique bem.


Olá! O que você viveu dói muito, principalmente porque envolve rejeição e falta de acolhimento justamente de quem você esperava apoio. Quando uma pessoa sente que precisa esconder partes de si ou percebe diferenças no tratamento, isso pode afetar profundamente a autoestima, o sentimento de pertencimento e a confiança nas pessoas. É compreensível que hoje você se sinta cansado emocionalmente e com dificuldade de ter iniciativa. Muitas vezes, isso não é falta de força, mas consequência de anos tentando lidar sozinho com dor, invalidação e sensação de não ser aceito. Mas a forma como você foi tratado não define seu valor. Aos poucos, pode ser importante construir espaços e vínculos onde você possa existir de forma mais autêntica e segura. Buscar ajuda psicológica pode te ajudar muito a trabalhar essa dor, fortalecer sua autoestima e reconstruir a sensação de pertencimento sem precisar depender da validação da sua família para reconhecer quem você é.


Sinto muito por essa dor tão legítima e comum entre a comunidade LGBT+. Quando a família não acolhe quem somos, a autoestima realmente sangra, e muitas vezes perpetuar essa dor não vale o esforço, mesmo que seja difícil se afastar do território afetivo das relações familiares. Você merece um espaço só seu. Por isso, em muitos casos, "sair para fora" desse território familiar é a melhor escolha: construir outras relações com pessoas que te entendem e acolhem acaba sendo mais potente do que tentar ser aceito a todo custo. Isso não significa que sua família esteja errada, mas que ela tem os limites dela — todas as relações têm seus limites. Se quiser, estou aqui para te acompanhar nesse resgate de si e na busca pelo novo.


Oie! Talvez elaborar em análise mesmo essa auto estima conectada essencialmente a opinião dos pais!! Infelizmente não conseguimos mudar o que o outro sente/faz, ou deixa de sentir/fazer, mas conseguimos mudar a forma que vamos lidar e sentir com tudo isso, e entendendo aos poucos que não é sobre você o que eles dizem, mas sobre um pré conceito deles que indifere de quem seja a pessoa!!


Olá, como vai? Não é só de autoestima e iniciativa a sua questão, é também de pertencimento. Essa palavra é um termo forte para as pessoas LGBTI+ que sofrem em conseguir entender que a família nuclear não é o porto seguro e sofrem em busca de encontrar esse porto seguro, que geralmente é com a família formada com as relações da vida, não as de sangue. Sugiro você procurar por um psicólogo ou psicanalista, para poder atravessar esse período com um profissional que vai te sustentar nas suas escolhas e desejos, além de trabalhar as questões de autoestima. Espero ter ajudado, fico à disposição.


O que você descreve parece envolver experiências de rejeição, invalidação e sentimentos profundos de não pertencimento. Quando alguém importante para nós não acolhe quem somos ou minimiza dores importantes da nossa história, isso pode gerar impactos significativos na autoestima, na confiança nas pessoas e na forma como passamos a enxergar a nós mesmos e o mundo. Diante de experiências repetidas de sofrimento, é compreensível que a iniciativa, a motivação e a sensação de conexão fiquem mais difíceis. Você não parece estar falando apenas sobre relacionamentos, mas também sobre feridas emocionais importantes. A psicoterapia pode ser um espaço seguro para compreender essas experiências e fortalecer sua relação consigo mesmo.

Arthur Bicalho Lage

Arthur Bicalho Lage

Psicólogo

Belo Horizonte

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Olá! Sinto muito que você esteja passando por essa situação. Pelo que você descreve, não parece se tratar apenas de um conflito familiar, mas de uma experiência prolongada de não se sentir acolhido justamente por pessoas de quem você esperava apoio. Isso pode gerar um sofrimento profundo e afetar a forma como você percebe a si mesmo, os outros e o próprio lugar no mundo. Quando você relata que sua mãe diz que o ama, mas não aceita aspectos importantes da sua identidade, além de não ter acreditado em você em um momento muito difícil no trabalho, é compreensível que isso tenha abalado a confiança na relação. Muitas pessoas que vivenciam rejeição ou invalidação por parte da família acabam desenvolvendo sentimentos de solidão, dificuldade de pertencimento, baixa autoestima e maior desconfiança nas relações. Algo que me chamou a atenção foi a frase: "sinto que não pertenço mais ao lugar que nasci". O sentimento de pertencimento é uma necessidade humana importante. Quando a pessoa sente que precisa esconder partes de quem é ou que não será aceita por ser autêntica, é comum que surjam pensamentos como "não tenho meu lugar" ou "as pessoas não prestam". Embora esses pensamentos façam sentido diante da dor vivida, eles podem acabar ampliando o isolamento e dificultando a construção de novos vínculos. Você também menciona que a autoestima e a iniciativa são difíceis. Muitas vezes, isso não acontece porque a pessoa é "fraca" ou incapaz, mas porque experiências repetidas de invalidação podem reduzir a confiança para agir, se posicionar e acreditar que será aceita. Felizmente, isso pode ser trabalhado. Na prática, alguns passos podem ajudar: reconhecer que sua orientação sexual não diminui seu valor como pessoa; buscar ambientes e relações em que você possa ser acolhido e respeitado, sem precisar esconder quem é; investir, aos poucos, em atividades que estejam alinhadas com seus valores e interesses, mesmo que a motivação ainda seja pequena; observar se a crença de que "ninguém presta" corresponde à realidade como um todo ou se ela pode refletir, principalmente, as experiências dolorosas que você viveu. A psicoterapia pode ser um espaço importante para elaborar essas experiências, fortalecer sua autoestima e ajudá-lo a construir um senso de identidade e pertencimento que não dependa exclusivamente da aprovação da família de origem. O objetivo não é apagar o sofrimento vivido, mas ampliar suas possibilidades de construir relações mais seguras e uma vida coerente com quem você é. Espero ter ajudado. Rodrigo Vieira Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)

Rodrigo  Vieira

Rodrigo Vieira

Psicólogo

Rio de Janeiro

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O que você viveu com sua mãe parece ter sido muito doloroso, especialmente por sentir que sua forma de ser não foi reconhecida de maneira inteira, e isso costuma tocar profundamente a autoestima e a sensação de pertencimento. Quando o lugar onde a gente espera acolhimento vem com condições ou diferenças de tratamento, é comum surgir uma mistura de tristeza, raiva, afastamento e até uma proteção interna que faz você se distanciar emocionalmente para não sofrer mais. Do ponto de vista psicanalítico, isso pode ser entendido como uma ferida de reconhecimento, em que o sujeito vai tentando lidar com a dor de não ter sido plenamente visto e validado. Isso não significa que há algo errado com você, mas que houve uma experiência importante de falta de sustentação emocional. A dificuldade de iniciativa e autoestima pode estar muito ligada a isso, como se parte da sua energia ficasse presa nessa tentativa de lidar com esse não reconhecimento. Pode ser importante você ir construindo, aos poucos, espaços onde sua identidade seja acolhida de forma mais segura e consistente, e também elaborar essa história para que ela não defina totalmente sua forma de se relacionar consigo e com o mundo. Se quiser aprofundar isso com mais cuidado e ser ouvido de forma mais contínua, você pode conhecer meu perfil ou entrar em contato.

Anthony Souza

Anthony Souza

Psicólogo

Mogi Guaçu

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Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. O que você vive é doloroso: quando a família rejeita partes essenciais da identidade, o pertencimento se rompe. Isso afeta autoestima, iniciativa e confiança. O caminho envolve três pilares: reconstruir sua identidade fora do olhar da família, criar vínculos que validem quem você é e trabalhar em terapia as feridas da rejeição. Você não é o problema, o ambiente foi hostil. A autoestima cresce quando você se cerca de pessoas que enxergam você por inteiro, não pela orientação sexual. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços


Sinto muito por tudo que você tem carregado. Quando alguém importante para nós não oferece o acolhimento e a validação que esperávamos, especialmente em aspectos tão íntimos da nossa identidade, isso pode gerar sentimentos profundos de rejeição, solidão e perda de pertencimento. Construir autoestima nesse contexto pode ser mais difícil, porque envolve reconstruir a forma como você se enxerga para além do olhar e da aceitação de outras pessoas. Aos poucos, é possível fortalecer seus próprios recursos, criar vínculos mais seguros e elaborar essas feridas emocionais. Pela psicanálise, buscamos compreender como essas experiências marcaram sua história e como elas influenciam sua relação consigo e com os outros. Minha agenda está aberta para conversarmos com cuidado e acolhimento.


O que você está sentindo pode acontecer quando uma pessoa passa muito tempo se sentindo rejeitada, diferente ou sem apoio dentro da própria família. Isso pode afetar a autoestima e fazer com que você passe a duvidar de si mesma e das pessoas. Alguns pontos podem ajudar: Separe o comportamento da sua mãe do seu valor. A dificuldade dela em aceitar você não significa que exista algo errado com você. Não se obrigue a sentir amor ou proximidade da mesma forma que antes. É possível estabelecer limites e manter uma relação mais distante se isso for necessário para sua proteção emocional. Construa sua própria rede de apoio, com pessoas que respeitem quem você é. Quando pensar “a maioria das pessoas não presta”, tente questionar: “Estou percebendo todas as pessoas dessa forma porque fui machucada por algumas?” Para recuperar a iniciativa, comece pequeno: uma decisão por dia tomada por você, mesmo que simples. A autonomia se fortalece com prática. Trabalhe a autoestima pelo que você faz, escolhe e constrói, e não apenas pela aprovação dos outros. Você não precisa continuar pertencendo emocionalmente a um lugar que faz você se sentir inadequada. Construir seu próprio espaço e suas próprias relações também é uma forma de pertencimento.


Quando você sente que não foi acolhido justamente por quem esperava que estivesse ao seu lado, isso pode afetar profundamente a autoestima e a sensação de pertencimento. E perceber um tratamento diferente entre você e seu irmão pode tornar essa dor ainda maior. Talvez o caminho não seja tentar convencer sua mãe a aceitá-lo, mas fortalecer aos poucos quem você é para além da aprovação dela. A psicoterapia pode ajudar a reconstruir essa autoestima, trabalhar essas experiências de rejeição e criar vínculos e espaços onde você possa se sentir pertencente sem precisar esconder partes de si!

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.